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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
FRANCOIS-JOSEPH GOSSEC (1734-1829) - Louis Devos - Requiem, Missa Pro Defunctis (1760). Aqui e ali 'ouve-se' o Pergolesi e o Mozart. Será que conheciam Gossec?
All good Things. Um filme muito perturbador baseado em factos relativamente recentes. A natureza humana, no melhor e no pior. A degradação das pessoas. A violência. Actores excelentes.
The Hunter. Uma busca pelo tigre da Tasmânia. Um filme que acima de tudo vale pelas florestas verdes deslumbrantes da Tasmânia, toda aquela natureza... ...quase que se cheira a terra húmida, quase que se sente o frio dos riachos de águas frescas. Para todos os que são dados à exaltação perante o deslumbramento da natureza. O William Defoe está tão dentro do papel que não o apanhamos nunca a representar.
A coligação do governo alemão está a enfrentar uma discórdia no Parlamento da Alemanha relacionada com o programa de saúde e bem estar que pretende beneficiar as jovens mães que fiquem em casa a tomar conta dos filhos, em vez de optarem por trabalhar.
A chanceler Angela Merkel, que incentiva a maior parte dos países da União Europeia a implementar medidas de austeridade para cortar a dívida pública, pretende gastar de mais mil milhões de euros por ano neste programa, indica a Business Week.
Porém, não está fácil para a chanceler seguir em frente com a medida, porque mais de 20 especialistas em leis do partido de Merkel ameaçaram vetar a nova legislação que muitos defendem ser um subsídio desnecessário a um modelo de família ultrapassado.
O cientismo está de volta e em força. Por todo o lado vejo artigos com títulos do género, 'A ciência tornou a Religião obsoleta' ou 'A ciência acabou com a questão do Heidegger' ou 'a Ciência provou o erro de Descartes'. 'a partícula de Deus', etc. É quase impossível ler uma revista da especialidade sem darmos de caras com meia dúzia de artigos destes que afirmam a verdade absoluta da Ciência, da Matemática em particular, e o fim, por desnecessidade, de todas as ciências humanísticas.
Como se não tivessem bastado as consequências do cientismo do virar do século (o outro) tinham que ressuscitá-lo neste... já vi um artigo afirmar que o objectivo da ciência é incomodar...hã...? Ninguém leu o Kuhn ou já se esqueceram dele...?
O orgulho e a vaidade são os pais de todos os pecados.
Está a dar um programa muito interessante no canal História sobre os problemas que a Humanidade enfrenta. Um gupo de indivíduos está a tentar estabelecer prioridades.
Em termos gerais consideraram como problemas extremamente urgentes, a escassez de recursos, sobretudo hídricos, a insustentabilidade do sistema financeiro americano e mundial, o caos das finanças, a ineficácia dos governos, o desemprego e o risco de colapso da sociedade industrializada. A falta de tempo para encontrar soluções.
Eu acrescentava o excesso de população. Tinha que haver uma maneira de reduzir, aos poucos a população mundial impedindo-a de crescer acima de um certo limite calculado.
Apresentam como soluções, ou pelo menos, caminhos de esperança, a consciência dos problemas, a localização das economias por oposição à globalização. Voltar às economias locais sustentadas, incentivar a gricultura, abdicando dos grandes lucros multinacionais e aceitando que a sociedade pode não ter um progresso constante e uma riqueza sempre crescente, antes manterá um nível constante de bem estar, com anos de perdas. Acabar com a opressão, incentivar o diálogo.
Claro, falaram em sacrifícios necessários, em aprender a cooperar uns com os outros para salvar a civilização e a Humanidade física.
Na realidade parece-me que a coisa mais importante a fazer, já, é mudar a lógica da economia: passar duma lógica de lucro desmedido, de medir as sociedades pelo lucro crescente que têm que ter e passar a medi-las pelo nível de qualidade de vida, que é o mesmo que dizer, o nível de desenvolvimento e justiça social. Desde que o paradigma da sociedade Darwinista se tornou ditadura a regra é a apologia do individualismo, do sucesso a todo o custo, do lucro desmedido, da ostentação da riqueza como símbolo da vitória e redução do outro à insignificância.
Our lives begin to end the day we become silent about things that matter.- Rev. Martin Luther King Jr.

Hoje em dia estima-se que o número de escravos no mundo ronde os 27 milhões - duas vezes o número de africanos transportados no tempo da escravatura transatlântica. Embora a escravatura tenha sido abolida em todo o mundo só na Islândia e Gronelândia não existem escravos.
A escravatura pode ser vencida. Para saber como e de que modo pode ajudar: : http://abolitionistjb.blogspot.com/2010/02/abolitionist-video-of-day-imagine-by.html

... têm esse aspeto de, por uns tempos, serem o reverso do regime que destroem. Os pobres apoderam-se dos bens dos ricos e os espertalhões fazem negócio. Por uns tempos grande parte da sociedade se dedica à vingança, ao roubo e à destruição. Provavelmente por uma qualquer necessidade catártica alimentada por longos anos de frustração, privação, submissão, injustiça e revolta calada.
As revoluções não são positivas porque são o recurso violento que devia ter sido tornado desnecessário, tal como a operação de remoção do cancro é o recurso violento quando a prevenção a o tratamento já não conseguem resolver o problema e constituem uma morte lenta e adiada. Regra geral, onde há reforma eficaz não há necessidade de revolução.
As revoluções existem porque os regimes desenvolveram tumores não tratáveis. Exceptuam-se aqui as revoluções que são preparadas de fora por outros inimigos que infectam de doença mortal um corpo são, como aconteceu no Irão quando os EUA fomentaram uma ditadura para se livrarem da autonomia de Mohammed Mosaddeq, o primeiro ministro que nacionalizou o petróleo que controlavam.
A única maneira de evitar revoluções é a justiça social. Quando os povos vivem em sociedades justas e equilibradas, sem grandes clivagens entre ricos e pobres, sem opressão, sem descriminações, sem abusos de poder institucionalizados, não têm motivação para revoluções. Esse devia ser, portanto, o objetivo de toda e qualquer política: a justiça social, o desenvolvimento equilibrado, a distribuição justa da riqueza. Enquanto isso não acontecer, as sociedades vão acumulando rancor e violência até à explosão.
Amigos distantes.
No Irão, como se sabe, os Ayatollah, que não são apenas religiosos mas políticos também, passam a vida preocupados com o sexo: quem pode fazer, quando e como. As mulheres são particularmente visadas nas centenas de decretos que constantemente editam para regular o sexo.
Abolhassan Bani-Sadr, o primeiro presidente pós-revolucionários, que viveu décadas em França, disse uma vez que as mulheres tinham que andar de véu porque estava cientificamente provado que os seus cabelos emitiam raios sexuais. E, muito recentemente, como se sabe, decretou-se que os terramotos se deviam às mulheres andarem sem véu.
O Google trends, que monitoriza as palavras mais pesquisadas, mostra que, dos cinco países que mais pesquisam a palavra sexo, quatro são islâmicos e o outro é a India, onde existe uma grande comunidade muçulmana.
Omid Memarian, um jornalista preso pelos seus artigos anti-governamentais, conta que os seus interrogadores estavam sempre interessados em saber, não de questões políticas, mas dos pormenores da sua vida sexual.
No meio deste pseudo-puritanismo, os líderes que mais vociferaram contra o sexo e as mulheres foram os que levaram vidas mais dissolutas, alguns com vastas coleções de pornografia.
Nas manifstações, os snipers do regime procuram atingir mulheres bonitas que estejam sem o véu, como aconteceu com Neda Agha-Soltan, a rapariga de 26 anos cuja morte foi filmada por um telemóvel.
Mais do que uma guerra, o que os Ayatollahs temem são as revoluções culturais, os valores do Ocidente que pretendem, nas palavras deles, levar a promiscuidade ás mulheres.(lido aqui)
Ou seja, os regimes islâmicos existem comandados por homens obcecados por sexo e cujo maior medo são as mulheres? Não propriamente.
Os Ayatollah estão para o véu islâmico como a Igreja Católica estava para a teoria heliocêntrica defendida por Galileu: aprová-lo é abdicar do poder de ditar o que é e não é a verdade. E, no dia em que abrirem esse precedente, esse portão, jamais o poderão fechar e todas as outras liberdades se seguirão. O poder simbólico do véu islâmico é o poder real de destruir o poder da religião dos Ayatollah e é por isso que as mulheres são vistas como perigosas para o regime, tal como a teoria heliocêntrica era vista como uma heresia, um atentado à fé, embora fosse apenas uma teoria científica.
Assim se percebe o poder da simbologia: um feriado da independência, um cravo vermelho no dia 25 de Abril, etc. não são apenas datas, objectos ou ideias antigas, são a permanência da memória, o símbolo do que se tem, do que se fez, do que se pode fazer e do que se deve preservar. Os símbolos podem ter tanta ou mais força que as armas.

D. Sisson
A Escola Secundária de Oliveira do Hospital suspendeu os alunos de duas turmas do 11.º ano que roubaram um teste à professora de Biologia e Geologia. Mas, por erros processuais, a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) anulou o castigo.
Como o roubo, a corrupção e a falsificação de cartas de curso são o pão nosso de cada dia neste país já não espantam estas notícias.
A legitimação da aldrabice, do copianso... lindo exemplo! Os pais destes indivíduos também são um grande exemplo para os filhos! Acobertarem uma coisa destas. Pois quando os pais são assim, como haveriam de ser os filhos...?
Fazem hoje oito anos que deixei de fumar e me libertei da ditadura do cigarro :)
Parabéns para mim... yeah...
Qi Wei

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