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A última grande filósofa e matemática da Filosofia Antiga helenista, inventora do astrolábio e  defensora do pensamento livre, lutou contra a decadência do pensamento racional, da autonomia do Homem, contra o triunfo da crença cega, contra a queda da Humanidade nas trevas da ignorância que antevia com clarividência.

Foi assassinada por uma multidão de cristãos injectados com o ódio à filosofia em geral (porque se opõe à cegueira do dogmatismo) e à inteligência e destaque das mulheres em particular (o que continua até aos dias de hoje).

A sua morte em 415 depois de Cristo precipita a era de intolerância e fanatismo religiosos que haveriam de marcar a Idade Média. Um século depois, em 529 a.C., o imperador Justiniano manda fechar a Academia Platónica (que Hipátia frequentou e dirigiu - Platão era um defensor da igualdade de direitos nos estudos e trabalho) o que marca, simbolicamente, o início da Idade Média.

Simbólico é também o assassinato de Hipátia dentro de uma Igreja: mostra a relação de proximidade paradoxal que parece haver entre as religiões e a violência neste mundo.

Projectos próximos: ver o filme AGORA que estreia este fiom de semana e é sobre estes acontecimentos da vida e morte de Hipátia.

 

 

 

publicado às 09:51


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