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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Três meses depois das eleições e quase nas férias do Natal e tudo está na mesma. Ontem o governo fez uma vaga promessa, depois de propostas ainda piores que as da outra para a educação. Os sindicatos, dizem os jornais, ficaram muito contentes (!?). Ontem na minha escola, duas colegas queixavam-se de virem a perder os privilégios de titulares. Aconselhavam uma terceira, não titular, a concorrer antes que se acabassem as quotas. Diziam, que pelo andar das coisas tudo deve ficar na mesma. Sei que houve uma reunião sindical na terça, mas não estive presente e ainda não sei o que lá se disse. Mas também não é preciso. Qualquer um vê que o governo vai arrastar isto até às calendas, que o PSD embrulhou-se e não parece ir cumprir as promessas que fez, que os sindicatos o que querem sempre é andar na TV ...
É difícil não se ficar cada vez mais desanimado e desmotivado. A única coisa nesta profissão que vale a pena são os alunos. O resto...é um atraso de vida. Da nossa, dos miúdos e do país também.
Ignorância e corrupção tomaram conta do país e infectaram tudo, desde as grandes empresas até às escolas, onde se imitam os grandes. Cada dia é mais difícil lidar com essa realidade ali mesmo à frente de nós, à nossa volta por todo o lado.
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