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cheque-ensino

por beatriz j a, em 28.06.11

 

 

 

O texto da Ana Cássio, embora caricaturando a situação do cheque ensino tem argumentos válidos. Senão vejamos: é evidente que, se os alunos duma escola problemática, com esmagadora maioria de alunos também problemáticos, pobres e de famílias destruturadas e sem educação académica nem oportunidades sociais, com fracas condições (a escola) físicas e poucos recursos, resolvessem inscrever-se numa escola privada de renome, aconteceria uma de duas situações: ou a escola deixava entrar meia dúzia desses alunos que, por estarem em minoria se integravam com sucesso aproveitando-se dos recursos dessa escola e das relações sociais aí possíveis, ou a escola deixava entrar uma grande maioria de alunos e baixava rapidamente de escalão em virtude dos alunos problemáticos serem agora maioria e começarem a influenciar os processos, desde o ritmo de aprendizagem nas aulas até às próprias actividades realizadas com oportunidades sociais...

No primeiro caso diriam que os alunos aproveitaram: é verdade, mas não pela escola em si ser melhor, apenas porque passaram a frequentar um meio socialmente de elite, pois sabemos que as escolas são uma extensão do meio social das famílias dos alunos que as frequentam. Ou seja, isto não diz que a escola pública não presta, diz apenas que a escola pública não é selectiva socialmente e que isso se reflecte nos seus resultados. Em escolas privadas os pais são entrevistados, seleccionados, como os filhos. Muitas vezes doam dinheiro às escolas para que estas possam ter uma piscina ou um teatro, etc. Põem os filhos, com grande facilidade, a fazer estágios nas empresas dos amigos sendo uma espécie de curadores da carreira dos filhos funcionado como uma espécie de clube de cunhas. Isto não se passa na escola pública onde as famílias que as frequentam não têm estas oportunidades.

No segundo caso, aconteceria o que diz a Ana Cássio. Ou seja, os pais começariam a tirar de lá os filhos em virtude dos benefícios começarem a não compensar os custos: óptimo ambiente selectivo, óptimas relações sociais e ambiente exclusivo deixariam de existir ou reduziriam bastante de modo a baixar o nível da escola e torná-la pouco atractiva.

Não sou contra o cheque ensino mas isso não resolve nada do problema da educação, apenas servirá para que esta ou aquela escola venham dizer que ajudaram seis pobrezinhos.

Há muitos anos, a escola pública era um critério de qualidade e as privadas tinham má fama e maus resultados, salvo excepções, e isso acontecia porque os 'pobrezinhos' não frequentavam, em regra, os liceus. Ficavam-se pela escola primária, de modo que o ambiente nos liceus era selectivo pela própria natureza da sociedade que também o era, sendo a escola uma extensão dessa ordem social.

Em resumo, o cheque ensino é uma demagogia que ajudará um ou outro aluno isoladamente mas não se traduz em liberdade de escolha ou melhoria de ensino.

 

publicado às 20:10

 

 

 

...uma traição. Foi engodo para caçar votos, concerteza, não vejo outra explicação para que mudassem de opinião em meia dúzia de dias.

De resto, o programa para a educação não tem ideias, tem chavões: autoridade, avaliar professores, verticalizar, racionalizar... onde é que já ouvi isto?

Há ideias mas não há uma visão para a educação. Há coisas dispersas: cursos profissionais mais cedo, muita investigação científica, mais exames, ver o que se faz lá fora e adoptar, avaliar professores, etc., mas não há uma visão para a educação. Nada.

Isto é uma desilusão moderada porque as expectativas também o eram. Excepto na suspensão do modelo de avaliação, que foi prometido com enfase, defendido pelos dois partidos e levado ao Parlamento. Aí a desilusão e o sentimento de traição são completos.

 

publicado às 19:53


com isto concordo

por beatriz j a, em 28.06.11

 

publicado às 19:40


o quê??

por beatriz j a, em 28.06.11

 

 

 

 

"para uma melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem é necessário valorizar o papel dos professores e dos educadores".

Tal objectivo será cumprido "reforçando a autoridade do professor", "valorizando profissionalmente os docentes através de um investimento na formação contínua", mas também "reformando o modelo de avaliação do desempenho dos docentes de forma a desburocratizar o processo".

 

A autoridade reforça-se com acções de formação??!! A autoridade reforça-se 'reformando' o modelo de avaliação?

 

publicado às 19:27


Modelo de gestão Rodriguista é para manter?

por beatriz j a, em 28.06.11

 

 

 

Outra das exigências deixadas pelos sindicatos na altura em que foi conhecido o nome de Nuno Crato para a pasta da Educação tinha que ver com a suspensão do processo de fusão de agrupamentos.

Sobre esta matéria, o programa do Governo aponta para uma "estabilização do processo de organização dos agrupamentos de escolas, privilegiando a verticalização pedagógica e organizacional de todos os níveis de ensino, bem como a progressiva autonomia da sua organização e funcionamento".

 

 

Verticalização? Não se democratiza nem um bocadinho o modelo de gestão? As mesmas equipas podem eternizar-se nos cargos e tiranizar quem querem?

Estabilizar os agrupamentos? Que quer isso dizer, ao certo?

 

 

 

publicado às 19:23

 

 

 

 

Executivo vai reformar avaliação de professores sem suspender modelo

Então levaram ao Parlamento uma iniciativa de suspensão do modelo de avaliação. Defenderam em campanha a revogação deste modelo. E, afinal, o modelo já é bom? Só precisa dumas reformas?

O que vem a seguir?

 


publicado às 19:18


Não faço ideia

por beatriz j a, em 28.06.11

 

 

 

 

De quem é a secretária de estado da Educação, mas não ser alguém tirado das fileiras dos sindicatos de professores já me parece bom sinal.

 

publicado às 11:45


Hoje o dia

por beatriz j a, em 27.06.11

 

 

 

 

Vai ser muito comprido, muito comprido, muito comprido. E apertado, também.

 

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publicado às 12:49


Vida

por beatriz j a, em 27.06.11

 

 

 

 

 

Corrie Chiswell

 

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publicado às 05:11


Da minha varanda ...insónia

por beatriz j a, em 27.06.11

 

 

 

 

4.30 da manhã. A esta hora entre a noite e a madrugada a cidade faz-se silêncio. Está de pálpebras cerradas. E eu desperta. Se eu fosse pintora pintava agora este azul negro do céu e o reflexo do rio. Assim contemplo este rio e este mar que dos céus se vê azul forte e brilhante. Errante o planeta e nós nele. Pequenos seres em viagens pelo espaço, deixamos aqui uma presença, um aroma como o cheiro da especiaria que impregna o ar depois de avivada no lume.

 

publicado às 04:30


tempos

por beatriz j a, em 27.06.11

 

 

 

Os tempos tudo mostram

revelam quem é o que é

como o lastro que é cuspido

pelas ondas da maré.

 

bja

 

publicado às 00:21


Vã peregrinação

por beatriz j a, em 26.06.11

 

 

 

 

É de muito trabalho

E pouco proveito

A viagem a Roma.

 

O Rei que persegues

Ou O trazes contigo

Ou não O hás-de achar.

 

(Anónimo)

 

publicado às 22:49


Manhã fresca no Escalante

por beatriz j a, em 26.06.11

 

 

 

 

Jack Dykinga

 

publicado às 09:11

 

 

publicado às 22:05

 

 

 

 

Passos 'não pagou' bilhete para Bruxelas

Segundo o Jornal de Negócios, a opção do primeiro-ministro não terá tido qualquer efeito de poupança nas contas do Estado, já que não é o chefe do Governo que paga as suas viagens na TAP. A decisão, sabe-se agora, tem um carácter meramente simbólico, e não monetário, já que não é o Governo que paga os bilhetes na transportadora aérea nacional.

 

Vamos lá a ver, a TAP é uma empresa pública, paga, portanto, por nós todos. De cada vez que o primeiro ministro ou outros ministros ou deputados ou assessores, etc. viajam em executiva com a sua comitiva, são lugares de classe executiva que ocupam e deixam de estar disponíveis para venda a particulares. Logo, é o erário público que paga esse custo (ou ausência de lucro) de ter lugares de executiva ocupados por quem não paga bilhete. Por isso, a medida não é meramente simbólica, nomeadamente, se a multiplicarmos pelas centenas de pessoas que vão dos governos aos assessores e que deviam incluir deputados europeus, também: são milhares de viagens em classe de luxo, milhares de lugares que ocupam e que o erário público suporta.

Depois, a atitude do primeiro ministro, mesmo que não poupasse aqui um tostão, é simbólica da nova atitude que este governante quer iniciar para a vida pública: não pedir aos outros sacríficios se não estiver disposto a fazê-los também, nomeadamente, prescindir de certos privilégios que são suportados pelo sacrifício dos outros. Se os deputados que andam a pedir subsídios de reintegração (deixa-me rir!) e pensões vitalícias(!) tivessem esta atitude do primeiro ministro, prescindiam delas e não vinham dizer que como são poucos não se poupa grande coisa que é tudo simbólico. De simbólico em simbólico poupavam-se milhões e milhões em vez de nos levarem à ruína como fizeram.

Ainda hoje não percebo porque é que os deputados têm direito a pequenas fortunas (secretas) por terem trabalhado numa função pública priviligiada e cheios de mordomias uns anos e o resto da função pública, que até pode ter trabalhado 30 ou 40 anos em péssimas condições vê os salários reduzidos por decisão unilateral, sem apelo nem agravo.

Mas claro, deve ser tudo simbólico e eu é que sou parva e não percebo.

 

publicado às 12:46


Os golos de Marta Vieira da Silva

por beatriz j a, em 25.06.11

 

 

 

A melhor jogadora do mundo.

 

 

publicado às 09:13


ouvido mesmo agora

por beatriz j a, em 25.06.11

 

 

 

Doc H. - And you, what do you want Wyatt?

Wyatt  - I just want a normal life.

Doc H. - It doesn't exist, a normal life. There is just life.

 

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publicado às 08:57


quem já viu

por beatriz j a, em 24.06.11

 

 

 

 

 

 

... corridas com touros Miura não se esquece. Não é que sejam muito grandes, não é que sejam muito corpulentos (alguns são altíssimos) -são ágeis e muito musculados- mas têm um porte e olham com um ar tão sério...e geralmente têm duas espadas na cabeça, apontadas a quem se aproxima. Param-se e olham nos olhos fixamente sem desviar o olhar. Até nas bancadas se sente o medo e o perigo. É preciso ter muito coração para se pôr à frente dum animal destes.

 

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publicado às 23:27


Portugal é bonito

por beatriz j a, em 24.06.11

 

 

 

 

Hoje ao fim da tarde fomos fazer uma caminhadazinha na estrada dos Barris. Aquela hora está a Arrábida com um tom entre o dourado da seara e o verde dos pinheiros, dos choupos, dos ciprestes, das oliveiras, das figueiras, das nespreiras e romanzeiras. Uma paisagem mediterrânica. Um rebanho grande de ovelhas ia avançando devagar pela encosta ao som dos chocalhos. As alcachofras todas floridas. Cães que ladram ao longe, riachos que se avistam no meio dos choupos. Uma cena mesmo bucólica, parecida com algumas pinturas do século XIX. Uma beleza. Pena não ter levado a máquina... talvez amanhã...

Portugal é tão bonito. Mimoso.

 

 

Vale dos Barris, Palmela

 

publicado às 22:40


Peter Falk

por beatriz j a, em 24.06.11

 

 

 

 

1927-2011. Que pena...

 

 

publicado às 22:10



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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