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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Amar é fácil, gostar é difícil. Amar é só sentir. Enquanto se ama tudo se tolera nesse sentir, até o que se desgosta. Mas gostar, é amar até o que não se gosta. É incorporar as coerências e as contradições numa totalidade do querer. O que ama, muitas vezes ama contrariamente ao que queria e ao que gosta e apesar daquilo que gosta. E, deseja ardentemente deixar de amar porque não gosta do objecto do seu amar. Pode chegar a odiar o próprio amar porque o 'obriga' a querer o que não gosta. O amor não acarreta consigo o gosto pelo outro. Já o que gosta, consciente e seguramente, necessariamente ama aquele/aquilo que gosta e nenhum ódio nem desejo de sair o assola porque o gostar traz consigo o querer, o desejar e o amar sem contradições.
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