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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Hannah Arendt
Is it of the very essence of the truth to be impotent and of the very essence of power to be deceitful? And what kind of reality does truth possess if it is powerless in the public realm, which more than any other sphere of human life guarantees reality of existence to natal and mortal men--that is, to beings who know they have appeared out of non-being and will, after a short while, again disappear into it?
Truth and Politics
tradução
É próprio da essência da verdade ser impotente e é próprio da essência do poder ser mentiroso? E que tipo de realidade possui a verdade se é impotente no domínio publico, o qual, mais do que qualquer outra esfera da vida humana garante a realidade da existência aos homens que nascem e morrem - isto é, aos seres que sabem que apareceram do não-ser e que, passado pouco tempo, voltarão a nele desaparecer?
Verdade e Política
Insultos, rumores e mentiras, queixa-se ele O primeiro-ministro falou durante quatro minutos e repetiu aquilo que tem dito desde que a polémica estalou: não houve indicações à PT para comprar a TVI e o Governo não tem um plano para controlar a comunica&c
Ninguém acredita no primeiro ministro. Toda a gente acredita, mesmo que ele o negue a pé juntos, que ele tentou controlar os jornais, que afastou a Moura Guedes, que está metido no caso Freeport, no caso Cova da Beira, que distribuiu família e amigos nos cargos, que mentiu no Magalhães, que cometeu fraude para arranjar um diploma de um curso superior, que o PGR também mentiu para o proteger...
Toda a gente sabe que o indivíduo que anda no parlamento e nas TVs a falar de responsabilidade é um irresponsável, que anda a falar de excelência e é um incompetente, de ética...
Já se imaginou se lhe rogassem uma praga como naquele filme do Mentiroso Compulsivo de tal modo que o primeiro ministro de repente não conseguisse mentir?

O pesar dos meus amigos
é também o meu tormento.
Cada dúvida, cada queda,
cada lágrima, cada lamento
são também meu sofrimento.
E a angústia está em ver
o que vem lá no caminho
(como se fosse um destino)
e não o poder dizer
porque a vida...
...é para cada um a viver.
bja
As recordações que eu tenho associadas a esta música.....lembro de ouvir isto vinte vezes por dia. Parece que foi noutra vida qualquer. Sempre que preciso de saber como é que os alunos/adolescentes se sentem basta ouvir esta música para andar para trás no tempo e saber exactamente como é o sentir-se adolescente...by the way...os fãs dos Radiohead hão-de reconhecer que eles devem ter ouvido muito esta música...eheh.
Não sou poeta, sou nada
escrevo para não adormecer
para retardar o momento
em que se anula o nascer.
Em tempos habitei o mundo
com o olhar no infinito
buscava um sentido profundo
e acreditava que o mito
se fosse muito bem escrito
podia trazer a luz
fazer renascer o ser.
Depois descobri que a vida
é como o raiar do dia
que anuncia brilho intenso
mas dura apenas instantes
e finda em melancolia.
Cada ocaso que se aproxima
ensaia o que se adivinha.
Quanto mais curta é a distância
mais se acelera o passo
ganho um sentido de urgência
uma angústia pelo que não faço...
Aceito em cada hora o fim
como condição de aqui estar
e isso ninguém faz por mim
ninguém me pode ajudar.
bja
Hell's Bells
I'm a rolling thunder, a pouring rain
I'm comin' on like a hurricane
My lightning's flashing across the sky
You're only young but you're gonna die
I won't take no prisoners, won't spare no lives
Nobody's putting up a fight
I got my bell, I'm gonna take you to hell
I'm gonna get you, Satan get you
CHORUS:
Hell's Bells
Yeah, Hell's Bells
You got me ringing Hell's Bells
My temperature's high, Hell's Bells
I'll give you black sensations up and down your spine
If you're into evil you're a friend of mine
See my white light flashing as I split the night
'Cause if good's on the left, ['cause if God's on the left]
Then I'm stickin' to the right
I won't take no prisoners, won't spare no lives
Nobody's puttin' up a fight
I got my bell, I'm gonna take you to hell
I'm gonna get you, Satan get you
Hell's Bells
Yeah, Hell's Bells
You got me ringing Hell's Bells
My temperature's high, Hell's Bells
CHORUS
Yeow
Hell's Bells, Satan's comin' to you
Hell's Bells, he's ringing them now
Hell's Bells, the temperature's high
Hell's Bells, across the sky
Hell's Bells, they're takin' you down
Hell's Bells, they're draggin' you around
Hell's Bells, gonna split the night
Hell's Bells, there's no way to fight, yeah
Ow, ow, ow, ow
Hell's Bells
AC/DC
Institutos e universidades com novas estratégias para qualificar 100 mil pessoas no activo até 2013 Os 20 politécnicos públicos portugueses vão unir-se num consórcio para oferecer cursos superiores em regime de ensino à distância, através de um novo portal, o "e- -politecnicos". A medida integra--se nas ofertas que universidades e politécnicos públicos estão a preparar para captarem novos alunos entre os trabalhadores, de forma a honrarem o compromisso - previsto no "contrato de confiança" assinado com o Governo - de formarem 100 mil activos até ao fim desta legislatura. "Um dos exemplos que posso dar são os 'Estudos Gerais', um curso que combina um conjunto de áreas de conhecimento, no espírito dos Cursos Gerais da Idade Média", contou. Mas a grande aposta, ao nível da qualificação de activos, vai passar por pós-graduações que permitam "reciclar" os conhecimentos dos licenciados. "Hoje em dia, o drama é muitas vezes ter diploma mas não ter emprego", lembrou. "E por exemplo um engenheiro, com uma formação complementar, pode conseguir esse emprego." Uau!! Cursos de estudos gerais! (seja lá isso o que for - retórica e teologia?)!!! Engenheiros e médicos com formação pelo e-correio!! Uau!! E tudo dentro do espírito da Idade Média!!! UAU!! Que progressos! Idade Média, parte 2, versão rasca...

Dali
Salário de Barack Hussein Obama, presidente dos EUA..... 294.000 EURO/ano (400.000 USD)
Salário de Armando Vara no BCP (2009)................................. 480.000 EURO/ano (653.000 USD)
Salário de Vítor Constâncio: Banco Portugal.......................... 249 448,00 €/ano
Salário de Guilherme Costa: RTP,......................................... 250 040,00 € /ano
O Armando Vara deve ser um tipo mesmo, mesmo, mesmo, valioso para o país. Eu é quie na minha ignorância não estou a ver como.
O pombinha toda a gente sabe que tipo de servicinho faz que tanto vale: serviço de pomba.
Já o da RTP calculo porque é que o governo valoriza tanto o cargo...aquela mentalidade de Goebbels?
Uma lindíssima voz já desaparecida, hélas.
Apesar de a situação variar de instituição para instituição, muitos alunos do universitário e politécnico estiveram vários meses sem qualquer apoio financeiro e só este mês estão a começar a receber as primeiras prestações de 2009/2010.
Isto é indecente: que apareçam milhões sempre que um banco espirre e, ao mesmo tempo, que haja alunos a passar dificuldades para estudarem. Este governo não aposta na educação, não aposta nas pessoas, não aposta no futuro do país.
Ainda há pouco tempo falava com o meu amigo André, que estudou sempre com bolsas (se não fossem as bolsas nunca teria tirado o curso, nem mesmo trabalhando como ele o faz, porque a família não tem, nem teria, dinheiro, nem sequer para pagar o passe que são mais de 100 euros por mês) e que está nesta situação de ainda não ter recebido um tostão da bolsa deste ano para o mestrado (bolsa a que tem direito por ter concluído o curso com média superior a 16). Falávamos da degradação dos serviços de apoio social e de como a geração dele será uma das últimas a poder estudar com bolsas, como ele o fez.
Na escola pública, os alunos muito bons e muito trabalhadores mas sem posses, podiam, até agora, beneficiar da ajuda do Estado nos estudos superiores. Era uma maneira de nós todos, portugueses, apostarmos em pessoas com valor. Mas as coisas mudaram. Agora já é difícil conseguir bolsa em virtude de terem complicado o processo burocrático, de modo a que, penso, as pessoas desistam de tudo.
Depois, querem instituir o sistema americano (que o Obama está a tentar acabar para instituir este sistema que ainda existe na Europa) que é obrigar as pessoas a contrair um empréstimo junto dum banco, e endividarem-se para o resto da vida para poderem tirar um curso, enquento o Estado paga aos bancos por cada empréstimo concedido. Ou seja, em vez do Estado financiar directamente o estudante, financia um banco para que este financiae o estudante. O resultado é que os bancos, neste negócio de intermediários, lucram com este clientes forçados, e os estudantes começam a sua vida sem dinheiro para nada, nem para ter uma casa nem nada de tal modo estão endividados por causa dos estudos.
Pessoas como o André, a quem muito admiro pelo valor que têm de terem conseguido apesar de terem de ir à luta por tudo porque nada têm, no futuro, serão dissuadidas pelo próprio Estado que as devia ajudar.
E tudo isto para quê? Para dar dinheiro a uns e outros amigos que arrebanham votos, mesmo em processos 'pornográficos que dariam muitos milhares de subsídios de desemprego'.
Agumas questões suscitadas pela peça Hanna e Martin:
- todas as questões/problemas têm solução ou algumas são aporéticas?
- é possível o perdão? Se é, é uma coisa admirável ou um sinal de fraqueza,de cedência?
- as ideias são motores da acção humana ou são a sua consequência?
- a moral é contextual ou depende de princípios?
- a educação no sentido de elevação dum povo é possível ou é uma espécie de desejo ou alucinação da ordem da magia, isso de querer que haja uniformidade voluntária do pensar e ser?
- as épocas heróicas da História são as únicas admiráveis ou não?
- os grandes génios pensadores devem estar vivos?
- o amor da Humanidade e o amor ao próximo são incompatíveis?
- as pessoas dividem-se em padrões comportamentais antagónicos?
- a doença mental é uma falha dentro da racionalidade de um padrão cultural, um desvio à norma?
- procurar o sentido das coisas e ser uma pessoa 'normal', despreocupada e sem ansiedades é uma impossibilidade?
- as relações entre as pessoas são fios que se tecem sozinhos e escapam ao controlo da vontade?
MARTIN: I never advocated violence! Not physical violence. Perhaps an intellectual violence. . . . Do you know what Hitler said that first caught my attention? . . . He said that all great ages seek bridges to the heroic past. How could I have resisted that? I wanted to set a clarifying fire that would burn away the weak and corrupted and the inconsequential thinking with which history is littered. That would burn it all down to a thin, splendid thread from them to us. From what is Greek to what is German! . . .
HANNAH: It was so clear what Hitler was from the beginning. I think any second-year graduate student would have slammed the door in his face if Heidegger hadn't been standing there next to him.
HANNAH: You despise humanity.
MARTIN: I believe in humanity! I seek what's highest in it. Accepting every piece of shoddiness and laziness as though the people around you are capable of no better -- that's not love. That's disdain. I loved. I wanted to see Germany become as fine as it could be because I loved. I saw millions come together to meet the highest calling. It turns out, Hannah, that people can be roused. Ordinary people without money, without education. They can be torn away from petty concerns, and they can be roused. I saw it on their faces. I saw it on the faces of 3,000 people who had come together in the public square to hear Hitler speak.
HANNAH: That is a mob. What you are describing is a mob! Three thousand people who have relinquished any individuality, any authenticity, and are no more than herded cattle.

Fui hoje ver esta peça ao Teatro Aberto. Não conhecia o texto da peça. Ia com poucas expectativas, porque uma peça focada na relação do Heidegger e da Arendt tinha que ir para além da relação que eles tiveram quando ela era aluna dele. Tinha de entrar no campo filosófico do pensamento dele (que o conduziu à exaltação do nazismo) e no pensamento dela que é o da filosofia política. Tinha que abordar o tema da necessidade de perdão ou pelo menos de explicação do Heidegger relativamente às escolhas nazis. Tinha que falar do Jaspers, professor e amigo para toda a vida dela.
Parecia-me muito difícil estas abordagens complexas, sem as quais qualquer iluminção da relação entre ambos seria muito pobre.
Bem, enganei-me em tudo! A peça está muito bem escrita. Revela aos poucos, o fascínio que cada um deles exerce no outro, as ideias filosóficas dele que se ligam ao futuro da Alemanha, a relação (física) entre ambos, e depois a clivagem, política e filosófica, entre eles. O diálogo final entre ambos que retrata o momento em que ela regressa à Alemanha e vai vê-lo e discutem as opções dele durante a guerra é duma força dramática que surpreende. A desilusão dela e a incapacidade dele em redimir-se do passado estão tão bem representadas por aqueles dois actores que nos prende completamente. Para quem conhece a história da filosofia e destes dois personagens, com o fascínio que ele tinha pelos gregos e as marcas que a condição de judia deixam nela que até então se considerava uma alemã de pleno direito (e de que o culpa como conivente com o regime) toda essa cena ganha um significado muito profundo.
A encenação é excelente. A cena dela ir pela primeira vez ao gabinete dele toda a girar em torno do casaco e do bule e chávena de chá, é preciosa.
A mesa posta na cena final da discussão deles é uma natureza morta ali em nossa frente.
A inteligência como marcam o tempo (a peça abarca trinta anos da relação entre eles) e os espaços no desenrolar das cenas.
Todos os actores são muito bons. Alguns têm pequeníssimo papel mas representam-no muito bem. Fiquei impressionadíssima porque a peça é muito difícil de representar, com extensos diálogos de cariz filosófico mas com imensa carga emocional sempre presente na teia de relações entre eles e os actores estiveram à altura dela.
É intensa.
"Eu confio muito em mim e por confiar muito nas minhas capacidadees e nas minhas convicções, dizem que sou autoritário".
Serviu a explicação para aconselhar os socialistas presentes a verem o filme de Clint Eastwood "Convictus", que logo alguém emendou para "Invictus", sobre a ascensão do líder do Congresso Nacional Africano (ANC), e primeiro presidente da África do Sul, Nelson Mandela.
Aos presentes, o secretário-geral apontou Mandela como "o exemplo de uma verdadeira liderança", já que, "por vezes, liderar é ir contra a vontade daqueles que nos rodeiam". E se a Oposição quer que o PS tenha outro líder "Azar! Porque o líder sou eu".
Demais!! Demais!! ! O tipo confunde as suas ignoranrtes teimosias com convicções como se ser teimoso fosse o mesmo que ser convicto.
COMPARA-SE AO NELSON MANDELA!!!! Demais!! Este homem é ridículo e não tem noção das suas limitações. E o que é confrangedor é vermos o PS, pessoas adultas, a ouvi-lo como crianças que o papá mandou reunir e a quem passa um sermão com conselhos para a vida. E conclui dizendo 'o chefe sou eu e acabou-se a conversa' e ninguém lhe explica que em democracia o chefe é quem nós quisermos que seja.
Pois se o Ps está assim menorizado por um pobre de espírito promovido a chefe, muita coisa se percebe com clareza. Nem era possível o país estar de outro modo com uma pessoa destas a mandar.
Uma pessoa lê uma notícia destas e é tudo tão patético que até sente o estômago às voltas.
Mais de nove mil professores reformaram-se nos últimos dois anos, muitos antecipadamente. Números acima das expectativas dos sindicatos, mas que não surpreendem dada a contestação às políticas para o sector da educação nos últimos anos, e, sobretudo, em 2008. O degradar das condições de trabalho nas escolas é uma das razões apontadas para os números. Aposentações que, em muitos casos, representaram perdas significativas na reforma.
Há professores que se reformam com perdas de 40%. Estão fartos e com receio que se esperarem venham a perder ainda mais. Lá na escola as pessoas estão à espera de saber se a lei tem aplicação retroactiva, desde Janeiro, ou se só vale a partir da data da publicação do diploma. Se for este o caso metem o papel para a reforma.
É terrível pensar que estamos todos a pagar pelo facto de sermos governados por putos, deslumbrados, e gente sem escrúpulos, qualidade e cabeça. E não é só cá. A Inglaterra, afinal, tem um déficit maior que o grego. O sistema de educação deles, que imitamos muitas vezes, está no caos.
Vejo o Obama nos EUA a fazer tudo aquilo que devíamos aqui fazer e não fazemos. Mais! Vejo-o a fazer o que a Europa fazia com sucesso e deixou de fazer para imitar o que os EUA faziam mal, nomeadamente na educação, enquanto que aqui continuamos a destruir o que tinha potencial de crescer bem e a deixar em seu lugar, o caos.
just like that
O cantor Elton John afirmou, em entrevista à revista “Parade", que Jesus Cristo era “gay” e “super inteligente”.
“Penso que Jesus era um gay compassivo e super inteligente, que percebia os problemas da humanidade”, disse o cantor homossexual de 62 anos.
O autor de "Nikita" também comenta a atitude do fundador da igreja católica perante a vida e a posição de outras religiões em relação à homossexualidade: ”Na cruz, ele (Jesus) perdoou aqueles que o crucificaram. Jesus queria que nos amássemos e nos perdoássemos. Não sei o que torna as pessoas tão cruéis. Tente ser uma lésbica no Médio Oriente… é morta”.
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