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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau

Andamos a ouvir os deputados dizer que ganham pouco e que é muito ético cobrar duas vezes os abonos e ajudas de deslocação enquanto os professores são colocados, de propósito, sem ajudas nem abonos, a centenas de quilómetros de casa para que o governo possa poupar dinheiro.
Há países que vêem os professores como um capital social, profissionais importantes na educação das novas gerações. Aqui em Portugal os professores são vistos como unidades de custo dispensáveis que servem poupar dinheiro. Isto não é uma ideia ou mentalidade apenas de 'direita' como aqui se gosta de dizer pois o PS, de todas vezes que tem sido governo, tem tratado os professores como lixo, coisas descartáveis de usar e deitar fora. Quem, nas próximas eleições, votar nestes indivíduos, merece tudo o que lhe acontecer...
Birds of America foi editado entre 1827 e 1838. Tem 435 aguarelas em temanho natural de pássaros da América do Norte.
Para quem gosta de pássaros e imagens de pássaros, de arte e de livros -como é o meu caso- é das coisas mais belas que se pode ver no género.

Blue Jay
Vou guardar isto para os alunos.

Cinco homens, um deles polícia a outro militar, violaram brutalmente uma rapariga de 18 anos, filmaram parte da agressão e não são condenados por agressão sexual porque os juízes viram o filme e 'acharam' que a expressão da cara dela não mostrava medo... de modo que 'acharam' que se calhar estava a gostar. Um deles até queria, por causa disso, absolvê-los. A rapariga disse que fechou os olhos, fingiu que não estava ali e esperou que tudo acabasse, sendo que sabia que nada podia fazer contra cinco homens. O que é que a polícia aconselha fazer quando somos vítimas de assalto ou agressão? Não resistir, não olhar os agressores nos olhos para não os provocar pois podem ter armas e usá-las em caso de resistência. Depois vêm os juízes e dizem que se as vítimas não resistem é porque gostam...
Isto não tem a ver com a lei ou interpretação jurídica. Isto tem a ver com os juízes estarem completamente vestidos com as vestes do machismo da sociedade espanhola e serem, para além disso, pessoas intelectualmente limitadas e sem formação adequada de modo que pensam conseguir, como que por magia, saber o estado psicológico de uma pessoa olhando para a sua cara. Portanto, neste caso, em que os agressores juntaram ao crime a humilhação de o terem filmado e divulgado, isso ainda jogou contra a vítima.
Lá está, a profissão de juíz, muito digna de respeito pelo papel que a justiça tem na ordem social, quando é desempenhada por pessoas de baixa categoria, faz um mal indelével, não apenas aos próprios que julga, mas aos outros do contexto social.
(...) while there are fixed elements to our being, we are not fixed beings, since we are (or ought to be) free to choose our projects. Neither biology nor natural obstacles limit our futures to a great extent, and how we live out our human nature will vary because we give different meanings to our facticities.
Uma professora leva para casa 320$ por semana. Menos do que a filha ganha a fazer de babysitter. Com esse dinheiro compra o material para trabalhar e para os alunos também. No Arizona os professores fizeram nove dias de greve seguidos. E uma professora pergunta, 'porque razão não queremos dar aos nossos miúdos a melhor educação possível?' Nós por aqui sabemos a resposta a isso: porque todo o dinheiro produzido é canalizado para a banca e para os parasitas que cativaram o sistema.
Waterfall Road in Manang, Nepal
O tipo que matou dez pessoas em Toronto faz parte de um movimento chamdo Incel (“involuntarily celibate.”). São um grupo de homens que se relacionam online e incentivam-se mutuamente à violência.
Queixam-se de não conseguirem convencer as mulheres a terem sexo com eles, auto denominam-se 'beta males' por referência aos 'alfa males' e culpam as próprias mulheres de serem superficiais e só se interessarem por homens que correspondem aos padrões das revistas - musculados e etc.
Não culpam só as mulheres mas a sociedade em geral por ter permitido às mulheres trabalharem, serem independentes e poderem escolher com quem têm sexo em vez de terem que arranjar um marido e submeterem-se-lhe.
Os Incels odeiam os “Chads,” que são os homens atractivos e sexualmente bem sucedidos. Sexualmente frustrados e deprimidos vão para a internet vomitar o seu ressentimento contra os “Chads,” as mulheres e a sociedade em geral. Vêem-se como uma classe oprimida por um sistema que não lhes proporcionarem aquilo a que entendem, têm direito, por serem homens mas não conseguem por não serem Chads.
Então defendem a “Incel Rebellion.”
A internet torna fácil às pessoas tristes e frustradas, de baixa moral e pouca inteligência encontrarem-se e alimentarem mutuamente a misoginia e a violência.
Os meus alunos do 10º ano pedem-me documentos para estudar autonomamente a matéria que está por dar o que é bom sinal. Hoje consegui fazer documentos e enviar. É uma maneira de me entreter e não pensar em outras coisas que me stressam.
Para a turma do 11º ano não consigo fazer isso... tinha que escrever resmas de apontamentos porque uma coisa é levarmos os textos dos autores e trabalharmos as ideias com eles outra é enviá-los sem comentários. Não iam perceber nada. Talvez do Popper ainda percebessem alguma coisa mas do Thomas Kuhn népias... Os manuais não são bons a explicar, não contextualizam nada...
Estava aqui a pensar que era mais fácil gravar um vídeo a explicar o básico mas isso cansa-me muito. Cansava-me menos fazer duas ou três sessões curtas através do zoom, por exemplo, com os que vão a exame, pelo menos. Não sei se isso é possível ou sequer legal...
1899-1977

Fui dar com este artigo o que muito me agradou porque não sabia nada sobre este homem, escritor e jornalista, a quem devo, em parte, o gosto pelo conhecimento da História. A minha mãe tinha toda a colecção das obras que ele escreveu sobre personagens e acontecimentos da História portuguesa e eu li-a toda quando era adolescente. Ainda tenho uma série deles. Aprendi a gostar de História e da nossa História, em boa parte, a ler os livros dele, que se lêem como romances e são muito adequados para despertar o gosto pela História e pela própria leitura. De modo que gostei de ficar a saber alguma coisa sobre a vida deste jornalista e escritor prolífero, de mentalidade muito avançada para a época em que viveu.
[Aqui neste blog -mar da costa- pode ler-se um apanhado muito interessante da vida e obra dele que começa assim: Nascido em 3 de Julho de 1899 na ilha do Príncipe, mais exatamente na roça Infante D. Henrique, propriedade da firma Casa Lima & Gama, cuja sede e escritório ficavam em Lisboa, na baixa pombalina, era filho de mãe angolana, que se chamava Kongola ou Munga e era natural de Malange, tendo ido para a ilha do Príncipe como contratada (à força) com quinze anos.
O seu pai, António Alexandre José Domingues, oriundo de famílias liberais, na impossibilidade de libertar a mãe, devido a uma vingança do capataz da roça, que não levou a bem que o tenha denunciado por maus tratos ao pessoal, enviou-o para Portugal aos 18 meses de idade, tendo ficado confiado à sua avó paterna, que se encarregou da sua educação [...] (1)]
Para Carlos César, que comentou o caso no seu programa de comentário com Pedro Santana Lopes, a actuação do ex-ministro da Economia de José Sócrates não deve "fazer parte do congresso do PS". [pois claro LOL]
O também líder parlamentar do PS defendeu que "estamos a falar de duas ou três pessoas entre milhares" e "a esmagadora maioria dos políticos são sérios". [LOOL]
"Essas pessoas são a excepção. Algumas delas mancham a reputação e a confiança que os cidadãos devem ter nos políticos", afirmou. [a confiança nos políticos não é um dever. Ninguém é obrigado a confiar em políticos. A confiança nos políticos existe quando os políticos são de confiança e não existe quando eles não são de confiança]
Como se pode reformar o sistema político se os governantes e os políticos influentes são os mesmos que fizeram esta choldra?
"Make the most of the best and the least of the worst." — Robert Louis Stevenson

daqui:


daqui:

incompleto

daqui:


Danielle Richard

muito por cumprir

Parece que o site participação.parlamento, desde que a iniciativa legislativa dos professores para a contagem do tempo de serviço começou a dar que falar agora está 16 horas por dia em baixo e sem acesso.
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