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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
..o gabinete do primeiro-ministro (PM) acabou por concordar com a posição da transportadora, apesar da mesma contrariar também acórdãos de Bruxelas que estipulam que "excluir os períodos de protecção da mãe dos períodos de trabalho,(...) constituiria uma discriminação do trabalhador do sexo feminino." Esta é uma opinião idêntica à da CITE, constituída por representantes governamentais e parceiros sociais e que funciona sob a tutela do Ministério do Trabalho.
"O Primeiro-Ministro concorda" (com) o argumento dado pela TAP para não pagar os prémios. Isto porque o Acordo de Empresa estipula que estão excluídos de eventuais prémios empregados que, "no ano em referência (...), tenham tido absentismo e/ou suspensão do contrato com duração (acumulada) igual ou superior a cinco meses.
Isto é o primeiro ministro que temos. Fala, para inglês ver, no drama das mulheres portuguesas terem poucos filhos e mostra-se precupadíssimo em garantir os direitos das grávidas e a proteção da família mas depois compara as ausências por gravidez ao absentismo e manda tomar medidas que as discriminam.
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