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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
"É só para relembrar que o caso GALPGATE também continua a decorrer em tribunal. E que achamos extraordinário que o Governo do Dr. António Costa continue na defesa das petrolíferas GALP e ENI como se nada disto se estivesse a passar. Gostariamos também que o senhor Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa reflectisse sobre este assunto uma vez que fizemos questão de o pôr ao corrente na audiência concedida ao Movimento Algarve Livre de Petróleo em Almancil. É normal uma petrolífera andar a pagar prebendas a membros do governo, deputados da oposição e autarcas e depois esse mesmo governo recorrer para os tribunais em defesa das petrolíferas e autorizar contratos de exploração de petróleo quando os podia ter não renovado? País estranho este, senhor Presidente da República de Portugal onde parece valer tudo."


Georgia O'Keeffe - White Shell with Red, 1938, pastel on wood pulp laminate board, 546 x 698 mm
© The Art Institute of Chicago
Quem ouvia o Centeno antes de ir para o governo e quem o ouve agora pensa no dr. jekyll e no mr. hyde. Assim que chegou ao governo virou Gaspar e assim que Bruxelas olhou para ele virou Durão Barroso, perdeu mesmo a compustura e foi a correr babar-se para lá. Agora é igual aos outros: o seu papel e o das instituições ao enterrar o dinheiro na banca, em corporações vampíricas e em sepultar os países em austeridades grangrenárias é passado com uma esponja e todos os erros que ele mesmo e as instituições que representa comete são culpa dos outros, esses irresponsáveis que não sabem ser uns hipócritas que vivem para dinheiro, borlas e honras como ele. Os novos nojentos são os antigos nojentos mas mais demagogos e hipócritas.
Hoje deu-me para comprar o Expresso. Dou de caras com um enorme artigo com a demagogia em modo sócrates do primeiro ministro no jornal do maninho que este rectângulo começa a parecer a la famiglia. Lá recitou a cassete que o Centeno o mandou cantar.


... e uma delas vai meter feijão catarino. Fomos à praça comprar estragão para fazer uma saladinha de fusilli com cogumelos e outras cenas e viémos de lá com mais ervas e este feijão lindo.

do mercado de Setúbal

este é para logo
"...while the gulls are squawking above, the sea is running round the world, and the plants are opening on earth? I live, I die; the sea comes over me; it’s the blue that lasts.”
– Virginia Woolf, from "Melymbrosia"
(Image: Gerhard Richter - Seelicht )

via A Way to Blue
A Ponte dos Suspiros em Veneza (por onde passavam os prisioneiros e podiam ver uma última vez a luz do dia, diz a lenda, antes de serem encerrados) - circa 1870 | por Gustave Doré, 1832-1883 - Aguarela.
Não parece nada uma aguarela.


Bowl of Strawberries
Sébastien Stoskopff - circa 1620
Porque recordamos melhor e mais fundo a maneira como nos fazem sentir que aquilo que nos dizem e Aretha Franklin não podia ser ouvida com indiferença dos sentimentos.
Aretha Franklin - I Say A Little Prayer
Respect.
Porque os políticos vivem de borlas, de tudo lhes ser oferecido, de receber subsídios indevidos, de perdoarem-se as dívidas a si mesmos e de gastar o dinheiro alheio e não sabem o custo das coisas.
A que propósito é que pagamos viagens aos governantes? E provavelmente às famílias, tios, primos, cão e gato...
E porque é que há falta de dinheiro para a saúde, a educação, a justiça, a CP e sei lá mais o quê mas nunca há falta de dinheiro para mais acessores e tachistas no executivo?
Governo Costacenteno = governo ppc versão demagoga.

São tantos casos os que se descobrem por esse mundo: na Irlanda, na Inglaterra, na Alemanha, na França, em Espanha, em vários países na América Latina que já não é possível não ver que se trata de um padrão de comportamento, não de casos esporádicos, de malfeitores criminosos dentro da Igreja Católica, este do desdém pelas vítimas, da desvalorização dos crimes e do seu encobrimento ao mais alto nível... e em muitos outros países, muito católicos, onde há um grande tabu a tudo o que se refere à I.C. há-de levar mais tempo até descobrir-se o mesmo... a Igreja instituição hierárquica, não os padres em particular, que os há muitos e muitos com vocação e mérito, é um clube de não-cavalheiros, velhos retrógrados, machistas misóginos, cheios de perseguidores de gays, cheios de pedófilos, abusadores de freiras, gente obcecada com sexo e em perseguir e controlar a sexualidade das mulheres, de criminosos e encobridores de crimes e cheios, cheios de poder...
O desdém pelas vítimas é patente em vários casos. "Um padre violou uma rapariga, engravidou-a e arranjou para que fizesse um aborto. O bispo expressou os seus sentimentos numa carta: 'Este é um momento muito difícil na tua vida e percebo que possas estar chateado. Também partilho a tua dor'. Mas a carta não era para a rapariga. Estava endereçada ao violador", lê-se no relatório.
(...)
Nesta paróquia, um padre dava cruzes de ouro às suas vítimas. Isso servia para os marcar como seus "favoritos", mas também para indicar aos outros padres que aquele menor já estava "preparado" para ser abusado.
Segundo o grande júri, havia uma espécie de livro de regras sobre o que fazer: por exemplo, nunca era usada a palavra "violação", mas antes as expressões "contacto inapropriado" ou "problemas de limites".
Além disso, a investigação não devia ser genuína (nem o caso relatado à polícia) e os padres eram enviados para centros de tratamento ligados à igreja. Quando os padres precisavam mesmo de ser removidos da paróquia, então os paroquianos (quando eram informados) achavam que estavam de "baixa" ou a sofrer de "exaustão nervosa". Caso a paróquia descobrisse que o padre era um abusador, ele deveria ser transferido para outra paróquia.
"Os padres estavam a violar meninos e meninas e os homens de Deus que eram responsáveis por eles não só não fizeram nada, como esconderam tudo. Durante décadas. Monsenhores, bispos auxiliares, bispos, arcebispos, cardeais foram principalmente protegidos; muitos, incluindo alguns nomeados neste relatório, foram promovidos. Até isso mudar, achamos que é muito cedo para fechar o livro dos escândalos sexuais na Igreja Católica", lê-se na introdução do relatório.
PSP ignora ordem do Supremo Tribunal de Justiça Sentença de 15 de março ainda não foi cumprida e polícias continuam sem receber nas férias.
A 15 de março, o Supremo Tribunal Administrativo determinou que o corte de suplementos aos agentes da PSP durante o período de férias era ilegal. E impôs o pagamento por inteiro desta verba, incluindo retroativos desde 2010. Cinco meses depois, os elementos policiais continuam sem receber os suplementos quando vão de férias.
Sabemos que a verba necessária para cumprir a sentença não foi disponibilizada pelo Governo, mas já é tempo de acatarem a decisão", aponta Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).
Para meter 700 milhões numa estrada para a mota-engil do coelhone o dinheiro aparece de segunda para terça mas para pagar a trabalhadores, nunca há dinheiro... é o governo costacenteno, mais uma vez, a virar as costas às pessoas.
E há o terceiro efeito destes votos uninominais, o mais fundamental: os partidos têm de mudar de paradigma e de processo, passando a escolher, como uninominais ou nas listas, candidatos com o maior prestígio social e político. E estes, uma vez eleitos, serão senhores efectivos do seu mandato. Fazem parte do grupo, mas todos têm voz própria. Há uma profunda mudança cultural nos processos partidários. Os cidadãos voltarão a estar representados, porque o poder emanará de si: das suas escolhas e da forma como influenciam as escolhas dos partidos. Os partidos tornar-se-ão melhores: voltarão a poder estar à altura da sua missão cívica, da nobreza da política e de um genuíno sentido de Estado e de serviço.
Os militares querem aquilo que os outros já fazem com os estagiários que é ter trabalhadores à borla... e é claro que para ter tantos recrutas tinham que aumentar-se os oficiais, os generais... a carreira de militar é uma carreira que ensina a obediência, a obediência à violência e em clima de violência. Quem é que pode achar que isto pode "contribuir para dar aos jovens disciplina cívica, incutir valores de patriotismo, ensinar o respeito pelas hierarquias, etc.". Só se contribuir para atrasar a vida de milhares de rapazes e raparigas e da sua contribuição para o país e para formar cidadãos submissos.
A ideia que temos de ir para a tropa para aprender valores é completamente ridícula e contraditória com o que é a educação pública. Por essa ordem de ideias, como diz este articulista, eu e outros milhões de mulheres que não fomos à tropa, bem como os homens do pós-25 de Abril, digo eu, que são todos os governantes e quejandos, nenhum de nós tem valores cívicos e de patriotismo. E ademais, para abrir horizontes os jovens fazem Erasmus.
Preocupante é o assunto ser desenterrado em vários países porque mostra uma inversão dos valores: já não estamos a trabalhar para a paz mas na preparação da guerra num clima de exploração e manipulação dos jovens por razões economicistas. Aquela imagem que temos da fundação da ONU com aqueles representantos dos países, com aqueles ideiais nobres de paz e amizade entre os povos, sentados à volta da mesa como uma espécie de cavaleiros da Távola Redonda está a desvanecer-se a passos largos e a ser subtituída por outra que não parece ser uma evolução, antes pelo contrário.
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