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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Disse-me o André que lá em Inglaterra têm havido imensas manifestações de professores contra a privatização total da educação que está em curso acelerado. Privatizar é a palavra de ordem: a educação, a saúde, as forças de segurança, qualquer dia os tribunais... quanto mais se privatizam os serviços dos quais depende o próprio tecido social mais se agrava o fosso entre ricos e pobres, entre pessoas significantes e insignificantes e, mais se encurta a distância que nos separa de uma oligarquia ou até de uma ditadura.
As pessoas quando vêm para a Europa vêm a pensar na outra Europa, a da democracia, a do respeito pelos direitos humanos, a da educação para todos, saúde para todos, igualdade perante a lei, a da tolerância... depois apanham grandes desilusões...
... acerca dos exames do 4º ano... as escolas estão caóticas, mal estruturadas, sem autonomia pedagógica verdadeira, às ordens de pessoas, ou estranhas aos assuntos da educação ou há muito tempo em cargos de poder a abusarem dele, com professores a avaliar professores e a intrometerem-se no trabalho dos outros, agrupadas até à despersonalização... e discute-se se os exames fazem bem ou mal... é como ter a jaula do leão aberta e estar a discutir se devem espalhar-se sinais de perigo no zoo...
'Le malheur a des aspects comics qu'on devrait pas sous estimer' Molière
Às vezes uma não resposta é uma resposta muito clara e evidente.
Estas férias, entre outras coisas que tenho que fazer e deixei atrasar por ter estado doente, como é o caso da revista de Filosofia, vou preparar umas aulas de Estética diferentes do costume. Geralmente, quando dou essa matéria levo quilos e quilos de livros de arte para a escola para os alunos poderem ver e explorar durante as aulas.
No entanto, isso limita-me muito, porque há livros que não levo para a escola, uns por serem pesadíssimos, outros por serem muito bons e não os querer a ser remexidos por tanta gente. Gasto muito dinheiro a comprar livros da Taschen, que na altura dos saldos vendem-se baratíssimos.
Embora vá continuar a levar alguns livros, porque acho importante o contacto com os livros de arte (que têm boas reproduções e explicações da arte) como instrumento de exploração e construção individuais do gosto, resolvi aproveitar os recursos digitais que agora temos.
Se tenho na sala de aula acesso à internet, projector preparado para funcionar e tela, porque não usar? Vou dedicar-me a preparar a Estética utilizando esses recursos. A propósito dos vários temas que damos dentro desse assunto vou preparar arquivos de imagens que posso explorar para despertar a sensibilidade estética e treinar um pouco o olhar sobre a arte.
O difícil é escolher as imagens mais fortes e significativas que impressionem a sensibilidade e a memória de modo a suscitar a curiosidade e o interesse pela arte, pois há milhões de imagens...
Dennis Stock para a revista LIFE

James Dean, no auge da fama, em Times Square, de cigarro na boca, a andar sozinho, como convém a um rebelde, à chuva, como se as condições do mundo não o afectassem, como convém a um herói. A sombra que projecta à sua frente (para o futuro?) maior do que ele.
bruno di maio

Como se transformam duas couves roxas em objetos com uma elegância sedosa.
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