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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Hoje é dia da Restauração. Com a quantidade de Miguéis de Vasconcelos que andam por aí, alguns dos quais defendem abertamente que podíamos ser mais uma região espanhola, qualquer dia precisamos de outros heróis e de outra Restauração.
Quando eu andava a estudar no Liceu de Évora, onde agora é a Universidade, a maior festa do ano era a Récita de Gala na noite anterior à Restauração. Aquilo metia música, teatro, poesia, dança, rábulas (onde se gozava com as idiossincrasias dos professores ).
Passávamos o resto da noite/madrugada na rua, a modos que um pouco
por causa dos
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De manhã, lá pelas 9, a Tuna Académica ia até à porta da casa do reitor fazer uma serenata e ele oferecia o pequeno almoço. O último reitor foi o Saianda. Foi saneado depois do 25 de Abril.
Não sou monárquica. Não que me repugne a ideia de um Rei/Rainha; o que repugna é a ideia de uma corte permanente de parasitas vitalícios à volta do Rei/Rainha à espera de vassalagem. Mas sou patriota.
Gosto da minha Pátria. Não trocava por outra. Mesmo assim, pobre e governada por idiotas e ignorantes. É por isso que o dia da Restauração me parece, sempre, um grande dia. É um dos dias em que comemoramos o que de melhor têm os portugueses e nos lembramos que somos, enquanto povo, capazes de grandes gestos, de gestos de esperança.
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