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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Um filme bonito, às vezes divertido, outras comovente e tudo o resto 'in between'.
Ouvi dizer que os socialistas que estiveram no poder ou que dele mamaram nestes últimos 12 anos vão criar um movimento quando perderem as próximas eleições: Movimento Esperança na Retoma Da Ascenção Socialista, com a sigla, os M.E.R.D.A.S.
Ficou furioso ontem de manhã, ao ler, no JN, que uma juíza do Tribunal de Gondomar, ao absolver da acusação de falsificação de documento uma funcionária da Câmara de Gondomar, o apontara como envolvido no caso, devido à verificação de "ordens superiores" para falsificar a data de pagamento de uma taxa de 53 mil euros, pelo empreiteiro Gaspar Ferreira, num processo de obras em que a licença de construção foi emitida no próprio dia de entrada do projecto.
O que vai acontecer aos funcionários que prestaram depoimento no julgamento?
Quando tiver acesso à sentença, por estar em causa o bom nome e o funcionamento da Câmara e porque alguns funcionários terão dito que cometeram irregularidades, vou pedir parecer a um jurista e mandar instaurar inquérito. E, se para tal houver matéria, poderão ser instaurados os processos disciplinares respectivos.
Sindicalistas noruegueses denunciaram o caso de uma empresa que força as trabalhadoras a usarem braceletes vermelhas nos dias em que estão menstruadas.
A polémica medida é justificadas pelo empregador como uma forma de permitir que essas funcionárias possam passar mais tempo na casa de banho.
Os patrões desse país escandinavo têm em curso uma ofensiva para limitar essas pausas, alegando que põem em causa a produtividade das empresas, mas não faltam críticas à medida.
"As mulheres sentem-se obviamente humilhadas por serem etiquetadas desta maneira, levando a que todos os colegas tomem conhecimento de um aspecto tão íntimo das suas vidas", lê-se num relatório do sindicato Parat, citado pelo jornal britânico 'Daily Mail'.
Calcula-se que 66 por cento dos patrões noruegueses já entregaram cartões com banda magnética aos trabalhadores para controlar o tempo que estes passam nas casas de banho em horário laboral.
YANN SAFARTI
24 Anos, Comediante, realizador
França
COMUNICADO DE IMPRENSA
Caros Media,
Depois de uma pequena semana, a imprensa internacional relatou o apelo ao bankrun que lançámos no facebook para convidar todos aqueles que desejam seguir-nos em retirar o dinheiro das suas contas no próximo dia 7 de Dezembro.
Desde a publicação do nosso apelo, cidadãos mobilizam-se para traduzir o texto na respectiva língua, recriar o evento no próprio país, fazer conhecer a nossa iniciativa por todos os meios possíveis e convidar os próprios contactos a fazer o mesmo. O nosso apelo encontra um sucesso que não ousávamos esperar. Regozijamo-nos e graças ao investimento pessoal de todos que, como nós, desejam usufruir de um sistema bancário são, equitativo, abordável e responsável, esperamos que no decorrer das semanas conseguir convencer gente suficiente no mundo para sermos ouvidos pelos nossos respectivos governos.
Mencionamos que não nos exprimimos em nome de nenhum partido político, nem nenhuma organização sindical ou religiosa. A nossa acção é uma acção de cidadania que se dessolidariza[*1] de qualquer propósito irado ou conspirativo que poderiam ser tidos em nome do nosso movimento por terceiros durante as suas intervenções nos espaços de discussão que escapam ao nosso controlo. Os nossos nomes não enquadram esses propósitos. Não procuramos denegrir ninguém em particular. É um sistema corrompido, criminoso e mortífero ao qual decidimos opor-nos na medida dos nossos meios, das nossas determinações e no respeito da lei.
PORQUE LANÇAMOS ESTA ACÇÃO?
Para começar, para sensibilizar a opinião pública sobre o funcionamento do sistema monetário.
A esmagadora maioria dos titulares de contas em banco, duma conta de poupança ou ainda de um plano de pensões, ignora a maneira como o dinheiro é criado ou o que fazem os bancos com o dinheiro que lhes é posto e confiado. Ignoram tudo a respeito do dinheiro-dívida e não conhecem as realidades escondidas por trás de palavras como “bolha financeira”, “títulos do tesouro”ou”hedge funds”. O tanto que ignoram é na mesma medida do pouco esforço dos media a informar de maneira objectiva, transparente e acessível a todos. Aquilo que o grande público sabe verdadeiramente, é que a maioria dos grandes crimes financeiros ficam grande parte do tempo impune e que são eles os primeiros a pagar as consequências.
Não só nos indignamos que muitas questões postas por cidadôes normais sobre a situação económica fique sem respostas claras nas vossas colunas, mas deploramos também a vossa falta de zelo em denunciar as medidas que permitiu a situação económica mundial ter chegado ao ponto onde se encontra hoje: uma situação em que temos os nossos chefes de Estado e de governo de joelhos perante as agencias de rating, tremendo de medo na ideia que as suas notas se degradem.
Os nossos responsáveis políticos não podem ao mesmo tempo responder aos interesses dos mercados financeiros e aos dos cidadãos. Assim é tempo de chama-los ao serviço daqueles que os elegeram.
Como as greves e as manifestações não servem mais para nada, visto que, façamos o que façamos, não somos atendidos, e visto que, seja o que for que ele façam, não somos consultados, decidimos bater no órgão mais vital do sistema: O SISTEMA BANCÁRIO.
SOMOS NÓS CONSCIENTES DAS CONSEQUÊNCIAS ECONÓMICAS QUE SEGUIRIAM O SUCESSO DA NOSSA ACÇÃO?
Estamos sobretudo conscientes das consequências que um sistema financeiro mundial desregulado e incontrolável tem sobre os nossos empregos, as nossas saúdes, a nossa educação, as nossas pensões, as nossas industrias, o nosso ambiente, o nosso futuro, a nossa dignidade, a dignidade dos cidadãos dos países que este sistema subverteu com dividas que jamais poderão ser pagas para melhor se apropriarem dos seus recursos.
É a sorte que espera os cidadãos ocidentais se não agarrarmos esta causa.
Estamos conscientes do papel que este sistema joga na prosperidade dos impérios industriais cujos interesses são tributários dos conflitos armados, da doença, das penúrias alimentares e da miséria reinante em países que lhes fornecem mão de obra e recursos naturais a custos irrisórios. Estamos conscientes que este sistema não terá nunca nada a ganhar de um mundo onde reinaria a paz e a prosperidade e que continuando a confiar o nosso dinheiro honesto e duramente ganho a este sistema doente, tornamo-nos cúmplices dos seus roubos, dos seus crimes, das suas guerras, e da miséria gerada.
QUE QUEREMOS NÓS?
Nós, os cidadãos do século 21, herdeiros de gerações que se sacrificaram para que sejamos cidadãos livres e dignos, exigimos a criação de UMA BANCA CIDADÂ , ao serviço dos CIDADÃOS, uma banca que ponha o nosso dinheiro ao abrigo das febres especulativas, das bolhas financeiras todas condenadas a explodir um dia, ao abrigo das operações que transformam os nossos empréstimos em activos e que se servem das nossas dívidas para comprar outras riquezas.
Queremos bancos que emprestem apenas recursos próprios. Bancos que ajudem as pequenas e médias empresas a relocalizar o emprego, bancos que emprestem á taxa zero. (*) Bancos que apoiem projectos para gozo dos cidadãos em vez dos “mercados”. Bancos onde depositar o nosso dinheiro com consciência tranquila. Bancos cujo sucesso soará o fim dos mercadores de morte, de doenças e de escravos. Sobre a ruína do antigo sistema, nós queremos construir um sistema bancário que não sacrifique mais a dignidade humana no altar do lucro.
Nós os cidadãos acordados pela pobreza e o desespero que bate os mais frágeis de entre nós-pensionistas, alocatários sociais ou trabalhadores pobres – e que ameaça aquilo que resta da classe média, de empresários e independentes tratados como vacas de leite, queremos que sejam pura e simplesmente anuladas as dívidas públicas geradas por este sistema doente que não queremos mais. Recusamos que os nossos impostos, os nossos esforços, os nossos recursos continuem a alimentar poços sem fundo. Queremos reencontrar o poder de bater moeda e de ir contra estas directivas impostas por esta união europeia que se construiu contra o consentimento da maioria dos cidadãos consultados em referendo, sem falar daqueles cujos países de origem não organizarão consulta popular.
(*) O que alguns bancos islâmicos praticam com sucesso recusando a pratica de usura por motivos religiosos, nós podemos cumprir por razões de cidadania.
PARA CONCLUIR
Chamamos a vossa atenção para o facto de que mesmo que consigamos relocalizar os nossos empregos, as tecnologias de ponta e máquinas substituíram o trabalho do homem em numero crescente de domínios. Elas permitem uma produção mais rápida, menos cara e, por estas razões, fazem medo aqueles que se questionam como irão ganhar a vida amanhã. Isto é lamentável porque a tecnologia desde a invenção da roda, têm como vocação a melhora das condições de vida do homem. Se o progresso fosse posto ao serviço dos cidadãos em vez de servir o mercado, poderíamos fazer um salto quântico no desenvolvimento de tecnologias hoje paralisadas por grupos de interesses que são os primeiros beneficiários deste sistema.
Possuímos já conhecimentos para suportar a humanidade e as suas necessidades em energias fósseis e nuclear, e para produzir e encaminhar agua potável em todo o planeta a um menor custo, para produzir frutas e legumes em todo o lado do planeta, desde o gelo polar até ao deserto. A pobreza só existe no nosso planeta devido a falta de vontade politica dos países industrializados, submetidos as leis do mercado. A poluição e o desperdício dos recursos são apenas as tristes consequências deste sistema obsoleto o qual devemos por termo com urgência.
Nós, os herdeiros do caos, temos um mundo a reconstruir. Um mundo onde o trabalho não será mais vivido como uma servidão, e a ausência dele como um drama, porque teremos repensado a maneira cujo homem de amanhã assegurará a sua sobrevivência, a sua educação, o seu bem estar, e os seus velhos dias.
Convidamos todos aqueles que nos queiram seguir nesta via – contando também convosco, caros jornalistas – a ultrapassar os vossos medos do desconhecido e a por as primeiras pedras para a construção do sistema que substituirá este, que, connosco ou não, acabará por cair, quando estivermos todos presos. Preferimos não esperar por isto ou ainda pior, que para salvar a economia, mais uma guerra seja declarada.
Agradecemos o futebolista Eric Cantona por nós ter sugerido esta ideia. Agarramos a palavra. Os dados estão lançados. O futuro nos dirá se tivemos razão. (07/11/2010)
GERALDINE FEUILLIEN
41 Anos, Cenarista
Bélgica
"Os cidadãos europeus devem mobilizar-se e pressionar os governos e as instituições europeias para mudarem radicalmente de rumo, e o rumo que deve ser seguido é o de prestar atenção às pessoas, o de construir projetos económicos e não apenas pensar no dinheiro e nos défices", disse o ex-presidente.
"O problema já não está nas mãos dos dirigentes europeus nem nas suas instituições, está nas mãos dos cidadãos porque os dirigentes já demonstraram não quererem fazer o que devem e vão-nos arrastar para um problema que lhes vai ser fatal a eles próprios, mesmo à Alemanha, o mais rico de todos os países da UE", acrescentou.
"Os dirigentes da UE já não falam de projetos globais, não têm visivelmente nenhum, apenas falam entre eles de dinheiro", disse Soares ao Expresso. "Sem a mobilização dos cidadãos europeus já não voltaremos a pôr a União no rumo certo e vamos conhecer ruturas que podem ser perigosíssimas, muito negativas para o mundo inteiro", acrescentou.
(...)
Mário soares numa conferência da Gulbenkian em Paris falou bem. Só é pena que diga as coisas que disse com 30 anos de atraso e que não tenha posto em prática estas palavras quando esteve no governo, quando ia de férias para as Seicheles com comitivas de centenas às custas do povo, quando arrebanhou 500 milhões para a sua fundação que eu e os outros pagantes de impostos suportamos, no ano e mês das grandes cheias do Ribatejo que deixaram milhares desalojados e sem posses.
Vejo muito bem o Sócrates com 80 anos a falar contra a corrupção, a ignorância que nos leva ao abismo, a ganância dos governantes e tal...mas agora que está lá no poder, faz tudo isso que há-de criticar.
Agora já vem tarde senhor Soares...tarde. É como o Cavaco com o designío da educação. Agora? Depois de ter sido cúmplice, nem sempre passivo, das políticas da Rodrigues que destruíram pessoas e práticas de benfeitoria educativa?
Agora é tarde. Quando muito remedeia-se. Naquela altura ainda se construia.

Perhaps there is no such thing as unilateral power. After all, the man "in power" depends on receiving information all the time from outside. He responds to that information just as much as he "causes" things to happen...it is an interaction, and not a lineal situation. (não era fantástico que o nosso primeiro ministro e os nossos ministros da educação percebessem isto?)
What is true is that the idea of power corrupts. Power corrupts most rapidly those who believe in it, and it is they who will want it most. Obviously, our democratic system tends to give power to those who hunger for it and gives every opportunity to those who don’t want power to avoid getting it. Not a very satisfactory arrangement if power corrupts those who believe in it and want it. (infelizmente vemos isto todos os dias...)
Gregory Bateson, Steps to an Ecology of Mind 1972 (um dos grandes livros do século passado)
bandeira de D. João VI (1640-1656)

- De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento.
- Um espanhol à minha beira? Nem segunda nem sexta-feira.
- Português que é português não chama Filipe ao filho que fez.
- Toda a Espanha é um deserto
corrida de lés a lés
não vês lá homem bonito
como qualquer português.
Hoje o jornal i traz uma reportagem com um alegado 'ímportantíssimo' estudo sobre a educação que vai revelar ao mundo como se alcança a excelência mesmo com pouco dinheiro (percebem?). Basicamente conclui que a coisa mais importante para evoluir na educação é os governos manterem as reformas políticas dos anteriores governos(!), (recado descarado para o próximo governo do PSD manter a reforma da incompetente Rodrigues? e mesmo que as reformas sejam estúpidas e com maus resultados, pergunto eu...), os professores vigiarem-se uns aos outros indo assistir às aulas uns dos outros (?), fazerem tudo em conjunto (suprimindo a autonomia?), etc. Estas conclusões nobélicas são tiradas de estudos dos sistemas educativos da Arménia, Singapura e outros que tais...
Como isto cheira à légua áquelas pseudo-psicologias da Rodrigues, eu só pergunto a mim mesma: será que foi ela quem subsidiou este artigo? É que a intenção do artigo é tão evidente que só um tolinho não a vê...mas sabendo nós que a educação neste país está nas mãos dum lobbie de gente de formação de artigos de revista e de substitutos de pensadores, o mais certo é o artigo colher frutos.
Cada vez mais a esperança é uma visão longínqua.
Francesca Sunsten
Tenho a dimensão
da minha vivência
não sou do tamanho
da minha aparência
A nossa vivência
não é feita de factos
mas sim da experiência
inteligida dos actos.
Circulos concêntricos
irrompem de nós
expandem-se em rastos
órbitas de luz.
Cada átomo vagueante
na matéria englobante
é um cosmos no Cosmos
não ponto insignificante.
Centro magnético
da rota constante
do electrão energético
para quem é almejante.
Nenhum Sol o seria
sem planeta orbitante
a quem iluminaria
e o esplendor lhe devolveria?
Deixado sozinho
no vasto Universo
perderia o sentido
do poema no verso.
Que a tua hora mais lúcida
desvele do Amor a face
e sua voz amadurecida
mostre o que é sem disfarce.
bja
Onde há amor não há desilusão.
Des-ilusão é a ausência de ilusão
Ilusão é a imersão na luz: i-luz-ão = dentro de uma enorme luz.
Dentro de uma imensa luz não há sombras. Tudo é imensamente claro e todo o visível é integrado na luz. Não é um excesso de luz que cega, é um todo de luz que mostra. Mesmo as sombras se 'es-clarecem' e tornam luz. É isso a ilusão: estar na luz. Por isso, onde há amor (de amante ou de amigo, tanto faz), não há desilusão. Tudo é visto como um todo que faz parte da luz: o escuro e o claro, o baço e o brilhante. É ver o todo no pormenor e o pormenor no todo. É ver o defeito na virtude e a virtude no defeito. É isto o amor: um estado de ver na luz e estar na luz, um estado de ver a verdade e estar na verdade. A desilusão é a negação da luz.
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