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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau

Não é indiferente o tipo de letra que se usa nos livros. A letra realça o significado do conteúdo e dá-lhe uma coerência estética. Quem quereria ler o Doutor Jivago na letra das informações das finanças? Ou da conta do gás? Um livro não é apenas informação. É uma experiência, uma vivência intelectual, emocional, estética. Começa com a capa que é o equivalente a um pequeno 'billboard' publicitário. Se for boa, publicita o conteúdo e estimula o desejo; depois, passa pelo toque do papel, a densidade e a cor; a letra, o arranjo do texto na página (havia uma editora que fazia uns livros de bolso num papel muito ordinário e com o texto em letra feia e minúscula, sem um único parágrafo para poupar dinheiro. Talvez poupasse, mas estragava-nos a experiência da leitura de modo que eram livros que nunca comprava...) as ilustrações, se as tem...
Estabelecemos com os livros que amamos uma relação intíma onde até o cheiro importa.
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