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Uns e outros

por beatriz j a, em 17.06.13

 

 

 

 

Elogiam-se os gestores/administradores que conseguem reduzir custos, dispensando pessoal mas estranha-se e acha-se errado que esse mesmo pessoal resista ser tratado como um peça dispensável, sem nenhum direito? Atirado, com os seus descendentes para um desemprego/pobreza sem retorno? Então os direitos estão todos de um dos lados?

Elogia-se o gestor que recebe prémios de desempenho (às vezes tendo mau desempenho...) mas critica-se os que resistem a ser prejudicados tendo tido bom desempenho?

Mas então só quem é patrão ou gestor é que pode lutar pela sua vida, pela qualidade da sua vida? Os outros são indignos se não aceitarem ser reduzidos a números? Devem aceitar agradecidos serem tratados como coisas, perder todos os seus direitos, inclusivamente os de cidadão do seu país com direito a lutar pelos valores em que acreditam?

As grandes corporações multinacionais financeiras deram cabo da economia dos países com especulações bancárias e imobiliárias, mas depois a culpa é dos sindicatos? Foram eles que criaram esta situação? Estamos a empobrecer por causa dos sindicatos? Não me parece que isso seja defensável, nem pelo mais radical dos banqueiros, que diabo...! Mas está tudo doido?

Pessoalmente não considero nunca os governos meus inimigos, mas vejo claramente que muitos deles, assim que se apanham no poder, esquecem que estão lá a representar as pessoas e que, por isso mesmo, não podem voltar-lhes as costas sem mais, antes têm que ouvi-las e levar em consideração o que elas dizem e pensam.

 

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publicado às 19:15



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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