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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Hoje

Ex-governadora do Alasca é apontada como a provável substituta de Oprah Winfrey
O nome de Sarah Palin, a ex-candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, é um dos mais repetidos nos meios televisivos norte- -americanos quando se fala em quem poderá substituir Oprah Winfrey no seu talk-show.
As audiências alcançadas por Sarah Palin quando participou no Oprah Winfrey Show, em meados de Novembro, são apontadas como trunfos a favor da ex-Governadora do Alasca.(DN)
Achei esta notícia muito interessante porque espelha de modo muito conciso e forte a realidade política contemporânea. A política deixou de ser um assunto sério, uma ocupação nobre de serviço público e passou a ser um negócio onde o que interessa são as audiências. Por isso, o que interessa às corporações é a capacidade de entretenimento dos políticos.
Assim, entende-se perfeitamente que uma pessoa que foi candidatra à vice-presidência dos EUA seja agora candidata a apresentadora de um talk-show.
Desde que o mundo abandonou a palavra e se voltou para a imagem, que é, por definição, muitíssimo redutora, todos os assuntos perderam densidade, seriedade e complexidade. Ganharam em aparência e futilidade. Isso nota-se em todos os domínios da vida.
Nota-se na política, que se tornou puro espectáculo. Nota-se na educação, por exemplo. No ano passado uma turma queixava-se que o manual de Biologia era demasiado infantil. Quase sem textos explicativos e cheio de imagens com bonecos um bocado infantis.
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