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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Não, no destino não creio
mas...os padrões que subjazem a vida
como explicá-los por outro meio?
Pode uma repetição padronizada
não ter sido planeada
ser o fruto duma árvore
por ninguém plantada?
O que somos e fazemos
tem resposta antecipada
na matéria-carne desenhada
ou é pela vontade livre orientada?
Andamos entre bermas traçadas
as outras veredas vemos
mas não lhes experimentamos as pegadas.
E penso, 'Mas sem esse padrão-destino
como encontrariamos um caminho
consistente no sentido
sem traços, nem ruas, nem estradas?'
Pode a Lógica ser lógica
sem prévias linhas fundantes?
Pode o discurso fazer-se
ou o pensamento pensar-se?
pode o ser e o não-ser
desfazer-se em cada instante
por cada um que o inventasse?
As linhas do nosso caminho
se são destino nos prendem
mas por outro lado nos salvam.
bja
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