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Ficou surpreendida ou pensava que ainda haveria mais prejuízos?

Fiquei sobretudo desgostosa porque, quando li o relatório, no dia em que me foi entregue, fiquei com muitas dúvidas e críticas quanto à democracia portuguesa e ao regime. Nunca pensei em dizer isto, mas deixei de acreditar na democracia portuguesa. Não existe democracia em Portugal.
É uma ficção. Nunca pensei chegar a isto, porque quando ouvia as pessoas a dizerem isso achava que elas eram populistas, exageradas e radicais. Depois de ver aquele relatório, não tenho dúvidas que isso é mesmo assim. Não há mesmo democracia em Portugal. O que houve estes anos na Caixa Geral de Depósitos, de chegarem lá amigos de gestores ou de administradores ou de deputados ou de ministros e dizerem que querem milhões, para o que não têm quaisquer garantias e a avaliação de risco é claramente negativa, mas levam esses mesmos milhões e, obviamente, não cumprem, atesta aquilo que estou a dizer. Aquilo é um banco público.

 

Por ser público, ganha outros contornos...

Recapitalizámos o BPN, o BES, o BCP, o BPP, mas isto é o banco público. O que se passou neste banco nunca poderia ter acontecido em nenhuma escala.

 

O facto de as nomeações serem políticas não contribui para a sua transparência?

As nomeações devem ser políticas fazendo da Caixa Geral de Depósitos um instrumento a favor da alavancagem e da dinamização da economia portuguesa, e não propriamente para encherem os bolsos a meia dúzia de piranhas de um sistema.

 

Mas é por isso que não vivemos numa democracia?

Perante estes dados não estamos numa democracia, porque não é aceitável.

 

As democracias têm lacunas...

Isto não são lacunas. Há 17 gestores desta altura que continuam a ter cargos máximos de relevância. Faria de Oliveira preside à Associação Portuguesa de Bancos, Carlos Costa foi administrador da Caixa Geral de Depósitos e preside ao Banco de Portugal, Tomás Correia está à frente da Associação Mutualista Montepio. Há não sei quantos gestores que continuam dentro da banca. Aliás, destes, só dois é que não entraram, não foram reciclados outra vez no sistema bancário porque foram impedidos pelas instâncias europeias, senão também continuavam. O que acontece neste momento é que não há democracia porque a equipa que está a jogar contra a outra equipa é exatamente da mesma cor, e o árbitro e o VAR também. Não há jogo político, não há jogo democrático, estão todos exatamente a comer da mesma gamela e a agasalharem-se nos mesmos lençóis – obviamente, não há democracia. Não acha que é legítima a dúvida quando olhamos para esta situação? Porque é que o Banco de Portugal até hoje não emitiu sequer um comunicado sobre aquilo que aconteceu? Não acha que é legítimo que um cidadão que leia jornais e que esteja minimamente informado olhe para isto e pense que ele está a proteger-se a si mesmo? Esteve na Caixa Geral de Depósitos, não viu nada, não se passa nada.

 

Tem a noção de que todos sabiam o que se passava?

É claro que todos sabiam.

 

Por isso é que fala no tal regabofe?

Todos sabiam o que se passava de certeza, uns melhor do que outros. Até jornalistas sabiam pelas investigações que foram fazendo. O que este relatório traz é, de facto, uma visão panorâmica de conjunto e um atestado a muitas informações que foram sendo levantadas, porque há aqui muitos dados que já eram motivos de suspeita ou até mesmo de investigação.

 

O caso de Vale do Lobo?

Por exemplo. Como era possível financiar quando toda a gente sabia que aquilo era um poço sem fundo? Como é possível essa insistência?

 

E um banco que também foi usado para uma guerra interna num banco privado...

O BCP, em que são oferecidas como garantias as próprias ações. Acha que isso é sequer imaginável num regime democrático? Penso que não é. Este tipo de promiscuidade é que nos faz questionar todo o sistema.

(...)

 

Não seria desejável alargar o leque após 2015?

Acho que sim. Além disso, é preciso atribuir outro tipo de responsabilidades.
A Deloitte, que foi a auditora da Caixa não sei quantos anos, também não viu nada. Todos estes atores supostamente credíveis e com créditos firmados na sociedade portuguesa e até internacional nunca souberam de nada e nunca viram nada do que se passava na Caixa Geral de Depósitos. Se isto não merece responsabilidades e se não merece consequências, então não sei o que é que merece. Não consigo imaginar, sinceramente, tirando crimes como envenenar os cidadãos através de um saneamento público de ar, uma coisa mais grave do que esta. Tivemos de cortar no Sistema Nacional de Saúde, tivemos de cortar na escola pública, tivemos de cortar numa série de dinamização de pequenos e médios empresários, e depois acontece isto. Sabe quanto é que, em média, os portugueses dão por ano para a corrupção? 1800 euros. Gastamos 8% do nosso PIB em corrupção, Luanda, por exemplo, gasta 0,7%.

 

Gasta como?

O que os índices de corrupção mostram é que custa a cada português isto: 1800 euros por ano. É mais do que gastamos em medidas de combate ao desemprego. Cada euro gasto em corrupção – e isto não é populismo – é tirado a um apoio de um velhote ou à educação de uma criança. Quais são as responsabilidades políticas? Vejo com um crime de lesa-pátria porque não consigo imaginar – talvez a fantasia pródiga de alguns psicopatas à frente do país o consiga fazer – um crime mais grave para o país do que este, do que roubar o dinheiro diretamente às pessoas, do seu trabalho, do seu esforço diário e da sua construção, porque a Caixa Geral de Depósitos é também a construção de todos os portugueses.

 

Mas o facto de as auditoras não saberem de nada não é inédito em Portugal.

Aqui, o que é inédito é que se trata de um banco público. Por exemplo, a comissão de avaliação de risco da Caixa reunia-se à quinta-feira de manhã e à quarta eram entregues os documentos. Ou são todos uns génios da finança ou gostava de saber como é que de quarta para quinta conseguiam fazer a avaliação do risco. Claro que não faziam, era uma reunião de fachada e de fantoches.

 

O que contava era a pessoa que pedia o empréstimo?

Óbvio, e as ligações que tinha, os contactos que tinha, o poder que tinha, o prestígio que tinha, a influência que tinha. Isto chama-se tráfico de influências, chama-
-se corrupção. Chama-se crise de lesa-
-pátria com esta magnitude e regularidade porque o crime também se mede pelo aspeto reiterado, e ao longo destes anos todos é um crime contra o país, contra a nação. E tem nomes e rostos, estão lá no relatório, está à vista de todos.

 

Acha que há mais algum banco em estado crítico?

O Montepio é um deles. É uma bomba que está prontinha para nos explodir na cara. E agora que Tomás Correia está outra vez à frente, acho muito perigoso.

(...)

 

E o que pensa de ele estar no Banco
de Portugal?

Acho que faz parte deste processo de institucionalização e normalização do BE, o qual vejo com algum desgosto. Acho que o papel de crítica social aguçada e também de alguma rebeldia do BE era muito importante na sociedade portuguesa e ficou um enorme vazio. Outra coisa que está a enfraquecer a nossa democracia é que António Costa governa como se tivesse uma passadeira vermelha a descer pela Avenida da Liberdade porque a direita não existe, está totalmente esfrangalhada, e a esquerda está metida no bolso direito de António Costa. Neste momento não há oxigenação na vida política portuguesa e isso é mais um facto perigoso.

(...)

 

O que tem a dizer sobre Fernando Medina?

Vejo-o como um político monárquico, alguém que herdou o poder. Acho-o fraco politicamente, pouco ousado, não acho grande orador nem que tenha feito nada de especial pela cidade de Lisboa. Acho-o um mau presidente da câmara e um político com pouca espessura, com pouca densidade, mas a verdade é que ganhou.

Joana Amaral Dias no jornal i

 

publicado às 07:04


Picture this

por beatriz j a, em 04.02.19

 

Uma escada em espiral desenhada por Leonardo da Vinci em 1516

 

publicado às 06:08


"And Still I Rise" - Maya Angelou

por beatriz j a, em 03.02.19

 

recited by herself

 

 

publicado às 20:22


If

por beatriz j a, em 03.02.19

 

 

publicado às 19:35

 

8 mulheres mortas,

vítimas de violência doméstica,

neste ano de 2019

em Portugal.

Estamos só a 3 de Fevereiro.

 

publicado às 18:45


Prodromo de um cancro anunciado

por beatriz j a, em 03.02.19

 

Quatro passos para a liberdade de escolha na Educação

Francisco Rodrigues dos Santos

 

Este indivíduo, Francisco Rodrigues dos Santos, apareceu há tempos na Forbes como um dos portugueses mais influentes (para se ver a porcaria de revista que aquilo é). E porquê? Descobriu a cura para a SIDA? Escreveu uma obra importante com utilidade para o país ou algo assim? Não.

O que ele fez foi arranjar militantes para o CDS que é a entrada mais importante de currículo para se ser alguém na política deste país. Tirou um curso de advogado e arranjou muitos militantes para o partido dele. Pois à conta desses não-méritos sociais já lhe dão uma página num jornal nacional para ele escrever artigos sobre a educação.

Ele percebe alguma coisa de educação? Não. Nada. No entanto, já temos que gramar as suas opiniõezinhas decalcadas de cartilhas que foi consultar à pressa para dizer que tudo se resolvia na educação com a lógica do mercado e com todos os professores à bulha uns com os outros para arranjarem alunos. E ele não se inibe nem se coíbe de vir para os jornais escrever estas coisas armado em especialista.

Tenho a certeza que na próxima vez que o CDS for governo havemos de o aturar, quem sabe, com os seus 30 aninhos de vida ignorante mas muito espertalhona, a governar a pasta da educação como agora aturamos este outro ignorante que lá está.

 

Esta é a tragédia deste país: os governantes e os administradores e os chefes são uns ignorantes cujo mérito foi organizar jogos de petanca, arranjar militantes para o partido ou prestarem-se a ser moços de recados. Aos 30 anos já vemos os sintomas do que aí vem. Não há esperança dentro destes partidos...

 

publicado às 16:46


China: o controlo dos cidadãos é assustador

por beatriz j a, em 03.02.19

 

Uma pessoa está constantemente a ser vigiada por um programa de reconhecimento facial no seu comportamento social e é castigada perdendo 'pontos sociais' do seu 'cartão de crédito social'. A perda de pontos pode implicar ser proibido de andar de comboio ou avião, os filhos serem proibidos de frequentar boas escolas, ter a velocidade da internet reduzida, não ter acesso a certos hotéis, a certos empregos, tirarem-lhe os animais domésticos e ter a cara em grande plano nos inúmeros ecrãs espalhados por todo o lado como humilhação pública.

A total ausência de liberdade e privacidade num Estado totalitário.

 

Até a comida que se pode comprar e o papel higiénico a que se tem direito num espaço público estão dependentes dos pontos sociais que a pessoa tem no cartão d crédito social.

Os cidadãos a ser constantemente ameaçados

 

publicado às 13:39

 

Europeias: Costa diz que Europa está mesmo a ser atacada por fora e por dentro

 

Quem está a destruir a Europa são os europeus que a governam, pessoas como o Costa que demonizam os grupos de cidadãos que têm vindo a empobrecer com as austeridades/cativações ao mesmo tempo que protegem tacitamente os abusadores (da banca, da administração pública, dos partidos) e mesmo os corruptos e engordam os partidos para ganharem as próximas eleições.

 

É isso que tem corroído as bases democráticas das sociedades europeias, é isso que tem levado a que as pessoas se voltem para alguém que as ouça e que as represente. À falta de políticos que pensem as pessoas como pessoas e sem outros recursos de representação uma vez que todos os partidos jogam o mesmo jogo de poder, voltam-se para a pressão da quantidade dos números, como aconteceu com os coletes amarelos em França.

 

O esforço e revolta que foram necessários, em França, para ganhar pequenas coisas que deviam ser próprias das democracias, como os que têm grandes fortunas pagarem impostos em vez de serem os pobres a pagá-los em taxas e taxinhas ou subir o salário mínimo, por exemplo.

 

Na Europa os governantes governam para os ricos e culpam os pobres pelos problemas. Quem não se lembra de Sócrates, num Natal, vir à televisão dizer que a culpa da crise era os portugueses gastarem dinheiro a mais e dar o exemplo dos gastos com a comida no supermercado na altura do Natal? Quando todos nós víamos a ladroagem que estava a ser feita pelo Estado e pela banca? Agora o Paulo Macedo vem dar a entender que isso na altura era o modo como as coisas se faziam... tive que ler três vezes para acreditar que não estava a ler mal...

 

Quem não se lembra de PPC dizer aos portugueses que se não estavam aqui bem que emigrassem? E quem se vai esquecer de como o Costa demoniza os professores, os enfermeiros e toda a função pública enquanto se arma até aos dentes para defender os amigos do partido, mesmo os incompetentes e os de comportamento mais que duvidoso e os impõe ao povo como ministros e chefes disto e daquilo? 

 

As mesmas pessoas continuam nos postos... que efeito ele pensa que isto tem na população? Que efeito pensa ele que os governos europeus, que fazem o mesmo que ele, têm nas populações?

Sim, a Europa está a ser atacada por fora por quem não tem interesse num mercado forte deste tamanho mas os ataques só puderam ser feitos porque o muro já estava cheio de buracos feitos pelo corroer das instituições à conta da acção política dos seus próprios governantes.

 

Em Inglaterra os ingleses assistem estupefactos à inépcia do seu Parlamento estar num braço de ferro onde ninguém quer ceder a ninguém e com isso todos deixam o destino do Reino Unido à fé do, 'seja o que Deus quiser'. Na Europa assistimos todos nós a braços de ferro, agora com o Reino Unido mas no passado com a Grécia, com a Itália, com Portugal... que têm deixado os assuntos ser governados pela fé no, 'seja o que Deus quiser, acima de tudo não cedemos.'

Como podemos assistir a isto de os nossos governantes europeus serem, no geral, um conjunto de pessoas que não sabem o que fazer, nunca, em situação nenhuma, porque não têm critérios ou, quando os têm atraiçoam-nos ao primeiro aceno de dinheiro ou poder à vista, digo, como podemos assistir a isto e não ir desistindo do mérito das próprias instituições?

 

Portanto, o que destrói a Europa por dentro são as pessoas como o Costa que são quase todas as que andam pelos governos, tantos os de direita como os de esquerda, conceitos hoje indistinguíveis na praxis de governança.

 

publicado às 11:14


Os sistema entregue à sorte

por beatriz j a, em 03.02.19

 

Mulher disfarçada de médica tenta roubar bebé no Hospital de São João no Porto Suspeita foi travada quando já estava próxima da saída da unidade de saúde.

Isto não é nada tranquilizador. Uma mulher, disfarçada de médica ou de enfermeira, não se percebe bem pela notícia, só não roubou um bebé recém-nascido por sorte. Por acaso o pai do bebé viu a mulher e perguntou-lhe para onde ia com o bebé, já a mulher estava perto da saída do hospital. Quer dizer, não há nenhum sistema de segurança nos berçários e está tudo entregue à sorte.

 

publicado às 10:30


Bom dia :)

por beatriz j a, em 03.02.19

 

 

publicado às 09:30


Do gabinete de curiosidades

por beatriz j a, em 03.02.19

 

imagem da net

 

publicado às 09:11


Poética do espaço

por beatriz j a, em 03.02.19

 

Paul Brouns Photographic Art

 

publicado às 09:02


Foi assim que destruíram a CGD

por beatriz j a, em 02.02.19

 

Foi a nomear amigos para os cargos. Ora, digam lá, o que se fez na CGD não foi selvagem? Afinal quem são os selvagens? 

 

Governo intensifica nomeações de militantes do PS para altos cargos

Dezenas de nomeações para cargos dirigentes são um fenómeno crescente nos últimos meses e que deverá ainda acentuar-se em ano de eleições.

 

publicado às 14:27


Bom dia com exemplos positivos :)

por beatriz j a, em 02.02.19

 

 

publicado às 08:50

 

Portugal é um país laico e Marcelo Rebelo de Sousa estava ali como Presidente do país e não como cidadão particular. Como cidadão particular, MRS até pode rastejar e lamber os sapatos do Papa mas como Presidente de uma República laica repugna-me vê-lo curvar-se e beijar a mão, subservientemente, a um chefe de Estado estrangeiro. O Papa é um chefe de Estado de uma monarquia electiva e esta atitude do Presidente é própria da Idade Média.

 

Foto: Lusa

 

publicado às 07:32

 

... certamente por ordem do ministro das Finanças. Como a notícia é obviamente cortada à medida para fazer crer que esta gestão e este governo são extraordinários e a CGD está de vento em poupa, ficamos logos a desconfiar que seja mais uma mentira.

E é claro que o que chamam limpeza é fechar balcões, logo, despedir pessoas, piorar, com isso, os serviços e, encarecê-los. Calculo que o Paulo Macedo vá receber, por ordem de Centeno, uma bela maquia de prémio de desempenho. Afinal, esta gente, mesmo quando perde milhares de milhões por má gestão, leva sempre promoções e prémios. Há função pública e há função pública.

 

Depois da limpeza, Caixa atinge lucro de 495 milhões

 

publicado às 07:08


Encontros poéticos

por beatriz j a, em 02.02.19

 

 

publicado às 06:38


As Rosas

por beatriz j a, em 01.02.19

 

Quando à noite desfolho e trinco as rosas

É como se prendesse entre os meus dentes

Todo o luar das noites transparentes,

Todo o fulgor das tardes luminosas,

O vento bailador das Primaveras,

A doçura amarga dos poentes,

E a exaltação de todas as esperas.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen,

 

publicado às 20:02

 

Relatório entregue esconde grandes devedores da Caixa (para já)

O relatório de auditoria à gestão da CGD entre 2000 e 2015 foi entregue no Parlamento, com nomes truncados, mas ainda podem vir a ser conhecidos.

 

publicado às 17:05


...sou Cliente da CGD

por beatriz j a, em 01.02.19

 

 
...sou Cliente da CGD procuro
Balcão que não me discrimine e me
ofereça as mesmas
condições que à filha do Vara,
aguardo contacto.
 
 

publicado às 07:39



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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