Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Isto não é um problema local, é um problema global.
Já se sabia que mais de 600 mil sírios fugiram do país nos últimos 22 meses. Segundo um relatório divulgado esta segunda-feira, muitas jovens e mulheres fugiram da violência sexual.
A violação é “um fenómeno significativo e inquietante na guerra civil na Síria”, concluiu a organização International Rescue Committee depois de fazer três inquéritos junto de 240 refugiadas sírias no Líbano e na Jordânia. Interrogadas sobre os motivos que as levaram a deixar o país, muitas referem "violação ou violência sexual", descreve o IRC.
“Muitas mulheres e raparigas contaram ter sido atacadas em público ou nas suas casas, em geral por homens armados. Estas violações, por vezes colectivas, acontecem muitas vezes diante dos olhos dos membros das suas famílias”, descreve a organização. Nem todas as vítimas vivem para fugir e contar – algumas são raptadas, torturadas e mortas.
“As histórias que ouvimos, nas conversas com as sírias, são realmente horrendas”, disse ao diário Guardian Sanj Srikanthan, director para emergências do ramo britânico desta ONG.
No domingo, seis homens foram detidos no Estado indiano de Pendjab suspeitos de terem participado na violação coletiva de uma mulher num autocarro.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.