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sindicatos

por beatriz j a, em 03.06.10

 

 

 

Os sindicatos, pelo menos neste país, precisam de repensar-se. Hoje, eu e o André à conversa, pusémo-nos a considerar o que tem sido a função dos sindicatos. Na verdade são hoje forças de bloqueio. Não têm margem de manobra para negociar de modo que estão destinados a trair sempre os trabalhadores. Na maior parte das vezes fazem de tampão ou rolha ao serviço dos governantes ou dos patrões porque estruturam as lutas dos trabalhadores com o objectivo superior e primacial de não perderem influência junto de uns e de outros.

 

Para manterem a influência junto dos trabalhadores mentem prometendo luta e firmeza junto dos patrões. Para manterem a influência junto destes fazem de rolha dos trabalhadores, organizando as lutas sempre dentro de limites que não pressionam nem os patrões nem os governantes a mudarem as suas práticas de exploração.

São forças de bloqueio, que não permitem evolução. Mais ou menos como os partidos no parlamento quando aprovam leis que sacrificam qualquer evolução apenas para que um partido ganhe um ponto na luta ideológica inter-deputados.

Se os sindicatos não repensarem o seu papel e as suas estratégias estão condenados ao desaparecimento depois de um, mais ou menos longo período, reduzidos a figurantes como numa peça de teatro. Ajudam ao cenário mas não intervêm na peça.

A certa altura os trabalhadores, sobretudo os mais novos, que não têm a memória das lutas sindicais, acabarão por organizar-se com outras forças que tenham alguma eficácia. Na profissão dos professores já surgiram movimentos independentes que roubaram completamente importância aos sindicatos. Depois devolveram-na, mas porque o quiseram, porque nunca tiveram intenção de substituir-se aos sindicatos. Mas no futuro não haverá outro caminho, se os sindicatos continuarem neste em que estão.

publicado às 20:55


cansada

por beatriz j a, em 02.06.10

 

 

Nem sempre compreendo o que me querem dizer.

Hoje queria coisas simples: passear ao entardecer, na companhia certa, a ouvir a música certa...

 

 

 

 

publicado às 19:43


a avaliação só serve para dar boas notas?

por beatriz j a, em 02.06.10

 

 

 

Hoje tive uma discussão com uma turma a propósito de avaliação.

A coisa começou a propósito do tema da Estética que estamos a dar. Já tínhamos falado da arte do ponto de vista do observador e estávamos a pensá-la do ponto de vista do criador. Falávamos de talento: se toda a gente tem, se se pode desenvolver, se é inato, etc. Concluimos que podemos através da aprendizagem de conhecimentos e técnicas melhorar o nosso desempenho mas que isso não fará de nós artistas ou criadores de arte se não houver uma pulsão e talento por detrás. Foi aí que um aluno fez a seguinte observação:

- mas sendo assim não devíamos ser avaliados naquelas disciplinas que dependem de talentos. Um aluno não devia ter avaliação a Educação Visual se não tem talento.

- ou a Educação Física -disse logo outro- porque não temos a culpa de não ter coordenação motora e isso baixa-nos a média.

- isso quer dizer que vocês pensam que a avaliação serve para vos dar boas notas...? - disse eu.

- claro, disse o primeiro. Uma pessoa tem que ter a possibilidade de tirar a nota máxima senão não é justo, que logo à partida saiba que nunca atingirá o máximo mesmo que trabalhe muito, só porque outro tem talento e ele não.

- por essa ordem de ideias -disse eu-, nos Jogos Olímpicos, por exemplo, dava-se o primeiro prémio da maratona ao que mais se tivesse esforçado e não ao melhor, que se calhar treinou menos tempo e custou-lhe muito menos que ao outro chegar em primeiro lugar. O trabalho é sempre necessário mas nem sempre chega...

- é diferente- disseram eles- porque precisamos da média para entrar na faculdade. Porque é que hei-de ser prejudicado por não ter cordenação motora? - ou inglês, diz outro, que não tem talento para as línguas.

- vocês não são prejudicados, digo eu. Ninguém vos roubou valores. Se a avaliação lhe dá a si uma classificação inferior à de outro colega que tem imenso talento para o desporto, isso só mostra que está correcta.

- mas não é justo! Não tenho culpa, diz ele.

- mas isto não é uma questão de culpa nem de pecados, nem sequer de responsabilidade. Voltámos à discussão dos talentos. Se seguirmos o vosso raciocínio, então cada aluno, na hora da matrícula dirá quais as disciplinas em que não quer ser avaliado por não ter talento para elas. Um aluno que só tenha talento para a Educação Física não será sujeito a avaliação a outras disciplinas, só aquela. Um aluno com talento para o cálculo mas sem jeito para a geometria só será avaliado em algumas matérias na disciplina de Matemática, e por aí fora. Então mais vale pensar se não se deveria acabar com a avaliação, se ela só serve para dar boas notas.

 

A discussão ainda continuou porque enveredou pelo caminho de se discutir para que serve a avaliação, mas achei interessante que os alunos entendessem que a avaliação existe para lhes dar boas notas, e a que não pode garantir esse resultado não deveria existir.

 

publicado às 12:31


- 3200 escolas

por beatriz j a, em 02.06.10

 

Afinal, acabo de ler que são 900, e não 400 o número de escolas que vão fechar. O Mata ainda teve o descaramento de dizer:

 

As justificações dadas pelo secretário de estado Trocado da Mata:

 

Transferir os alunos das pequenas escolas para grandes centros escolares insere-se numa política de dar igualdade de oportunidades.

 

Nos grandes centros escolares, é possível concretizar a escola a tempo inteiro.

 

Nos grandes centros escolares, há mais computadores, ginásios, cantinas e salas de inglês e música. Nos últimos quatro anos foram encerradas 2300 escolas. O encerramento de mais 900 atira o número de escolas encerradas para 3200.

 

Em vez de se levar o desenvolvimento ao interior tiram-se de lá as pessoas...

Porque é que não fecham TODAS as escolas do país duma vez? Porque é que não decretam duma vez só que os portugueses doravante são arrumadores de carros dos espanhóis?

 


publicado às 08:01


coitado do moço...

por beatriz j a, em 02.06.10

 

 

Subsídio de 27 439 euros para Ascenso

O ex-secretário de Estado da Administração Interna e das Florestas no primeiro Governo de José Sócrates recebeu, após ter cessado funções governamentais em Outubro de 2009, um subsídio de reintegração na vida civil de 27 439 euros.

 

Compreende-se. Toda a gente sabe que passar pelo governo e arredores empobrece bastante de modo que é preciso que recebam um incentivo que equivale a uma quantia maior que o meu ordenado de um ano inteirinho.

Dantes havia subsidio para desempregados. Agora há subsídios para 'bem' empregados...

 


publicado às 07:48


regionalização? Desenvolvimento do interior?

por beatriz j a, em 02.06.10

 

 

 

Educação

Há concelhos que ficam só com uma escola básica

Isabel Alçada anuncia fecho de escolas com menos de 21 alunos. Serão 400 no imediato.
Estes...continuam na obra da destruição do país. Fecham-se escolas para haver dinheiro para nomear adidos de imprensa...

publicado às 07:22


traduzir-se

por beatriz j a, em 01.06.10

 

 

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.


Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar

 



publicado às 19:10


um tipo tem um genro medíocre...

por beatriz j a, em 01.06.10

 

 

 

Nuno Vasconcelos anulou parte de concurso para técnicos superiores, depois de o seu genro ter chumbado na prova de conhecimentos

 

Neste concurso, aberto a 4 de Setembro de 2009, para a carreira de técnico superior, o genro do presidente do IHRU, Vasco Mora, chumbou a prova escrita de conhecimentos com 7,6 valores. O que lhe impossibilitou a passagem à prova oral, a última etapa do concurso. Segundo documentação a que o DN teve acesso, nesta fase foram aprovados dois candidatos, com mais de 16 valores. Só que por despacho, de 12 de Maio de 2010, a que o DN também teve acesso, Vasconcelos, determina a anulação do concurso a partir da prova de conhecimentos, questionando algumas questões nela contidas "não se incluírem na avaliação das competências técnicas ao exercício de determinada função".

 

É assim que tudo se passa neste país à beira mar plantado. Um tipo tem um genro (ou filho ou sobrinho, tanto faz..); um tipo tem um genro medíocre que faz um exame e chumba com 7,6 onde outros tiram 16; um tipo tem um genro medíocre que queria mesmo aquele emprego; um tipo anula o concurso e chama incompetentes aos examinadores e põe em causa as perguntas dos exames.

Pergunta: como é que o genro deste 'um tipo' acabou o curso? Quantos professores foram ameaçados, pressionados, etc.?

É por isso que em geral os políticos e outras entidades que se acham importantes odeiam os professores?: estão sempre a recordar aos 'um tipo' que são vermes sem coluna vertebral cheios de genros medíocres...

 


publicado às 18:27

Pág. 7/7



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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