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Stephan Harding, um zoólogo Heideggeriano

por beatriz j a, em 06.10.17

 

 

 

publicado às 05:58


Acordar em Portugal 🇵🇹

por beatriz j a, em 06.10.17

 

 

 "Well, it's not often that you see an entire country on one single photo, especially one that has as much to offer as Portugal 🇵🇹 (Thomas Pesquet em Maio)

 

 

publicado às 05:49

 

 

Não há dúvida que o tipo de capitalismo das sociedades pós-guerra-fria está a causar grande dano nas profissões. Ontem pus aqui no blog um documentário da ARTE acerca das consequências da proletarização da profissão médica. O documentário segue uma equipa de cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e auxiliares de limpeza dos blocos operatórios na rotina diária de um hospital de França. O que vemos são pessoas com excesso de trabalho, sem controlo sobre o próprio trabalho, com falta de comunicação entre pares, um péssimo ambiente de trabalho e à beira de um ataque de nervos. Pessoas que tinham paixão pelo trabalho. Uma administração que organiza reuniões atrás de reuniões mas que só se preocupa com o que aumenta a produtividade -fazer mais cirurgias em menos tempo-  e os números do lucro. Toda a gente naquele hospital anda preso pelas pontas e explodem por dá cá aquela palha.

Aquilo é o que se passa na educação, com a diferença que a profissão de professor não tem o dramatismo visível e imediato de vida e morte dos alunos, embora o tenha no longo prazo, porque o seu trabalho tanto pode ter o efeito da construção como o da destruição da pessoa e das suas possibilidades.

Também nas escolas os professores cada vez têm menos controlo sobre o trabalho e a pseudo-eficácia dos números impera: para a maioria, mais turmas, mais alunos, mais tempo de trabalho, mais horas, tudo descaracterizado, mais reuniões que servem para produzir papéis de fingimento e mais nada. Teatros. Coisas medíocres pintadas com cores de sucesso. A Rodrigues acabou o trabalho colaborativo (embora haja muitas folhas e grelhas e ordens de serviço com esse nome) e é cada um no seu canto porque foi adoptada a técnica de dividir para reinar. As escolas entregues a gestões autoritárias, ignorantes e submissas a tutelas, elas próprias ignorantes e submissas, para cima; um mau ambiente terrível que as pessoas disfarçam até ao limite do medo com uma máscara que lhes cai assim que dobram a esquina e não se sentem observadas. As carreiras destruídas para manter as pessoas proletarizadas. As pessoas permanentemente cansadas, no limite das forças psicológicas ou, para lá do limite, com depressões e burnout crónicos.

Pelo que tenho lido também querem proletarizar os juízes. Tudo pelo lucro, que a poupança de dinheiro com o trabalho (dos outros) é o 1º mandamento dos que controlam as finanças e os poderes públicos.

Não é só cá, evidentemente. Em Inglaterra já há uns 5 ou 6 anos que contratam professores dos EUA. Agora também de  Portugal e de outros sítios porque têm falta de professores. E porque é que isso acontece? Porque destruiram a carreira dos professores e a proletarizaram para dar dinheiro aos bancos, políticos e companhia e já ninguém aguenta a pressão e o ambiente das escolas. As universidades estão na decadência que se sabe, os professores novos explorados até ao tutano, sem contratos...

Já estamos a pagar isto tudo muito caro e ainda vamos pagar mais, enquanto sociedades, porque ainda há muita margem para as coisas piorarem.

 

publicado às 21:46


Nobel da Literatura para Kazuo Ishiguro

por beatriz j a, em 05.10.17

 

Nobel da Literatura para Kazuo Ishiguro

Sometimes I get so immersed in my own company, if I unexpectedly run into someone I know, it's a bit of a shock and takes me a while to adjust.
― Kazuo Ishiguro

 

Gosto imenso deste escritor. É uma das raras excepções à minha incapacidade actual de ler romances. Uma pessoa depois de ler os clássicos franceses, ingleses, alemães, russos (muitos antes dos 18 anos, como os franceses e os russos...), americanos, portugueses, etc. apura o gosto e já não consegue ler romances insipientes. Este inglês de origem nipónica, Kazuo Ishiguro, é uma excepção no panorama da literatura actual; ou, também pode acontecer que, tendo deixado de encontrar romancistas à altura dos outros e tendo-me desinteresado por romances, deixei de estar a par do que há por aí para ler.

Seja com for, os livros dele conheço e gosto muito. Têm aquela contenção de sentimentos tão característica dos ingleses coberta com uma elegância formal, às vezes por vezes um pouco cruel, típica dos japoneses. Depois, tem um estilo muito próprio, um olhar diferente sobre as pessoas e as relações entre as pessoas que nos toca. Tem uma escrita muito estética.

 

publicado às 13:52


Hoje é o dia do professor I

por beatriz j a, em 05.10.17

 

 

 

publicado às 05:10


Hoje é o dia do professor

por beatriz j a, em 05.10.17

 

 

 

publicado às 04:52


Da minha janela - anoitece

por beatriz j a, em 04.10.17

 

 

IMG_1384.jpg

 

publicado às 19:32

 

Conhecer um bocadinho da realidade dos outros porque não são só os professores que andam atacados de burnout.

 

 

 

publicado às 17:04


O debate quinzenal na AR

por beatriz j a, em 04.10.17

 

Resumo:

 

- Gabarolices: o Mastim a gabar-se de terem tido bom resultado nas autárquicas e a gozar com com o PSD e o CDS. Agora o Costa elogia-se a si mesmo, elogia o Mastim e ataca a oposição. Que nos interessa isto? Nada. Zero. O que interessava é que discutissem e resolvessem os problemas que há para resolver no país.

- Agora o Costa fala em descentralização... num país do tamanho de uma região da Espanha... deve haver muita gente a pedir cargozinhos. Fala de política educativa e mente descaradamente. Agora fala da habitação. Enfim... está em campanha e não no fórum onde se discutem as soluções para o país.

 

É o país que temos.

 

publicado às 16:55

 

 

“To wake up on Monday morning and see that I had been written out of history is an agony I cannot live with,” he told the Times.

 

Era suposto celebrar o esforço da ciência na solução dos problemas e não celebrar pessoas isoladas do todo. Hoje em dia a ciência já não é um esforço solitário como era no tempo de Newton. É um trabalho colectivo, de modo que, tranformá-lo em um one man show, é extremamente injusto para o esforço do grupo que trabalhou nos projectos, pois desaparecem da história e, é enganador para o grande público. Como dizia Arthur Clarke, a ciência, quando atinge um ponto de grande complexidade, parece magia. Pois este prémio dado deste modo, a indivíduos e não a grupos, ajuda a fortalecer a ideia comum de que os cientistas são homens solitários, uma espécie de génios que fazem magias, o que é o oposto do que efectivamente se passa.

 

publicado às 05:44


O rei a proteger o cavalo

por beatriz j a, em 04.10.17

 

Filipe VI acusa governo da Catalunha de “deslealdade inadmissível”

 

O rei de Espanha deu um passo na direcção contrária da união das Espanhas ao fazer um discurso de reprovação das autoridades catalãs sem uma única palavra de reprovação da carga dos 'cavalos' sobre a população. Em vez de sugerir caminhos de diálogo institucional e de ser, assim, uma voz de integração e concórdia, preferiu pôr-se de um lado contra o outro, sem mais. Está a apelar à divisão dos catalães numa luta intestina, na esperança de uns (os não separatistas), calarem os outros (os separatistas). No entanto, com esta intervenção radicaliza ainda mais os separatistas, arranja-lhes novos argumentos e filiados e, separa-os ainda mais dos espanhóis porque apoiou o governo de Rajoy que se comportou, nesta questão, como os maridos nos casamentos com violência doméstica que batem nas mulheres enquanto lhes dizem, 'vês o que me obrigaste a fazer, sua irresponsável?'.

 

publicado às 05:14

 

"Por causa das sua palavras o silêncio dos outros tornou-se audível", Natália Solzhenitsyn

 

 

 

 

publicado às 18:57


A Kind Of Peace

por beatriz j a, em 03.10.17

 

 

Nadav Kander, Mont Saint-Michel, Normandy, France , 2002 

 

publicado às 07:17


Como arranjar lugar no metro em hora de ponta

por beatriz j a, em 03.10.17

 

"A morte não é o fim". Homem lê passagens bíblicas e causa pânico em comboio

 

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publicado às 07:12

 

Costa e Passos - A desforra, dois anos depois

 

... como se viu por estes resultados. Ainda bem que foram esta hecatombe pois caso contrário o PSD ainda se convencia que tinha alguma hipótese de continuar pelo caminho em que está. Um partido político tem que trabalhar para ser uma alternativa capaz e credível, capaz de enfrentar desafios complexos. Não é só encostar-se e esperar que o tempo desgaste o senhor que lá está até chegar a sua [outra] vez, que é o MO dos dois grande partidos do rectângulo. Ora, como precisamos de uma oposição forte e alerta, precisávamos que o PPC percebesse que o seu discurso de 'isto era meu e roubaram-mo' é um discurso zombie e, precisamos também que o partido se leve a sério e se reforme. Modifique-se, areje... para bem dele próprio, senão morre e, para bem de nós todos porque precisamos de uma oposição competente. Portanto, do meu ponto de vista, este resultado foi bom para a possibilidade de futuro do PSD porque obriga-o a reagir. Faça-o já¡ ou desapareça e dê lugar a outra força política que seja capaz de se propôr como uma alternativa - porque havemos de precisar dela, quando o PS, bêbedo pelos resultados de ontem, desatar a socratizar por aí.

 

publicado às 05:53


Portugal... you Gotta Love It

por beatriz j a, em 01.10.17

 

 

A vida no rectângulo

O Isaltino fez  um upgrade de competências no chilindró e volta à Câmara muito mais refinado, quiçá com truques nunca antes utilizados. Está na TV a falar de democracia e de métodos correctos. 

 

publicado às 22:45

 

 

Uma tragédia é o Isaltino Morais ser eleito. Num dos concelhos academicamente mais educados do país. Não há muita esperança para um país onde as pessoas supostamente mais esclarecidas preferem os corruptos e os que roubam.

A outra é ligarmos a TV e estarem a maioria dos canais a falar de futebol. Mas há ainda quem se espante dos níveis de abstenção?  

É o país que temos.

 

publicado às 21:49

 

 

 

publicado às 16:57


Catalunha live

por beatriz j a, em 01.10.17

 

 

A falta de bom senso e de inteligência do governo espanhol não espanta porque vai na linha da falta de líderes de qualidade que constatamos por essa Europa fora; no entanto, incomoda porque estas imagens que se vêem eram escusadas. A Espanha é constituída por regiões mas também por nações: a Catalunha, o País Basco são nações, com uma história de independência, língua própria, etc. No entanto, o governo espanhol insiste em tratá-los como uma região qualquer. Imagine-se que Portugal tinha ficado sob dependência espanhola no século XVII (livra!!). Por acaso aceitaríamos ser tratados como uma região qualquer...? Se o governo espanhol não tem capacidade de diálogo, soluções alternativas à repressão e capacidade de integrar a diferença no Estado espanhol, seja transformando a Espanha numa federação, seja outra coisa qualquer, já perdeu a Catalunha, por muita prisão e pancadaria que ordene.

 

 

publicado às 13:17

Pág. 6/6



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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