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gregos e portugueses

por beatriz j a, em 10.02.10

 

Rafael - pormenor da Escola de Atenas

 

 

Neste pormenor da Escola de Atenas de Rafael vê-se Euclides numa demonstração de geometria e em pé Ptolomeu, de costas, e Zoroastro, de frente, seguram, cada um, um globo terrestre.

Para quem estudou e lê com frequência os gregos antigos é difícil aceitar a imagem duma Grécia ignorante e à beira da indigência. Os gregos são sempre aqueles grandes vultos de outrora que deram a civilização ao mundo ocidental e que ficaram -alguns deles- imortalizados no fresco de Rafael.

É certo que quem conhece Portugal a partir do estudo da expansão portuguesa terá uma visão dos portugueses parecida à do Michener que escreve num dos seus livros que os portugueses são o povo mais valente do mundo e terá dificuldade em pensar-nos como um povo de gente medrosa que se deixa governar por pessoas sempre enfiadas em grandes processos de corrupção e casos de pedofilia, etc. É triste.

 

 

publicado às 08:28


rei-sócrates

por beatriz j a, em 09.02.10

 

 

Isto do Sócrates dizer que não tem que esclarecer nada porque houve fuga de informação das escutas é o mesmo que eu ir diante do juíz e dizer, 'olhe é verdade que matei vinte mas o senhor não tem nada com isso porque não era suposto isso vir a público'.

 

 

publicado às 17:48


receios fundados

por beatriz j a, em 09.02.10

 

 

Lá na escola está tudo um bocado com medo que venham ordens de congelar a a transição para os novos indíces; quer dizer, quem passa já este mês em princípio escapa mas não se sabe se os que passam em Março ficarão congelados.

Se o governo cair, ou se entender que a crise obriga a re-congelar as carreiras mesmo no que respeita ao que foi acordado com os sindicatos, ficam as pessoas mais uma vez grandemente prejudicadas. Não se sabe, em cada mês, o que se vai passar no seguinte.

A comunicação social já começa com o discurso da culpa da crise ser da função pública...como se nós não trabalhássemos!

Quem lê as transcrições da escutas do processo 'face oculta' e vê a facilidade com que os intervenientes falam em gastar milhões para este e milhões para aquele sem que nenhum propósito útil se descortine para o país tem grande dificuldade em aceitar que o pagador seja o povo, que vive com tostões e não milhões.

 

 

publicado às 14:05


"Do You Dig Destruction?"

por beatriz j a, em 09.02.10

 

 

 

publicado às 13:57


vidas

por beatriz j a, em 09.02.10

 

 

 

 

Onde estão os claros cursos dos rios

largos e de margens definidas?

Passam longe dos bosques sombrios

onde as vidas são perdidas.

 

 

 

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publicado às 04:15


...

por beatriz j a, em 08.02.10

 

 

R. Jones - o jardim de van gogh

 

 

publicado às 22:59


copiansos

por beatriz j a, em 08.02.10

 

 

Jovens plagiam cada vez mais para trabalhos escolares
As crianças e jovens recorrem cada vez mais à Internet para fazerem os trabalhos escolares. No entanto, o objectivo é sobretudo plagiar, não fazer pesquisas, alerta a investigadora Cristina Ponte, coordenadora do EU Kids Online Portugal SOL
 
Não acredito que plagiem mais, têm é mais meios à disposição que facilitam o 'copianso'. Onde dantes era necessário ir à biblioteca consultar livros, com grande incidência nas enciclopédias, que eram duas ou três e que todos utilizavam, agora o google fornece milhares de sites sobre cada assunto, sendo que não é possível a um professor corrê-los todos. É claro que uma pessoa vê pelo nível de linguagem se o discurso é compatível com o aluno em questão e, se o trabalho é entregue em formato digital é fácil fazer copy - paste de pedaços do trabalho no google e assim ver se foi copiado. Mas isso só é válido para os sites abertos e tem outros inconvenientes.
Existem sites como o Caderno Diário e o Nota Positiva que se dedicam exclusivamente a fornecer material -trabalhos- para tudo quanto é tema passível de trabalho em qualquer disciplina. Os ditos sites estão organizados por anos de escolaridade e disciplina e dizem até a classificação que determinado trabalho disponibilizado on line teve do professor, de tal modo que há alunos que têm o descaramento de dizer ao professor que merecem melhor nota, baseados nas informações dos sites de onde retiraram o trabalho.
Neste país os currículos cada vez mais favorecem esse facto porque acabaram com os exames quase todos e incentivam a realização de trabalhos de pesquisa com utilização de recursos da internet. No entanto, o ensino do Português, apesar de muito falado tem sido descurado. Os autores que ensinam a língua desaparecem do programa em favor de autores menores ou até de textos jornalísticos e de programas de TV. Um aluno que não sabe ler nem escrever e que tem um vocabulário reduzido não está emj condições de saber filtrar as informações a que acede na internet. São as chamadas 'literacias'.
Há ministros a citar a Wikipédia publicamente como se fosse um recurso fidedigno quando buscamos informações de rigor.
O próprio primeiro ministro e amigos têm problemas de fraudes nos seus C.V. Parece que esta ministra da educação também tem no seu C.V. um mestrado que na verdade foram três meses sem tese numa universidade de Boston.
Como é que se moralizam os alunos com exemplos destes?
Todo a escola construída para que todos passem para a estatística, com testes americanos, passagens com sete negativas e tal,  e depois chega-se aos exames e aquilo parece um estado polícial de tal modo que os exames deixaram de ser uma etapa pedagógica e parecem uma inquisição judicial.
Está o sistema educativo cheio destas contradições. E, no entanto, um estudo feito num país nórdico há coisa de dois anos, mostrava claramente que existe uma correlação proporcional entre os hábitos de copiar nas escolas e o grau de corrupção dos países. É que, quem hoje batota na escola amanhã batota no emprego e na vida. A Finlândia era a que tinha menos 'copianso', cerca de 15%, Portugal era dos que tinha mais, cerca de 85%...será preciso dizer mais?
 
 

publicado às 22:49


os amigos do Socas

por beatriz j a, em 08.02.10

 

 

SOL

O boy de Sócrates na PT e o seu assessor
A confiança de José Sócrates e a ajuda de jovens dirigentes do PS levaram Rui Pedro Soares a uma subida meteórica. Penedos foi atrás.
(...)
O primeiro trabalho como ‘socrático’ foi coordenar a elaboração do site do candidato a secretário-geral do PS. Saiu-se bem e começou a ganhar a confiança de Sócrates,
(...)O problema da falta de currículo foi um pormenorfacilmente contornável.
(...)Rui Pedro Soares ganhou notoriedade na comunicação social com polémicas relacionadas com futebol. Já este ano, Rui Pedro Soares ‘reapareceu’ como interlocutor do Sporting ao adiantar parte dos 15 milhões de euros que os ‘leões’ gastaram em jogadores no mercado de Inverno.
(...) Em Abril de 2006, Soares toma posse com 32 anos como administrador executivo da holding do Grupo PT, com um salário anual de 2,5 milhões de euro.
(...)Rui Pedro Soares contratou logo em 2006 o seu amigo Paulo Penedos para assessorá-lo na Comissão Executiva. O filho de José Penedos (presidente da REN, obrigado a demitir-se uma vez constituído arguido no ‘Face Oculta’) tem muito mais notoriedade do que Rui Pedro, fruto das suas vistosas (e derrotadas) candidaturas à Câmara de Vila Nova de Poiares e a secretário-geral do PS. Na primeira mostrou-se num Ferrari vermelho.
 
Não há-de o país estar pelas ruas da amargura...


publicado às 10:49

 

 

SOL

Então, conclui Rui, «a abordagem está a correr bem». Mas avisa que há uma alteração de última hora: Sócrates diz que «tem de ser a PT, especificamente, a fazer a operação». Penedos pergunta-lhe se o documento que foi para a Prisa já reflecte isso e a resposta é afirmativa. Rui, aliás, tem viagem marcada para Madrid daí a três dias para fechar o negócio. Penedos desabafa que «é uma situação de risco» e que tem «mais medo do lado interno».

Internamente, porém, a situação parecia salvaguardada. A PT assumia o negócio e Rui seria o substituto de Moniz. Para isso, teria de fazer uma espécie de comissão de serviço na Prisa. Sócrates – que é apelidado pelos seus como o «chefe» ou «chefe maior» – dissera-lhe que tinha de ir para a Prisa «durante três meses». O que ele acata: «O chefe diz que é tudo ou nada e que não pode ficar com a fama e sem o proveito».

Rui Pedro adianta que também «já está escolhido o homem da informação, o Paulo Baldaia» (director da TSF, rádio do grupo Controlinveste, de Joaquim Oliveira, que inclui o DN e o JN).

 

 

Como é possível esta gente continuar por aí como se nada fosse? Porque no banco dos réus quem se senta é o povo. Quem vai pagar os crimes de uns e de outros é o povo. Paga-os com desemprego, pobreza e fome.

Certas coisas nunca mudam com os tempos. É por isso que as civilizações desaparecem, por causa deste tipo de cancros crescerem livremente.

 

 

publicado às 10:22


lamentos

por beatriz j a, em 07.02.10

 

 

Escutas: Sócrates lamenta "jornalismo de buraco de fechadura"

Nós lamentamos o primeiro ministro que temos.

 

 

publicado às 20:17


marquês do freeport

por beatriz j a, em 07.02.10

 

 

 

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publicado às 13:51


burnout de notícias

por beatriz j a, em 07.02.10

 

 

Estou como o André. Incapaz de ver notícias. Com 'burnout' de notícias. Como aquelas pessoas que a certa altura já não conseguem sequer passar as portas do edifício do emprego ou da escola de tal modo lhes causa ansiedade e sofrimento, só que em relação às notícias. Todos os dias há notícias de crimes, roubos, corrupção e mentiras por parte dos mais altos responsáveis do Estado e seus amigos. E é tudo na ordem dos milhões e do inacreditável. Agora foi o Sócrates e a tentativa de apagar o Presidente, tomar conta dos 'media' e fazer disto uma Venezuela de mau gosto. O da Universidade Independente que anda a receber o rendimento mínimo apesar de morar numa casa de mais de 1 milhão e andar a correr mundo a jogar póquer.

Acontece abrir os jornais e voltar imediatamente a fechar incapaz de ler mais notícias de desgraça. É que estas notícias, a mim pessoalmente, retiram-me a capacidade de esperança no futuro e, com ela, a motivação para o trabalho e para a vida em geral. Saber que todo o nosso trabalho e esforço é inútil porque os que nos governam usam-se de tudo apenas para seu benefício pessoal. Sempre. Sem escrúpulos. Sem hesitação. Sem remorso.

 

 

publicado às 13:11


triunfo de vénus

por beatriz j a, em 06.02.10

 

 

François Boucher

 

 

publicado às 20:57


mais um treinador de bancada

por beatriz j a, em 03.02.10

 

 

Neste país toda agente se acha especialista em educação. Desta vez foi o Santos Silva, o tal que, segundo a opinião de Mário Soares, foi bem nomeado para  presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (não por mérito próprio) por ser filho, sobrinho e neto de outros Santos Silvas. Achou por bem partilhar connosco as suas opiniões sobre a educação e os salários dos professores e outras preciosidades na sua qualidade de ...presidente das comemorações do centenário da República.

 

 

 

publicado às 19:38

 

 

Este artigo do Público é excelente. Desmonta o logro das avaliações individuais falsamente objectivas e quantificáveis, mostra os erros trágicos da organização do trabalho contemporânea no modo como destroem o tecido social e as próprias pessoas sem acrescentar qualidade ou melhor produtividade ao trabalho.

Tudo o que aqui é dito se vê nas péssimas leis da educação destes últimos anos.

Infelizmente, como se diz no artigo, o número de pessoas, entre os gestores, suficientemente instruídos para compreenderem as coisas são uma pequena minoria, e como políticos e quejandos seguem as ordens destes, temos o mundo que temos.

A ler na totalidade.

 

publico.pt/1420732

 

 

publicado às 13:32


"acho que você leu pouco"

por beatriz j a, em 02.02.10

 

 

Estava à conversa com uma amiga acerca do facto dos filmes portugueses actuais -salvo raras excepções- serem pouco mais que uma colecção de cenas de sexo para vender bilhetes e publicidade. Na mesma onda, por assim dizer, também os jornais trazem sempre na primeira página, ou mulheres nuas ou estatísticas sobre sexo ou artigos sobre actrizes porno ou sobre a feira do sexo...jornalismo já há pouco e nem disfarçam.

Enviou-me ela um vídeo muito interessante sobre a tendência do jornalismo actual, que é internacional e não apenas nacional e que está de acordo com os políticos que temos e outros (não) especialistas afins.

Aqui uma banda de música, que deveria ser entrevistada por um jornalista acaba por dar uma lição de jornalismo ao jornalista.

 

 

 

publicado às 19:22

Pág. 5/5



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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