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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Requalificação, despedimentos, mentiras e cumplicidades daquele ex-jornal, agora pasquim que se chama Expresso dirigido por aquele outro irmão do outro que rebola de lugar em lugar...
Anexo: Eug Rosa Resposta-Expresso(do blog do Umbigo)
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Ontem uma pessoa amiga que trabalha há muitos anos na administração pública disse-me que têm reduzido tanto pessoal que está, desde há um ano, a fazer o trabalho que costumava ser de três pessoas. Puseram tanta gente fora que neste momento já só tem duas funcionárias seniores que vieram de outros serviços. Treinou-as, elas fartam-se de trabalhar mas, mesmo assim, já não é possível fazer um trabalho de qualidade. Que escreveu uma argumentação para cima a explicar isto mesmo e a dizer que, a continuar assim, em vez de despachar todos os projectos e dossiers, vai passar a escolher uns e deixar outros porque não é possível fazer tudo sem pessoal. Eu expliquei-lhe que é o mesmo nas escolas: não temos funcionários, as secretarias perdem pessoal todos os anos que não é substituído, as turmas estão a abarrotar e já não é possível fazer um trabalho de qualidade chegando a todos os alunos, que cada vez mais perdemos autonomia e nos forçam a trabalhar mal, a desperdiçar tempo com coisas estúpidas em detrimento do ensino, que as medidas pedagógicas há muito que são atropeladas pelas economicistas, que atropelam a lei... mas que a diferença é que na nossa profissão nenhuma argumentação funciona porque as decisões são tomadas unilateralmente, de cima para baixo, com objectivos prioritários de assegurar cargos, assegurar privilégios e proteger flancos. É assim de alto a baixo e o Crato é um dos grandes exemplos disso. A protecção aos colégios privados dos amigos dos amigos... Ela disse-me que lá pelos corredores dos ministérios corria o rumor de que o Crato se ia demitir. Se vai, digo eu, já é tarde ou, é indiferente, melhor dizendo. Da maneira como estragou as coisas, já não tem volta atrás nos próximos, muitos, anos.
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