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Citações deste dia

por beatriz j a, em 02.01.18

 

 

“Political freedom would mean liberation of the individuals from politics over which they have no effective control.”

“We may distinguish both true and false needs. “False” are those which are superimposed upon the individual by particular social interests in his repression: the needs which perpetuate toil, aggressiveness, misery, and injustice. Their satisfaction might be most gratifying to the individual, but this happiness is not a condition which has to be maintained and protected if it serves to arrest the development of the ability (his own and others) to recognize the disease of the whole and grasp the chances of curing the disease. The result then is euphoria in unhappiness. Most of the prevailing needs to relax, to have fun, to behave and consume in accordance with the advertisements, to love and hate what others love and hate, belong to this category of false needs.”

publicado às 12:00


Acordar no planeta

por beatriz j a, em 02.01.18

 

 

Concreções devonianas no Ohio que fazem lembrar a Death Star :) Maravilhas geológicas!

by Geology Wonders

 

publicado às 07:04


Filmes - The Killing of a Sacred Deer

por beatriz j a, em 01.01.18

 

 

O novo filme de Yorgos Lanthimos. Este filme é muito diferente do, The Lobster. A única coisa em comum é ser estranho, pois de resto, é um filme cru(el), entre o trágico e o horror. Logo a cena de abertura, mesmo antes de aparecer o nome do filme, um choque que não estamos à espera, é um grande plano de um coração a pulsar num peito aberto, numa mesa de operação, ao som de Schubert. Uma impressão excessivamente carnal do sofrimento ensanguentado e vulnerável da vida. O filme é uma evocação do mito de Ifigénia, a filha de Agamémnon, que este tem de sacrificar para que os gregos possam seguir para Tróia.

O filme segue a vida de um cirurgião cardíaco de renome e da sua família, a mulher, também médica e, os dois filhos, um rapaz e uma rapariga. É uma vida organizada pelo relógio, pelas coisas materiais que possuem e pelos pequenos prazeres mas muito vazia e sem substância entre eles.

Acontece que o indivíduo perdeu um paciente na mesa de operação à conta de ter cometido erros devido a ter bebido uns copos antes de ir operar [não percebemos isso logo de início pois o realizador põe o homem numas cenas dúbias]. Todo o resto do filme é uma tragédia de expiação de culpa e retribuição, como nas tragédias gregas, onde ele acaba por sacrificar um dos filhos para a família não morrer toda [a maneira como cada um da família tenta fugir de ser sacrificado é crua e desenganadora]. A expiação acontece pela mão de um adolescente estranho e muito duro que é filho do paciente que ele matou e que quer justiça. Tem cenas muito incómodas de ver, tem uma música que parece agulhas ou facas e uma cinematografia espantosa como a filmagem dos corredores do hospital ao modo do Kubrick.

O filme trata da vida e dos seus desequilíbrios homeostáticos, mostra o lado sujo e ensanguentado da vida e de tudo o que se esconde por detrás da aparência de civilização. Sim, o coração é poético mas é também um bocado de carne e sangue; sim, há vidas que parecem perfeitas em casas perfeitas mas quem lá vive são pessoas, animais com corações pulsantes de carne e de sangue e sentimentos de expiação e culpa. A vida é suja e somos todos, em certo sentido, metaforicamente canibais, como se vê na última cena do filme. Áqueles de entre nós que se comportam como deuses, com poder de vida e de morte sobre os outros, os deuses gostam de mostrar que são apenas humanos, demasiado humanos.

Enfim, um filme que se vê mesmerizado mas, ao mesmo tempo, um pouco horrorizado. Not for the faint-hearted :))

 

 

publicado às 20:51

 

 

Os melhores do ano

O Hospital de São José é uma operação de cinco estrelas para 
salvar vidas. A hotelaria é péssima e tudo o resto é de excelência

 

... ou se calhar são é parvas. Então, a mulher conta que teve um acidente, foi parar ao hospital de São José e trataram-na muito bem apesar de ninguém saber quem ela era  LOL e é evidente que isso nada tem a ver com a mulher escrever crónicas em jornais nacionais... mais LOL  ... e naturalmente ninguém adivinharia que viesse a escrever uma página inteira de crónica a elogiá-los a todos como extraordinários...   LOL de cair para o lado... 

Sem desprimor para os médicos em geral desse hospital, que os há-de haver bons, o meu filho foi lá às urgências com um corte profundo num dedo da mão e a médica coseu-o tão bem, tão bem, que ficou com a ponta do dedo deformada e, pior, perdeu sensibilidade... ah, pois é, os médicos lá são todos extraordinários e o comum mesmo é a generalidade dos médicos serem extraordinários com pessoas que não escrevem crónicas em jornais nacionais... ya...

Há pessoas que gostam de fazer-se de parvas ou pensam que nós somos parvos ou se calhar são é parvas.

 

publicado às 13:53


Raiar do novo ano

por beatriz j a, em 01.01.18

 

 

Nascer do dia.

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é claro que sendo o 1º dia do ano a sequência do anterior os grunhos deste ano comportam-se como os do ano anterior. Tendas, garrafas partidas...

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... e lixo por todo o lado.

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... também vimos os corajosos do ano novo

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 ... e termiteiras? As térmitas de África deslocaram-se para aqui...?

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publicado às 12:40


Entramos em 2018 com os mesmos de 2017

por beatriz j a, em 01.01.18

 

 

... de modo que não se esperam mudanças no clientelismo que anda há anos a erodir a democracia e a a afastar os cidadãos da política. Distribuir os amigos pelos cargos é uma prioridade [teve um lindo desfecho em Pedrogão, como se viu] e o único critério de mérito. Estes políticos que nos governam são homens velhos e cheios de vaidade. Incapazes de mudança. Os mais novos, nos partidos, imitam-nos, claro. Até já se matriculam nos partidos a pensar em como a vida vai ser boa. Vivemos numa partidocracia clientelista.

 

Nomeação de Faro Ramos para a presidência do Camões causou «mal-estar», e críticos dizem que esta se deveu à amizade com o ministro Santos Silva e contestam as suas qualificações.

Santos Silva insiste que o «actual presidente do Camões tem estatuto, qualificação e experiência para sê-lo, como vai demonstrar», garantindo que «essa é a razão da sua escolha, nenhuma outra.» Tanto o ministro como Faro Ramos desvalorizam as demissões em série. Mas de acordo com o Jornal Económico «nos corredores do Camões, nos meios diplomáticos e até em alguns sectores do PS (desagradados com a substituição de Ana Paula Laborinho, militante socialista, por um outsider), comenta-se em surdina que a ‘relação de amizade’ entre ambos se sobrepõs a critérios meritocráticos».

 
 

publicado às 06:02

Pág. 8/8



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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