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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Irritam-me
os mal-entendidos
os tempos perdidos
ou tudo ao contrário,
os tempos perdidos com
mal-entendidos.
As feridas abertas
as portas fechadas
as ruas incertas
dos desenganados
nas horas estagnadas
dos desassossegos
palavras engolidas
insalubres silêncios
sem significado.
O que não é vivído
o que é separado
as lágrimas inúteis
dos que sabem seu fado.
As noites despertas
dos mal amados
os caminhos suspensos
por fins adivinhados.
Des-encontros
dispersos
afastados
pisados
recalcados
acabados
morridos
mortos
por fim enterrados.
E o que era vida
sombras se ergueu
em áridos olhos
tudo se perdeu.
bja
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