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Perguntas...

por beatriz j a, em 03.08.10

 

 

 

- Porque é que o professor nas aulas trabalha com 28 alunos mas nas visitas de estudo um professor não pode acompanhar mais de 15 alunos?

 

- Porque é que nas escolas os professores trabalham com 28 alunos de cada vez e na restauração o número de clientes por empregado é de 15?

 

- Porque é que os professores trabalham com constantes mudanças, de legislação, de pedagogias, de instrumentos de trabalho, de reorganizações curriculares, de inovações técnicas e científicas e depois são acusados de não saberem adaptar-se às mudanças?

 

- Porque é que os autores deas reformas da educação apregoam as suas excelsas virtudes mas vão a correr tirar os seus filhos de lá e põem-nos em colégios particulares?

 

- Se os outros trabalhadores têm o material de trabalho (computadores, canetas, papel, etc.) no local do trabalho porque é que os professores têm de o pagar do seu bolso?

 

- Porque é que é adequado para o país ter um sistema democrático e não deixar que as mesmas pessoas se perpetuem no poder e depois se defende, para as escolas um sistema anti-democrático?

 

- Porque é que nas outras profissões as pessoas podem descontar nos impostos os gastos que têm no âmbito da profissão e os professores não podem fazê-lo e têm de suportar sozinhos os gastos com livros e outro material semelhante?

 

- Porque é que todas as cartilhas da Gestão dizem que os chefes devem motivar e valorizar os seus trabalhadores para tirarem o melhor deles e depois os chefes da tutela da educação fazem questão de desvalorizar e denegrir os professores e a profissão do educador, desde chamar-lhes professorzecos ou gente que está apegada a tradições e resiste a todas as mudanças até 'interesses corporativos'?

 

- Porque é que os pais não conseguem lidar com os filhos e com a sua rebeldia/obstinação mas depois defendem que os filhos são vítimas às mãos dos professores?

 

- Porque é que os governos dizem que querem o melhor para o povo e o país e depois fazem tudo para impedir que os cidadãos possam valorizar-se e melhorar as suas vidas através da educação?

 

- Para onde foi o dinheiro que devia ter sido investido na educação?

 

 

 

 

publicado às 08:20


modas mesmo feias

por beatriz j a, em 03.08.10

 

 

 

A quantidade de mulheres que hoje vi de leggings brancas com sapatos de ir para uma arena romana enfrentar leões não tem explicação. Leggings não é coisa que fique bem a toda a gente e a moda dos sapatos de gladiador ainda fica menos bem. A moda é uma ditadura, por vezes sem nenhum gosto.

 

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publicado às 01:23


quantos milhões é que isto custa ao país?

por beatriz j a, em 02.08.10

 

 

 

O Ministério Público planeava ouvir o actual ministro da Presidência no âmbito do processo Freeport, algo que acabou por não acontecer por falta de tempo.

 


publicado às 14:40


chumbos - sintomas e causas

por beatriz j a, em 02.08.10

 

 

 

É verdade que os números dizem que os alunos que chumbaram uma vez têm mais probabilidade de voltar a chumbar do que os que nunca chumbaram. Mas, mais uma vez, o pessoal do ministério olha para os números e toma-os pela realidade, quer dizer, interpretam-nos do seguinte modo: 'se um aluno que chumba tem mais probabilidades de voltar a chumbar, então a causa do insucesso é o próprio chumbo'. Este raciocínio é aquilo que o Platão chamava 'confundir-se a causa das coisas com o devir das coisas no mundo'. Ou seja, não é o acto de chumbar que leva ao insucesso, mas sim as causas que estão por detrás desse chumbo. Se fosse, diríamos então que a causa da varicela são as borbulhas porque os números dizem que de cada vez que alguém tem aquelas borbulhas aumenta em muito a probabilidade de ficar muito doente...

Um aluno pode não conseguir cumprir objectivos por muitas razões: falta muito às aulas; vem às aulas mas não trabalha, não estuda; está todos os dias no computador até às 3 da manhã e está sempre cansado e com sono; não tem nenhum tipo de acompanhamento em casa; problemas exteriores à escola estão a afectar a disposição geral; tem dificuldades no cálculo; tem dificuldades na Língua Portuguesa (não tem os rudimentos instrumentais da Língua); detesta o estudo em geral; os pais estão desempregados e não há dinheiro nem para comer; tem uma doença qualquer que afecta o desempenho, etc., etc.  O que cahamamos pedagogia diferenciada é justamente ser capaz de detectar a tempo o que está a empecilhar a aprendizagem e agir a tempo, seja com apoio seja com tutoria, etc. Nem sempre funciona. As pessoas não são coisas e a pedagogia não é uma ciência exacta. Não podemos ser, penso eu, radicalmente behavioristas ao ponto de pensar que as pessoas são robots e que basta acionar o botão certo para que reajam da maneira como queremos.

É claro que para isto funcionar é necessário investimento: menos alunos por turma, menos alunos por escola, menos turmas por professor, ênfase na Direcção de Turma, autonomia para trabalhar com os alunos em apoios, equipa de professores tutores, psicólogo...porque acabar com os chumbos sem atacar as causas desses chumbos, quer dizer, apenas passá-los mas deixá-los como estavam só vai ter como consequência a desvalorização dos currículos, a degradação dos instrumentos de avaliação - que são tão importantes para os alunos terem noção da situação em que estão na aprendizagem e saberem se precisam de investir mais ou não- e a desresponsabilização generalizada.

Na prática os alunos passarão a faltar a todos os testes e exames uma vez que não terão consequências na sua vida. E de que modo isso os ajuda na construção da suas vidas?

Se os chumbos custam 600 milhões, quanto é que custará uma ou duas gerações de cidadãos irresponsáveis, habituados a exigirem sem contribuirem?

As causas do insucesso não são os chumbos. Os chumbos são o sintoma do que não está a ser feito nas escolas, e fora das escolas, no contexto social. Camuflar os sintomas sem atacar as causas é assim como ter varicela e pintar as borbulhas para que não se vejam deixando que a doença continue a fazer o seu trabalho subterrâneo. Nem se eliminam os sintomas nem se cura a doença. No imediato, é verdade que sai mais barato do que formar e pagar a um médico e pagar os instrumentos de diagnóstico e os medicamentos de tratamento, mas a longo prazo essa política só deixaria vivos aqueles cujo organismo é tão bom que resiste a tudo...quem é que poderá no futuro pagar os custos duma tal matança?

publicado às 11:54


waiting

por beatriz j a, em 01.08.10

 

 

 

 

Olga Minardo

publicado às 23:56


aulas de apoio

por beatriz j a, em 01.08.10

 

 

 

Eu e as colegas de grupo tivémos durante uma série de anos um sistema de aulas de apoio a funcionar na escola que teve sempre um sucesso de 100%.

A coisa funcionava assim: no fim do ano lectivo e no início do seguinte cada uma de nós, nas suas turmas, fazia um levantamento dos alunos que precisavam de apoio e que tipo de apoio. Geralmente eram uns 4 por turma o que dava cerca de 30 e tal alunos no total. Distribuíamos esses alunos em grupos que nunca podiam exceder os 6 elementos (o limite máximo para que o trabalho resultasse) e algumas de nós ficavam com um ou mais grupos com os quais trabalhava 1 vez por semana.

Essas aulas de apoio tinham fichas de diagnóstico e de trabalho próprias e planificação própria. Havia alunos do 10º ano que só precisavam de ajuda para entrar dentro da lógica de funcionamento da disciplina, que é muito diferente do que estão habituados nas outras, de modo que ao fim de um mês podiam sair do apoio; outros tinham dificuldade com um tema em particular: a maior parte tinha problemas relacionados com a Língua Portuguesa -a Filosofia é subsidiária desta- mas mesmos estes tinham problemas diferenciados porque alguns só não sabiam realizar determinadas operações, como problematizar ideias, justificar, confrontar, fazer um comentário, etc., e outros tinham problemas estruturais. Só estes últimos é que frequentavam as aulas durante todo o ano. Os outros, assim que atingiam o que considerávamos necessário para acompanhar as aulas curriculares com proveito saiam do apoio e davam lugar a outros.

Falávamos entre nós todas as semanas porque nem sempre ficávamos com os nossos próprio alunos por questões de compatibilidade de horários. Fazíamos relatórios orais umas às outras sobre os progressos, dificuldades e problemas que detectávamos nessas horas de trabalho quasi-individual. Como eram poucos, os alunos acabavam por ganhar proximidade connosco e partilhar problemas que muito nos ajudavam a ajudá-los e criavam uma relação de confiança que os motivava.

No final do ano fazíamos um relatório pormenorizado com os alunos que tinham frequentado as aulas, as notas ao longo do ano, a percentagem da eficácia do trabalho com base na progressão das notas, incluindo a nota da prova global de escola. Sempre 100% de sucesso.

De ano para ano enriquecíamos o dossier das fichas de trabalho e de diagnóstico e fazíamos acertos no trabalho.

Isto durou até à Lurdes Rodrigues. O Conselho Executivo tinha autonomia para autorizar que as aulas de apoio fossem incluídas no nosso horário e nós tínhamos autonomia para as gerir como entendíamos melhor para os alunos.

No ano em que a Rodrigues chegou ao ministério mandou que os professores se enchessem de turmas para poupar dinheiro de modo que todo o trabalho de apoio passou a ser não lectivo, ou seja, trabalho voluntário...é claro que acabámos com isso porque aquilo dava um trabalhão e não é coisa que se faça de borla, para aquecer.

Agora os alunos têm dificuldades e nós não temos autorização para ajudar em moldes que produzam resultados...é assim...a educação -não rasca- custa dinheiro.

 

publicado às 19:16

 

 

 

Porque será que todos os colégios e escolas particulares do mundo inteiro têm, nas suas campanhas de promoção para angariação de alunos uma lista que traz à cabeça o número de alunos por turma, que é sempre reduzido - entre 12 a 15; e porque será que em segundo lugar nessa lista estão as condições da escola - equipamentos, espaços verdes, actividades extra-curriculares?

Pois não sei, deve ser só coincidência e o facto de não terem lido as palavras sábias da Lurdes Rodrigues e da Alçada que defendem que o que é bom mesmo é ter 28 numa sala.

E porque será que todos os estudos realizados sobre factores promotores de sucesso escolar referem à cabeça o conhecimento e relação de proximidade com o professor? Deve ser outra vez coincidência de quem não leu as palavras sábias daquelas duas sobre as turmas estarem cheias e os professores cheios de turmas de modo que só lá para o 3º período é que conhecem os alunos todos, e mesmo assim apenas superficialmente.

A Ana Betencourt fala em diferenciação pedagógica quando os professores chegam a ter 250 alunos...é só rir como diz um amigo meu. Agora vão atirar 2000 ou 3000 alunos para as escolas, digo, para as unidades de gestão verticais de sucesso industrial escolar. Pois pá, agora é que vai haver paletes de diferenciações padagógicas.

Agora ninguém vai chumbar - compreende-se: é desagradável e irritante que depois de criados cursos de treta e de ter falseado todos os números do sucesso, os alunos continuem a falhar... e a conversa dos 150.000 professores serem todos nababos e incompetentes já não pegar... acaba-se com as reprovações e fica logo o problema resolvido: 100% de sucesso garantido.

Não sei, mas parece que vão escolher os ministros e secretários de estado do sector àquele concurso americano que dá prémios aos piores actores - prémios rafta, razzie, rasca ou lá o que é. A minha pergunta é: não podemos exportá-los todos?

 

publicado às 18:41


a ministra garante...

por beatriz j a, em 01.08.10

 

 

 

 

Retirar os chumbos do processo avaliativo "nunca será uma decisão unilateral" nem "uma medida isolada". Ao JN, a ministra da Educação garantiu que esse objectivo poderá ser alcançado de "forma gradual, moderada" e sempre dialogada com agentes do sector.

 

 

Ah bem! Se a ministra garante nem se fala mais nisso porque a palavra dela e do primeiro ministro são de grande confiança....

 

publicado às 11:25


não há dinheiro para a educação, porque...

por beatriz j a, em 01.08.10

 

 

 

Tio de José Sócrates não declarou 1,2 milhões

Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, declarou, entre 2000 e 2004, 62 mil euros ao Fisco. Mas nas suas contas foram depositados, no mesmo período, mais 1,277 milhões de euros. O Ministério Público diz que uma eventual fraude fiscal prescreveu.

 

 

...foi para o tio do sócrates, a mãe do sócrates, o primo do Sócrates, o próprio Sócrates (?), o Valentim, a Felgueiras, o Isaltino, o Sucateiro, o Vara, o Coelhone, o Penedos, O Soares...etc.

Quando é que nos vemos livres do Corleone e da famiglia?

 


publicado às 11:19


chumbar ou não chumbar, eis a questão

por beatriz j a, em 01.08.10

 

 

 

A questão das reprovações, em relação à qual se desenvolveram duas posições opostas, fundamenta-se numa das dicotomias da Psicologia relativamente ao desenvolvimento e aprendizagem: o desenvolvimento é decidido na influência do meio ou o desenvolvimento é uma actualização dum potencial genético de capacidades que se têm, ou não têm?

Os que defendem que o desenvolvimento depende inteiramente do meio defendem que as reprovações se devem exclusivamente a uma má/pobre influência do meio, seja o familiar, social ou escolar. Defendem que todos são capazes de alcançar as mesmas metas desde que o meio seja favorável. Nessa lógica não faz sentido reprovar uma vez que a falha não é do aluno mas do meio que não soube desenvolvê-lo correctamente.

No outro extremo estão os que entendem que não nascemos com as mesmas capacidades de modo que o meio só pode ter influência onde, geneticamente já lá há qualquer coisa. É certo que o meio desenvolve essas capacidades mas até um certo ponto, que é o das capacidades inatas. Deste modo, as reprovações seleccionam os alunos consoante as capacidades. Os que têm mais capacidades passam, os outros não passam e devem escolher outras vias.

Em primeiro lugar, o que me faz confusão é ver que os ministros da educação têm por hábito escolher um dos lados desta dicotomia como se tivessem uma resposta para o problema que nós outros desconhecemos e põem-se a fazer leis e despachos baseados numa hipótese teórica altalmente polémica.

Em segundo lugar, convém dizer que existe um meio termo, que defende a interacção dos dois factores, inato-adquirido, que não é nenhuma novidade e já foi defendido, mas nunca aplicado. Lembro do Roberto Carneiro a ter defendido, embora tivesse feito o oposto do que tinha defendido assim que chegou ao ministério. Podemos acabar praticamente com as reprovações mantendo um sistema de aferição que distinga os alunos relativamente às metas alcançadas, ou não alcançadas.

O Ramiro tem hoje um post sobre essa alternativa: os alunos têm metas para alcançar e são avaliados, internamente, por obrigação, e externamente por opção. Todos os alunos com dificuldades têm um acompanhamento tutorial (que não tem nada a ver com as pseudo-tutorias que se fazem nas escolas). Só o aluno que não comparece às aulas é que reprova; os outros terão, consoante os casos, um certificado de frequência (se passaram sempre sem conseguir aproveitamento positivo na avaliação interna), certificado de aproveitamento interno ou aproveitamento externo, consoante o caso de terem sido sujeitos, ou não, a avaliação externa.

Este sistema não resolve todos os problemas, uma vez que cria o problema de termos turmas com alunos muito bons misturados com outros que estão vários níveis abaixo em termos de desenvolvimento. Com turmas grandes o trabalho torna-se impossível: ou sacificamos os melhores para acudir aos que estão muito atrasados ou sacrificamos esses para não prejudicar os melhores. Para além disso, um aluno que esteja muito atrasado em termos de conhecimentos não consegue acompanhar o que se está a fazer e perde completamente a motivação e a auto-imagem degrada-se muito porque compara-se com os outros. A vantagem das reprovações está em que muitas vezes o problema dum aluno é a maturidade psicológica e cognitiva, quer dizer está num nível de ensino que requer uma maturidade que ainda não tem. Quando reprova, acontece por vezes acertar-se com o nível de ensino e mudar radicalmente.

O que quero dizer é que a questão da educação e das reprovações é complexa, tem a ver com os padrões do desenvolvimento humano e não há uma resposta universal nem há, tampouco, um padrão de desenvolvimento único que todos cumprimos do mesmo modo. Agora, o que fica claro é que a educação, para resultar, é cara. Requere investimento e boas condições de trabalho. Ora, este e outros governos antes deste tiveram como meta desinvestir na educação de modo que tudo o que fazem é no sentido de piorar as coisas.

Agora esta ministra fofinha que gere a pasta lembrou-se que era giro não chumbar ninguém e até vem dizer que num país qualquer é assim que se faz...como se isso fosse argumento para alguma coisa, quer dizer, os ingleses comem peixe frito e bacon ao pequeno almoço...deveremos também passar a comer peixe frito e bacon ao pequeno almoço?

O problema da educação neste país começa com os ministros, os secretários de estado e os primeiro ministros...

 

publicado às 09:39


morning blues

por beatriz j a, em 01.08.10

 

 

 

Alex Colville

 

publicado às 08:17

Pág. 6/6



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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