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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
cecile baird
Infelizmente a música vem com esta imagem...
Numa altura em que o discurso político vai no sentido da conter custos, Governo aumenta os montantes que podem ser gastos por ajuste directo e sem concurso público.
Ministros, autarcas e directores-gerais, a partir de Abril todos estão autorizados a gastar mais dinheiro. No caso dos presidentes de câmara, o montante dos contratos que podem decidir por ajuste directo pode chegar aos 900 mil euros (até agora o máximo era 150 mil). Isto porque na véspera do debate parlamentar sobre a quarta versão do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), que incluiu cortes nas pensões e nos benefícios sociais, o Governo fez publicar em Diário da República o Decreto-Lei 40/2011, que estabelece as novas regras para autorização de despesas com os contratos públicos.
É por isto que no PS votam nele...sabem que quando chega à hora de se abifar ninguém o iguala! Andamos nós a pagar mais e com menos salário para estes salafrários irem de férias à grande. Isto tem um nome tão mau que eu nem o digo...
Qualquer um vê que o partido socialista está em apuros. Então no meio daquela gente toda não conseguem arranjar outro líder e vão escolher o mesmo tipo que deu cabo disto, um fulano cujos grandes amigos são uns ignorantes que não sabem ler nem escrever e que meteu isto tudo com um nível de corrupção que não se via desde a 1ª República? Isto mostra um grau de subserviência assustador, mas esclarecedor do que tem sido a vida política neste últimos anos: o poder a qualquer custo. Mete dó. Isto é um partido moribundo.
Qualquer um vê que o partido socialista está em apuros. Então no meio daquela gente toda não conseguem arranjar outro líder e vão escolher o mesmo tipo que deu cabo disto, um fulano cujos grandes amigos são uns ignorantes que não sabem ler nem escrever e que meteu isto tudo com um nível de corrupção que não se via desde a 1ª República? Isto mostra um grau de subserviência assustador, mas esclarecedor do que tem sido a vida política neste últimos anos: o poder a qualquer custo. Mete dó. Isto é um partido moribundo.
A fotografia da ministra com os melhores alunos e estes com cheques de dinheiro nas mãos? Eu acho bem que se valorizem os que mais se empenham, os que mais trabalham, os que conseguem os melhores resultados, mas reduzir tudo a dinheiro? É isso que queremos transmitir aos jovens? Dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro? Tudo se reduz a dinheiro? Eu achei aquilo triste e muito feio.
Então não era muito mais interessante oferecerem-lhes as propinas na faculdade para onde querem ir e uma viagem, por exemplo? Algo que fique como memória do tempo e do esforço realizado?
Dantes, no tempo do Salazar, os melhores alunos do país ganhavam uma viagem. Lembro duma pessoa de família contar-me que no ano em que acabou o Liceu ganhou uma viagem a Moçambique. Ela e mais nove (acho, já não tenho certeza de quantos eram) ganharam uma viagem de um mês. Foram de paquete até Moçambique e depois voltaram, tendo parado pelo caminho em montes de sítios. É claro que se fosse agora não seria uma viagem de um mês a Moçambique, porque isso era a mentalidade do Salazar onde a viagem de finalistas com Excelente era uma espécie de recriação das viagens das Descobertas e iam parando nas, então, 'províncias ultramarinas'. Mas a questão é que ela até ao fim da vida falou nessa viagem como uma coisa mágica que a marcou. Fez amizades, conheceu lugares, falava no luar visto do navio, no mar, nas cidades...enfim, parece-me um presente muito mais interessante que atirar dinheiro para as mãos dos alunos. Proporcionar uma viagem que fique na memória para sempre. Mas temos tido um primeiro ministro e ministras de educação muito pobres de espírito, em minha opinião, e completamente submissos à lógica capitalista do sacrificar tudo por dinheiro.
A incapacidade de verdade é o princípio de todos os simulacros. Quando se junta ao medo e ao egoísmo são o exército da ruptura e da morte.
Nestes últimos anos temos tido muitas mexidas na educação com o nome de reforma, mas na realidade não houve reforma. Pelo menos no sentido em que entendo uma reforma. Uma reforma é uma mudança de espírito uma mudança de caminho(s) que serve um propósito. Ora, o que tem havido são mudanças a vulso, que não fazem parte dum todo coerente e que em geral servem interesses económicos e nenhum propósito pedagógico. Outras têm sido experimentações de curiosos que lêem o que se faz e diz aqui e ali e copiam tal qual, sendo que às vezes até copiam o que já falhou noutros sítios. Ora se muda o tempo das aulas -embora isso não sirva nenhum propósito global-, ora se muda a carga horária das disciplinas -mais uma vez sem propósito global-, ora se mudam a designação e composição dos cursos profissionais -também sem propósito global, ou a relação dos professores uns com os outros, etc. Muda-se isto e aquilo mas fica tudo mais ou menos na mesma: entretanto aumentou-se a legislação em quilos! Quanto a mim, devia deitar-se quase tudo para o lixo -os quilómetros de legislação inútil e burocracias sem rumo- e fazer de novo algo que respondesse a cinco questões:
1. O que queremos que seja a educação e qual o seu propósito? Da resposta a esta questão dependem todas as outras: desde saber que curriculo é o melhor para aquele propósito até saber se o ensino deve ser sobretudo público ou se isso é irrelevante.
2. Que currículo serve aquele propósito?
3. O que queremos que sejam os professores?
4. O que queremos que sejam os alunos?
5. Qual é o tipo de organização escolar que melhor serve aquele o propósito?
Uma reforma, quanto a mim, devia responder a estas questões de um modo o mais coerente possível. Algumas questões têm parte da resposta enunciada na Constituição da República e na Lei de Bases e há questões que têm sub-questões a pensar, mas nada pode ser a manta de retalhos faraónica e incoerente que temos agora com excesso de burocracia e leis que paralisam o acto educativo, que é essencialmente pedagógico e não jurídico.
Não compreendo como pode alguém do lado dos professores ser contra o fim da ADD com o argumento de que já estava a ser feita. Uma coisa que é má não se pára porque já está a andar? Dever-se-ia deixar ir até ao fim de modo a estragar tudo irreversivelmente? Então andamos a ser kafkianamente avaliados depois de terem reduzido os nossos salários, despedido pessoal, acabado com os vínculos, congelado as progressões, aumentado o trabalho...caramba! E os colegas que retiram dos cargos de titular e relator o seu sentido de vida e autoestima são uns tristes...vidinhas tristes...

A poesia escorre o sangue
da alma aberta em ferida
da pura voz que se extingue
traída que foi a vida.
bja
Que interessa o que este indivíduo ignorante e incompetente possa ter para dizer seja sobre o que for?

O MET tem um concurso a decorrer sobre detalhes de obras de arte. Alguém mandou para lá este detalhe da escultura que se vê em baixo, onde a morte vem buscar o escultor na força da vida. O detalhe é dramático: vê-se a mão firme e cheia de vitalidade do Escultor a agarrar o cinzel a contrastar com a mão do Anjo da Morte, duma grande suavidade, que vem interromper o trabalho, que é a vida, como se lhe dissesse, 'pára, está na hora de parar'. É comovente e duma grande beleza este detalhe da obra.

Daniel Chester French's "O Anjo da Morte e o Escultor"
Algumas pessoas desvalorizam tudo, ou melhor, relativizam tudo. Tudo faz parte da dialéctica do tempo e tudo passa...isto não só não é verdade como ao fazê-lo perde-se o discernimento para distinguir o que é importante do que não é. E com isso perdem-se as coisas, perdem-se os processos e perdem-se as pessoas. E o que é a vida senão esta experiência de nós próprios nos outros e no mundo?
...mas perdeu-se, concerteza, entre os corredores do poder e os bares dos deputados. Agora é um ignorante de tudo o que se passa na educação. Ainda tem aquela mentalidade comunista do 'nós' e os 'outros'. O discurso dele é o da Lurdes Rodrigues, e isso diz tudo da qualidade dele para falar destes assuntos...como dizia o outro...se não fosse parvo era um bocadinho mais alto.
Quero tanto acreditar...
mas vejo tudo na mesma
tudo no mesmo lugar
promessas são uma resma
mas nunca vi nada mudar.
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