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Dos mitos da educação - a Finlândia

por beatriz j a, em 03.05.19

 

Hoje falei com alunos que estiveram na Finlândia e pedi-lhes que contassem a experiência deles. O que mais os impressionou foi o silêncio. Nas aulas, nos corredores da escola, na rua, nos autocarros, nos shoppings, não há barulho. As pessoas interagem pouco. Nos autocarros nunca se sentam num banco onde já esteja outra pessoa. É claro, estranharam o dia começar tão cedo e acabar tão cedo e ter que descalçar os sapatos para entrar em muitos sítios.

 

Na escola, disseram-me que viram turmas pequenas, com cerca de dez alunos. As portas das salas estão reforçadas por causa do terrorismo e têm a sensação de estar presos lá dentro.

Os professores entram, despejam a matéria que têm que dar, sem uma única palavra para os alunos que andam de um lado para o outro com o telemóvel na mão. Não ligam nenhuma ao que o professor diz. O professor também não quer saber e não ajuda. Pode, por exemplo, pôr um exercício de matemática no quadro para a aula inteira e depois senta-se à espera que chegue a hora de sair. Perguntaram aos professores porque deixam os alunos andar de telemóvel. Disseram que não vale a pena proibir porque o usam às escondidas.

 

Falaram nas salas com psicólogos onde os alunos vão fazer terapia. Acharam tudo impessoal, demasiado sério e sem vida, nas palavras deles.

A escola onde estiveram é uma escola típica. Tem alunos desde a pré-primária ao secundário.

A autonomia das escolas funciona como as paróquias das igrejas: se a escola está num bairro rico pagam bem aos professores, se está num sítio pobre pagam mal.

É que isto não tem nada a ver com o que pintam por aqui acerca das escolas na Finlândia. No entanto, esta foi a experiência de alunos e de professores.

 

publicado às 19:16


O resultado das insónias dá nisto...

por beatriz j a, em 03.05.19

 

Dei uma aula cansada, completamente desinteressante e mal enjorcada. Chatice. Uma pessoa já tem idade para ter juízo...

 

publicado às 13:51


Portugal por aí

por beatriz j a, em 03.05.19

 

Praia de Esmoriz - ManuelMeneses | Fotografia
 

publicado às 06:40


Buxtehude

por beatriz j a, em 03.05.19

 

 

publicado às 05:32


Insomnias V

por beatriz j a, em 03.05.19

 

O amor é filho do tempo e irmão da eternidade. (bja)
 

 

publicado às 03:58


Insomnias IV

por beatriz j a, em 03.05.19

 

Ser poeta é deixar ver o que está dentro

é sofrer as palavras que em nós tardam

da vida que nos suga, é ser alimento

das entranhas dos que se resguardam.

 

bja

 

publicado às 03:33


Insomnias III

por beatriz j a, em 03.05.19

 

Não vale a pena pensar muito.
Para quê (?)
se tudo é fortuito...

Os sonhos são alimento
requentado
em fogo lento
uns hão-de comer-se aos poucos
outros engole-os o tempo.
 

bja

 

publicado às 03:30


Insomnias II

por beatriz j a, em 03.05.19

 

I saw your eyes

and I'm broken

the night rises and fall

a knife cutting the pain

breaking the inner walls.

 

I'm nowhere

I'm everywhere

and I don't care

anymore

I'm every person

who dies on the shore.

 

bja

 

publicado às 03:21


Insónias. Estava mesmo a precisar...

por beatriz j a, em 03.05.19

 

Dorothea Tanning - Painter, Sculptor, Writer

publicado às 03:07


Vai, vai e leva os primos todos

por beatriz j a, em 03.05.19

 

Como o PS nunca pagará um tostão aos professores que o Costacenteno odeia é preciso mesmo votar contra estes indivíduos em todas as eleições. Se eles quiserem ir embora por vontade própria, melhor ainda.

 

Carlos César abre porta à demissão do Governo por causa dos professores

 

publicado às 00:38


Chacona en Mi menor de Dietrich Buxtehude

por beatriz j a, em 02.05.19

 

Uma pessoa de vez em quando dá-se conta da sua ignorância. Hoje ouvi esta peça tocada com tanta emoção que me emocionou a mim e elevou o espírito. Como é que nunca tinha ouvido falar de Dietrich Buxtehude...? Agora que cheguei a casa fui ouvi-la outra vez. Quanto mais se ouve mais profundamente nos afecta.

 

 

publicado às 23:56


Fahrenheit 451

por beatriz j a, em 02.05.19

 

Morreu Ray Bradbury, o autor de ficção científica e de cariz filosófico, mais conhecido pelas Crónicas Marcianas e por Fahrenheit 451. Um escritor que influenciou, como disse o neto dele,  muitos artistas, escritores, professores, cientistas, realizadores de cinema, etc.

 

 

publicado às 12:00


A chatice dos factos

por beatriz j a, em 02.05.19

 

Terça-feira vinha à conversa com o meu filho que me foi buscar ao tratamento, acerca da carga de impostos que pagamos. Ele queixava-se, com alguma revolta, que paga uma brutalidade de impostos e depois o dinheiro em vez de ser usado para melhorar os serviços públicos, ser usado para enfiar em ladrões que roubam milhões e centenas de milhões, para desresponsabilizar os seus cúmplices e para desperdícios em benefício de interesses particulares, como por ex., sendo a maioria dos deputados advogados, porque precisam de recorrer a firmas exteriores? Se fossem engenheiros ou outra coisa qualquer e não soubessem de leis... 

 

Estamos de acordo em pagar impostos e ter uma sociedade o mais equitativa possível mas não estamos de acordo em pagar impostos para servir interesses particulares, queimar dinheiro em serviços por gestão incompetente e ruinosa e/ou ideologia ou desinvestir continuamente nos serviços básicos de saúde, educação e justiça.

 

Estávamos nesta conversa e pusémo-nos a comparar salários. OMG! Ele ganha quase o dobro do que eu ganho... quer dizer, fico muito contente que valorizem o trabalho dele e lhe paguem como deve ser; no entanto, não pude deixar de sentir que ganho mesmo mal e não valorizam o meu trabalho, tendo em conta que ele trabalha há meia dúzia de anos e que eu já levo mais de trinta anos de trabalho.

 

Depois, ter que ouvir o Centeno e o Costa dizerem que pagar o que devem aos professores é contrário aos interesses do país, sendo que pagar a tudo o que é ladrão e incompetente é a favor dos interesses do país, revolta...

 

publicado às 07:59


Mudar a cultura de escola

por beatriz j a, em 02.05.19

 

Teachers are miserable because they’re being held at gunpoint for meaningless data

Almost a third of teachers quit in the first five years, and those who stay are burning out in record numbers.

Let me clear up this edu-mess for you. It’s not Sats. It’s not workload. The elephant in the room is high-stakes accountability. And I’m calling bullshit. Our education system actively promotes holding schools, leaders and teachers at gunpoint for a very narrow set of test outcomes. This has long been proven to be one of the worst ways to bring about sustainable change. It is time to change this educational paradigm before we have no one left in the classroom except the children.

 

Accountability. Surely that’s a good thing? I don’t think there is an educator in the country who would disagree with the idea that schools have a responsibility to be their very best. But we have options about how we make it happen.

Gunpoint is one option. We tell schools, leaders and teachers to make something happen or they will be miserable, jobless or a combination of both. This can lead to some pretty quick change, but it’s not long-lasting and will bring only compliance to the minimum standards because being held at gunpoint is stifling. It creates a “take-no-risks” attitude that becomes enshrined in the culture of leadership within a school. School improvement is seen as school inspection. Gains are made by the act of weighing. When gains are not made, the problem lies within the school, leader or teacher, rather than the culture, climate or conditions.

publicado às 07:39

 

Sobretaxa e mais IVA pagam professores Centeno alerta que a contagem integral do tempo de serviço dos professores implica um aumento de impostos.

 

Este preconceito irracional contra os professores deve ter uma explicação qualquer freudiana que ainda havemos de perceber.  

 

publicado às 08:23


Cenas I

por beatriz j a, em 01.05.19

 

Sem fé o destino falha.

Coração cego

demente
segues múrmurios
na noite sem sono

armado com ferros
remexes
pétalas vincadas
fechado em rimas
me cravas
... te escravas.

bja

 

publicado às 00:09

Pág. 6/6



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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