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Já começam as barracas

por beatriz j a, em 10.12.09

 

 

 

 

Ministério diz que nunca nomeou directora regional de Educação do Centro  P

O Ministério da Educação (ME) enviou hoje uma nota à comunicação social em que afirma Beatriz Proença “nunca foi nomeada Directora Regional de Educação do Centro” (DREC).

Certo é que, para além de ter enviado mensagens electrónicas às direcções das escolas apresentando-se como detentora do cargo, Beatriz Proença chegou a ocupar, durante alguns dias, um gabinete da DREC, em Coimbra.

 

Cada vez parecem mais os outros mesmos...

publicado às 03:10


All you need is love

por beatriz j a, em 09.12.09

 

 

Hoje estive a ver o filme I Am Sam com uma turma. Sam é um indivíduo com traços de autismo e retardamento mental que luta pela custódia da filha, que se chama Lucy em homenagem à música dos Beatles, Lucy in the Sky with Diamonds que, como toda a gente sabe, se diz representar as iniciais daquele ácido alucinogénico (LSD) que à época tantos músicos tomavam com desfechos trágicos.

Seja como for, porque Sam é um personagem de amor, literalmente, e é fã dos Beatles, das músicas deles que passam no filme escolhi esta (por saudosismo, também).

(o Mick Jagger, muito novinho também, está na assistência)

 

 

 

 

publicado às 20:38


elogio do prof.

por beatriz j a, em 09.12.09

 

 

'Roubado' agora mesmo do blog do MUP. Como por aqui se vê, os países que têm pior sistema público educativo são os que, não por coincidência, mais mal tratam os professores.

 

 

 

 

publicado às 20:21


avaliação II

por beatriz j a, em 08.12.09

 

 

Aqui há uns meses li um artigo no New York Times sobre uma experiência de avaliação de professores num dos Estados (já não lembro qual) que ia ao encontro daquilo que penso sobre este assunto. Sei que guardei isso mas não sei onde, tenho que procurar. Saía caro mas funcionava mais ou menos a contento de todos.

 

Na avaliação de professores parto de alguns pressupostos:

 

Ponto prévio: a avaliação serve para melhorar a escola, torná-la mais eficiente, mais profissional, mais capaz de ensinar e acompanhar os alunos. O seu objectivo é pedagógico. Não serve para punir professores, que não são foragidos da justiça (deixamos isso a cargo de certos sucateiros amigos dos amigos do primeiro ministro)

1. Um professor faz-se com o tempo. À formação académica inicial junta-se depois a experiência. Nas profissões onde tudo depende do modo como se estabelecem as relações humanas ( sobretudo aqui que lidamos com pessoas em formação e mudança) a experiência é fundamental e isso não é coisa que possa ser avaliada mês a mês, ou aula a aula.

2. A formação inicial é trazida das faculdades onde depois, ou a par da licenciatura as pessoas têm uma formação e treino específicos para o ensino, com cadeiras próprias, aulas assistidas, provas, trabalhos, exames, etc. Se no fim de tudo isso os seus professores/orientadores o consideram apto para o ensino, temos que aceitar a competência desses professores. Não vejo nenhuma razão minimamente plausível para ainda terem que fazer uma prova para entrar na carreira. Se o governo suspeita da qualidade de uma faculdade ou curso, faça-lhe uma auditoria.

3. Quanto à experiência, não há maneira de a acelerar artificialmente. É mesmo assim. Alguns professores ajeitam-se rapidamente à profissão outros levam mais tempo, outros nunca se ajeitam. Uma coisa que ajuda muito é não terem experiências péssimas no primeiro ano em que vão para a uma escola, com turmas péssimas e deixados mais ou menos à deriva. Eu defendo há muito que um professor novo, pelo menos no primeiro ano em que dá aulas, devia ter um 'buddy' dentro da escola. Um professor experiente que servisse de conselheiro e apoio permanente. Fazia imensa diferença para a eficiência e profissionalismo desse professor no futuro.

4. Toda a questão das aulas assistidas (2 por ano, ou 3 por ano, ou o que for) não faz sentido. O professor que assiste não é certificador da licenciatura do outro! Mesmo que seja com colegas do mesmo grupo, o que é que um professor pode ajuízar dessas aulas sobre o mérito de outro? Nada. Pode dar opiniões,mas opiniões cada um tem a sua sobre a melhor maneira de dar esta matéria ou de apresentar um conteúdo ou de incentivar uma discussão ou um trabalho de grupo. Uma opinião não é melhor que outra só por ser do delegado ou do coordenador. Eu não reconheço competência à minha coordenadora para me avaliar, assim como não reconheço em mim competências para a avaliar a ela. Aliás,não me parece que possa haver competência, seja de quem for, para se avaliar nesses termos.

Para mim a assistência às aulas faz sentido apenas em 3 casos, mas que não contribuiriam, formalmente, para a progressão na carreira:

a) o director da escola tem a obrigação, porque é a autoridade máxima da escola, de ir regularmente assitir às aulas dos professores. E não precisaria de avisar. É da sua obrigação inteirar-se do trabalho dos professores e não é nada demais ir assistir a aulas. Tem obrigação de ir falando com as pessoas, seja para chamar a atenção de problemas como para motivar por trabalho bem feito. Isso seria uma atitude de prevenção, de tomar o pulso à sua própria escola, de poder fazer um diagnóstico das dificuldades e de formar um perfil dos professores, o que é útil para saber quem é melhor nisto e naquilo e pior nisto e naquilo. Porque os professres raramente são bons em tudo. Podem ser bons dentro da sala de aula e não ter jeito para organizar visitas de estudo; podem ser bons a planear actividades mas não a levá-las à prática,podem ser muito bons num cargo e muito maus noutro. Tem a ver com maneira de ser das pessoas.

b) o próprio professor, porque não tem experiência, por exemplo, ou porque não está a saber lidar com uma turma, pontualmente, por exemplo, pode pedir para um colega mais experiente - o buddy(?) - para ir assistir a aulas e dar opinião sobre o que poderá melhorar, ou o que estará a correr mal. É claro que se isto entrar na progressão da carreira o professor nunca pedirá ajuda e prefere aguentar seja o que for e não melhorará, muito antes pelo contrário...

c) um professor está a dar problemas. Há queixas constantes de pais, de funcionários, de alunos, etc. As aulas não funcionam minimamente. Aí deve-se assistir às aulas com objectivo formal de avaliar até que ponto o professor está desajustado da profissão.

 

A avaliação dentro da escola quanto a mim far-se-ia na vertente do trabalho na escola - todo o trabalho, o que significa que os cargos não podem ser reservados para alguns - desde as aulas à direcção de turma, etc., para o qual o professor deve fazer um relatório do que foi o seu trabalho nos anos em que está em avaliação e o seu currículo em termos de formação. Sem grelhas ou cenas parvas ou provas jurídicas. A secretaria tem o registo do professor com os dados pertinentes e o professor juntará nesse relatório tudo o que entende que mostrará melhor o que fez.

O Director tem obrigação de conhecer o trabalho dos professores. Tem obrigação de ir falando com as pessoas. Se tem dúvidas, chame o professor e pergunte o que tem a perguntar. Pode pedir a outros professores ajuda, criando uma comissão com professores mais experientes ou consensuais para ajudar nesse trabalho. Parece-me pouco complicado.

O director poderá entender que o trabalho de um professor foi excepcionalmente meritório. Ou o próprio professor poderá entender que o seu trabalho foi excepcional. No primeiro caso o director propõe, fundamentando, que esse professor tenha alguma recompensa, que até pode ser em dinheiro, mas que não está associada ao cargo. É uma recompensa que o professor recebe duma vez só. Ou o próprio professor o pede e fundamenta e o director dará, ou não, seguimento a esse pedido, fundamentando a sua decisão.

Considera-se excepcional aquele que tem uma prestação positiva e muito acima do seu dever profissional, para que os professores não se ponham todos, com o maior despudor e sem vergonha, a dizer que são excepcionais como aconteceu depois das leis da ministra horrorosa. Não há professores excepcionais, quer dizer, excepcionais em tudo, o tempo inteiro. Há professores que num ano, ou num período foram excepcionais, no trabalho que lhes foi atribuído, ou que foram excepcionais num determinado cargo, o que é diferente. O facto de alguém se distinguir num ano, ou num cargo ou função excepcionalmente e se por isso premiado, relativamente a esse cargo, trabalho ou função não faz dos outros piores professores. Acho que as pessoas não entendem isso. Por isso não faz sentido que um professor tenha que ser excepcional para progredir na carreira. Excepcional foi o filósofo Sócrates que até morreu a defender os seus ideais pedagógicos. Não estou a ver as escolas portuguesas, ou outras, com professores dessa estatura...ou até em outras profissões.

É evidente que não poderá haver quotas para um professor que cumpre como deve ser o seu trabalho ser impedido de progredir na carreira. Não faz sentido ser punido por bem cumprir o seu trabalho.

A avaliação do trabalho na escola não me parece complicada. O professor trabalha, faz um relatório do seu trabalho, o director está atento, como cabe a quem é chefe, e acompanha e avalia. Tem um comissão que ajuda a apreciar os relatórios. Que poderá ser do Conselho Pedagógico, ou não. Devem ser pessoas com experiência e inteligência, de preferência a idiotas que se usam dos cargos para auto-promoção e chatear colegas com poderzinhos.

A esse respeito parece-me claro que o Director e todos os outros que compõem a direcção deveriam ser eleitos e  limite de mandatos.

O que se passa nas escolas é escandaloso com pessoas a permanecerem nos lugares 10, 15, 20 anos a fio, porque começaram por tapar os lugares com cargos para os amigos submissos (por isso, geralmente, os menos capazes, para pagarem o favor com obediência). A certa altura são autênticos ditadorzinhos nas escolas e não trabalham para as escolas mas para si próprios, exclusivamente,

 

Depois, podia, e devia haver, quanto a mim, uma avaliação exterior à escola que seria paralela à outra interior feita pelo director. Foi sobre uma avaliação destas que li aquele artigo.

A avaliação, interior e exterior, far-se-ia de 4 em 4 ou 5 em 5 anos para que não saísse tao cara e trabalhosa. E para que os professores se dediquem mais ao ensino e menos a fazer portfolios auto-promocionais e dar graxa às coordenadoras/avaliadoras que adoram ter gordurosos a lambuzá-las..

Mas sobre essa outra avaliação escrevo amanhã, ou isso...

 

 

 

publicado às 18:54


avaliação e mérito

por beatriz j a, em 08.12.09

 

 

DN

 

OCDE diz que prémios associados à avaliação motivam professores

 Organização internacional comparou sistemas de vários países e considera que atribuição de recompensas, nomeadamente de natureza pecuniária, é uma forma eficaz de motivar os professores e melhorar a qualidade do ensino em geral

Formas “eficazes de avaliar e recompensar os professores”, nomeadamente através de prémios monetários, “podem ajudar a atrair e conservar pessoal docente de alta qualidade”.

A conclusão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que não deixa de avisar que “nenhum modelo se aplica a todos os países”, e que o sucesso destes programas depende sempre da consulta adequada dos parceiros, incluindo os professores e os sindicatos.

 

Não acredito nesta solução de dar dinheiro, nem na profissão de professor nem em outras, quando se trata de serviços públicos.

Aliás, viu-se o que aconteceu com os prémios na administração pública: como fomentaram a corrupçao e o compadrio e tiveram responsabilidade de leão em levar o país à ruína.

Nas escolas, foi o mesmo: deram-se prémios de títulos que correspondiam a dinheiro aos piores que andavam e andam nas escolas (que me perdoem as excepções, que existem), os que andavam nos últimos anos (sete) a apoiar as políticas do poder, os que andavam há anos e anos nos Conselhos Executivos por não terem lugar efectivo nas escolas e terem medo de ir parar a 'cascos de rolha', os que lá iam ficando por não gostar nada de dar aulas, os que aproveitaram não ter horários a cumprir nos CEs para irem tirar aqueles mestrados de tanga nas ESEs com orientadores e professores eles mesmos fugidos às escolas primárias e postos ali por não terem entrada noutros sítios, etc.

O resultado desses prémios está à vista: é essa gente que define as políticas nas escolas e em algumas dedicam-se exclusivamente a chatear e perseguir colegas. O que nas escolas as pessoas fizeram umas às outras pelo dinheiro que vinha com o título foi o pior legado da outra mulher.

E não venham dizer que se arranjaria um sistema de avaliação que detecteasse o mérito porque isso nunca acontecerá, a não ser como excepção e não como regra. Quem manda quer mandar e premeia os que o apoiam, e mais nada. É esse o critério.

Os lirismos que tenho lido sobre a avaliação, sobre as aulas assitidas e portfolios e entrevistas e avaliação tipo confissão auto-crítica entre colegas como se isse fizesse sobressair quem tem mérito...

 

 

publicado às 18:16


com pais destes quem precisa de inimigos?

por beatriz j a, em 08.12.09

 

 

As reviravoltas da vida do Pequeno Saúl... que entretanto cresceu E

Aos 7 anos, o Pequeno Saúl enchia recintos e vendia milhões. Mas aos 18 anos descobriu que só tinha 14 euros na conta bancária, entregue à sua sorte pelos pais. Quis deixar de cantar, pensou em matar-se. Aprendeu a dura lição da vida. Este mês lança novo álbum. 

Estes pais chularam o filho até ao osso. Depois abandonaram-no, a ele e aos irmãos (são 5 ao todo) deixando-lhe 14 euros no banco e fugiram para Londres.

A ideia de que todos os pais gostam dos filhos querem o melhor para eles é uma grande mentira. Há pais que são o inferno dos filhos.

Felizmente são uma minoria...acho.

 

 

publicado às 17:58


o pior ministro

por beatriz j a, em 08.12.09

 

 

 

08 Dezembro 2009 - 00h30 CM

S&P dá nota negativa à economia portuguesa e não acredita na redução do défice

Dívida pública mais cara

A agência de rating Standard & Poor’s (S&P) baixou ontem de "estável" para "negativa" as perspectivas sobre o risco de incumprimento das obrigações decorrentes da dívida pública portuguesa, que, segundo todas as previsões internacionais, poderá rondar os 90% do Produto Interno Bruto (PIB) dentro de dois anos.


A S&P não acredita que Teixeira dos Santos consiga reduzir o défice.

 

Eu também não acredito. Então o tipo não foi classificado como o pior ministro da UE na pasta que ocupa?

O que acho graça é que se um professor não tiver pelo menos muito bom não progredirá na carreira, mas os políticos podem até ser os piores funcionários que não tem importância: até são convidados para permanecer no posto - para se ter a certezinha absoluta que são mesmo maus?

É verdade que para mim não é o pior sózinho. Há, pelo menos, 4 piores exequo, um dos quais era uma e está agora de férias, no que foi substituída por outra que parece querer imitá-la no mau serviço.

 

 

publicado às 08:27


feeling like this

por beatriz j a, em 08.12.09

 

 

Don't know why...

 

andrew campbell

 

 

 

 

publicado às 07:49


copenhaga

por beatriz j a, em 07.12.09

 

 

 

Está o planeta dependente dos políticos em Copenhaga. Se o Obama, que é o mais 'verde' presidente dos últimos 20 anos não conseguir nada, ficaremos com a corda na garganta.

A mim, o que me custa é ver que foi a minha geração que lixou o planeta depois da guerra, quando tinha os conhecimentos e os meios de ter escolhido outro caminho. Isso e pensar que deixamos para as gerações seguintes problemas maiores - e nem sequer nos preocupamos em educá-los, formá-los, para enfrentarem esses problemas.

É triste.

 

 

 

publicado às 21:06


É preciso ver para além dos títulos

por beatriz j a, em 07.12.09

 

 

Li hoje no Público uma notícia que me parece paradigmática também do que se passa na educação, e que mostra como é importante ler para além dos títulos e pensar um pouco sobre o que é que a notícia realmente diz.

Dizia a notícia que a FCEE da Universidade Católica aparece no ranking do Financial Times. Apesar de ter descido de posição relativamente ao ano passado, está bem posicionada no conjunto europeu. A notícia diz depois quais as universidades, em cada país, que estão melhor posicionadas. Lá para o fim, um pequeno parágrafo informa-nos que o critério do ranking é o emprego/ordenado das pessoas que saem do curso. As universidades referidas são, nos seus países, particulares e das mais caras.

Ou seja, se eu sou uma empresa que vive na lógica do mercado capitalista na sociedade política actual e preciso de um ou dois licenciados, onde vou recrutá-los? Será que tento arranjar o melhor? Vou a uma universidade pública, sabendo que é aí que se encontram os que mostraram ter melhores médias, mais motivação e empenho, embora me arrisque a que esses sejam provenientes de famílias mais modestas? Ou vou à Universidade Católica, onde sei que quem lá estuda tem poder económico e, consequentemente, influência social e até política? O que é que valorizo mais? É óbvio que valorizo alguém que me dá acesso a uma potencial rede de pessoas influentes, já que isso é o que, no fim de contas, interessa.

Muitos empregadores, hoje em dia, dizem à boca pequena isso mesmo: que o que interessa é ir buscar alguém que venha de certo estrato social. Que sabem que muitas vezes os melhores alunos estão em outras faculdades para onde tiveram que concorrer mostrando o seu mérito. Mas que, apesar de serem de qualquer modo de classe média (hoje em dia é raro um pobre chegar à faculdade - o ensino público quase não o permite) não serão a elite entre os que têm muito dinheiro e influência, e é isso que interessa (como o caso da rede de conhecimentos do sucateiro o demonstra).

Quer isto dizer que o curso da universidade católica não é bom? Claro que não quer dizer isso. Mas também não quer dizer que seja melhor que os outros. Só quer dizer que têm os alunos com mais posses. E as outras universidades do ranking são a mesma coisa: é a Business School inglesa, a outra da Suiça, etc.

As pessoas que frequentam essas escolas têm geralmente melhor empregos? Sim, mas não por serem melhores. Apenas porque alimentam a lógica desta sociedade onde o mérito não conta, o que conta é seres filho ou sobrinho deste ou daquele e o papá ter um iate na marina.

 

As notícias que aparecem muitas vezes sobre as escolas e a educação são também capciosas, como esta. Partem do pressuposto que os que têm os títulos e os cargos são melhores, porque os conseguiram, quando às vezes conseguiram-nos por outras razões muito alheadas do mérito.

Mas isso é para o próximo post que este já vai longo.

 

 

 

publicado às 20:05


may the force be with you

por beatriz j a, em 07.12.09

 

 

 

 

A Lucasfilms pôs à venda pen drives da Star Wars.

Comprei o Darth Vader. Também existe o Chubaka e o R2D2.

Bué de giro...lol

 

 

 

 

publicado às 20:04


avaliação entre pares

por beatriz j a, em 07.12.09

 

 

Li um post no blog ProfBlog sobre avaliação interpares. Estou completamente de acordo. Isso seria a instauração de uma guerra civil nas escolas que acabaria com o que resta de ânimo aos professores. Mais, não entendo como é que isto não é evidente para os professores.

Entendo que os sindicatos não vejam isto porque estão há muito tempo fora das escolas e têm um hábito de trabalho corporativo. 'Conspiram' em conjunto, assentes nos mesmos princípios e para os mesmos fins. Mas as coisas não são assim nas escolas.

É muito raro um grupo disciplinar funcionar muito bem do ponto de vista da confiança entre pares. Há pessoas que são colegas nas mesmas escolas há 10, 15 e 20 anos e têm grande volume de contencioso entre si. Já foram opositores para cargos ou em Conselhos Pedagógicos, ou um deles passou à frente dos outros por se fazer amigo do chefe, outro fez queixa de um outro, outro ainda acha que fulano de tal é péssimo professor e boicota-lhe o trabalho (às vezes dentro da sala de aula, com os alunos), outro que quis muito ir para um cargo destruiu definitamente a relação com 2 ou 3 para isso, etc. Tudo isso se agravou com os titulares. Há grupos onde os professores, para serem titulares, fizeram coisas, no mínimo, vergonhosas...

Engana-se quem pensa que não existe política nas escolas e é ingénuo quem pensa que os professores são pessoas sem motivações pessoais.  Se a isto acrescentarmos a ideia de que entre eles uns serão avaliados com bom outros com muito bom, teríamos que os grupos deixariam até de comunicar entre si. Entrariam em guerrilha permanente, intestina  e corrosiva.

Tudo o que mine a possibilidade, a capacidade dos professores colaborarem uns com os outros não serve o ensino, antes pelo contrário.

 

 

 

publicado às 08:38


David Gray

por beatriz j a, em 07.12.09

 

 

 

 

publicado às 08:09


Berlusconi, Sócrates e os professores

por beatriz j a, em 06.12.09

 

 

 

 

Em Itália 500.000 pessoas manifestam-se contra a incompetência, a corrupção, a ameaça de totalitarismo e a vulgaridade do primeiro ministro que têm.

Cá em Portugal com um primeiro ministro idêntico em incompetência, tendências totalitárias, vulgaridade e suspeitas de corrupção o que faz o povo? Nada. Continua a dar-lhe o voto. Com uma excepção: OS PROFESSORES, que já saíram à rua mais que uma vez, em números de milhares e que lhe tiraram a maioria absoluta nas últimas legislativas.

Já o disse várias vezes e repito: a classe dos professores parece ser ter sido a única a perceber desde muito cedo o calibre dos que nos governam e parece ser a única que, ainda hoje, está disposta a dar o corpo ao manifesto para não deixar que façam à educação o que estão a fazer à justiça e, portanto, à democracia: quebrá-la, manietá-la, instrumentalizá-la.

 

SÓCRTAES ÉS MUITO MAU: DEMITE-TE E LEVA CONTIGO TODA A SUCATA!

 

 

 

publicado às 10:20


victor jara

por beatriz j a, em 06.12.09

 

 

Tantas vezes ouvi (e cantei) isto - com espírito romântico e não político, é certo...usávamos o Che na lapela ao lado do simbolo dos hippies.

Por ironia do destino e maldade dos carrascos deste mundo também o Jara veio a ser assassinado.

 

 

 

 

publicado às 09:54


como os pequenos imitam os grandes

por beatriz j a, em 06.12.09

 

 

Ontem quando fui à baixa entrei numa sapataria porque ao passar olhei e vi lá dentro uma senhora que conheço há muitos anos como vendedora de outra loja ali perto, que costumava ser uma loja com roupas de marcas caras e está em pré-falência.

Disse-me que esteve 6 meses no desemprego depois de sair da loja com 3 ordenados em atraso. Que foi a última das empregadas a sair porque estava lá há 15 anos e foi resistindo.

Contou-me que os 2 filhos da dona eram rapazes com a mania das grandezas que levavam uma vida de luxo, embora não trabalhassem; que andavam sempre em discotecas e jantaradas entre Lisboa e o Algarve com carros a condizer; que a certa altura começaram a ir ao dinheiro da loja para pagar dívidas; já com dívidas construiram uma vivenda com materiais importados muito caros; iam para a loja gabar-se das viagens a Nova Iorque e de todas estas despesas; a dona meteu-se em grandes despesas também; é claro, a certa altura não havia dinheiro para pagar aos fornecedores, nem aos empregados; a dona da loja, que tinha boa reputação, perdeu-a e, com isso, o crédito da banca também se foi; as marcas tiraram de lá as mercadorias: os empregados ficaram sem salário.

Disse-me que recebeu o último ordenado há pouco tempo porque soube que a dona da loja ia fazer um cruzeiro com amigos e arranjou maneira dela saber que ia aparecer no dia da partida, mais a filha, para se despedir dela e lhe dizer que ia em cruzeiro com o seu dinheiro.

 

Este caso é o espelho do país. Portugal é a loja dos nossos governantes. Também eles e os seus amigos levam uma vida de luxo, embora sejam uns incompetentes e muitos vivam de aldrabices e artimanhas. Parasitas deslumbrados, fogem ao fisco e vivem para ostentar. Mesmo já cheios de dívidas continuam a gastar consigo e com os amigos, para dar uma de ricos, como se a realidade fosse uma telenovela. Entretanto, os empregados, que são o povo, que se lixe no desemprego.

E como podem, porque mandam, de vez em quando sobem os impostos, como fazia o xerife na história do Robin dos Bosques. E quandos lhes apetece ainda vêm a público dizer que a culpa é dos trabalhadores que não prestam, ou dos professores que são verbo de encher neste país.

Se as pessoas são sempre as mesmas como há-de o país mudar?

 

 

 

publicado às 08:33


Poesia de verdades eternas

por beatriz j a, em 06.12.09

 

 

 

donato giancola


 

 

Ser ou não ser... Eis a questão.

Que é mais nobre para a alma:

suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso,

ou armar-se contra um mar de desventuras

e dar-lhes fim tentando resistir-lhes?

Morrer... dormir... mais nada...

Imaginar que um sono põe remate

aos sofrimentos do coração

e aos golpes infinitos

que constituem a natural herança da carne,

é solução para almejar-se.

Morrer..., dormir... dormir... Talvez sonhar...

É aí que bate o ponto. O não sabermos

que sonhos poderá trazer o sono da morte,

que nos põe suspensos.

É essa idéia

que torna verdadeira calamidade

a vida assim tão longa!

Pois quem suportaria o escárnio

e os golpes do mundo,

as injustiças dos mais fortes,

os maus-tratos dos tolos,

a agonia do amor não retribuído,

as leis morosas,

a implicância dos chefes

e o desprezo da inépcia contra o mérito paciente,

se estivesse em suas mãos obter sossego com um punhal?

Que fardos levaria nesta vida cansada,

a suar, gemendo,

se não por temer algo após a morte

- terra desconhecida

de cujo âmbito jamais ninguém voltou

- que nos inibe a vontade,

fazendo que aceitemos os males conhecidos,

sem buscarmos refúgio noutros males ignorados?

De todos faz covardes a consciência.

Desta arte o natural frescor de nossa resolução

definha sob a máscara do pensamento,

e empresas momentosas se desviam da meta

diante dessas reflexões,

e até o nome de ação perdem."

 

Shakespeare, Hamlet

 

 

 

publicado às 05:00


Natal? Que Natal?

por beatriz j a, em 05.12.09

 

 

 

 

Começa a haver um cheiro a Natal no ar. Hoje fui de manhã à baixa aqui em Setúbal. Deprimente. Muitas lojas fechadas com ar abandonado e papéis que dizem 'vende-se' ou 'trespassa-se'. As paredes sujas de graffittis sem arte. Um ar pesado. Pessoas que vêem as montras ou andam nas lojas, mas sem aquele ar alegre e um pouco leve que costumava caracterizar estes rituais do Natal das compras e papéis de embrulho e laços brilhantes e intervalos para sentar num café a beber um chocolate quente...é mais com aquele ar de quem cumpre um dever para manter uma ilusão de normalidade numa vida com pouca alegria e quase sem esperança.

Quem nos governa anda longe destas coisas que ajudou a criar e persiste em manter.

Democracia deveria ser também as pessoas não se oferecerem para cargos para os quais não têm valor e competência e não impedirem, por vaidade e interesse próprio, que os que têm esse valor ocupem esses cargos.

Estamos no mesmo país. O país que é pobre não é só o dos pobres, é também o dos (poucos) ricos. Quem destrói o país destrói, ao mesmo tempo, a sua própria casa.

 

 

 

publicado às 13:30

 

 

Enviado pela Cecília:

 

 

A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)

Especialistas reunidos em Espanha


Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.

Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..

'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.

Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.

A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.

'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.

'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

 

 

 

publicado às 19:44


eu estou com os movimentos

por beatriz j a, em 04.12.09

 

 

Estive a ler o texto de 2 de Dezembro do blog da APEDE. Estou completamente de acordo com o que ele diz.

Há agora uma corrente que diz que tem de haver quotas na progressão da carreira a não ser que se seja excepcional...?! Mas que sentido faz isso? Os professores fazem o mesmo trabalho, cumprem as mesmas funções - leccionar, dirigir uma turma, ser delegado do grupo ou coordenador do departamento, etc. Se as pessoas cumprirem as suas funções como deve ser, devem ser impedidas de progredir na carreira? Porquê? E, sobretudo, para quê? Para poupar os 20 milhões que hão-de ir parar a um político que foge ao fisco? A um banqueiro? A um qualquer da bola?

E seria o fim fazer dos agora titulares os futuros relatores. Isso seria o reforço do erro da divisão da carreira e subsequente promoção dos carreiristas...pô-los agora a avaliar os outros? Que são colegas? E ter que fazer trabalhinhos em portfólios? Isto parece um gozo da outra senhora de má memória que estragou isto isto.

Dantes os cargos eram mais ou menos rotativos. Calhava a todos serem delegados de grupo ou coordenadores ou directores de instalações, etc. Isso era muito positivo porque nesses anos os professores eram obrigados a conhecer melhor a escola como um todo, para além das suas turmas, obrigava a conhecer melhor a legislação, punha as pessoas a participar das decisões pedagógicas da escola, o que dava um sentido de coesão aos grupos, etc. Isto tudo sem nunca perder a ligação à leccionação que é o cerne do trabalho do professor. Agora são um grupo de submissos ao poder (os titulares) quem ocupa esses cargos permanentemente. Quase não têm turmas e dedicam-se a chatear os colegas com burocracias idiotas.

O Conselho pedagógico não era meramente decorativo e tinha representação de todos os grupos disciplinares, o que é muito importante, porque a visão dum professor de matemática e de um professor de artes é muito diferente. A presença dos grupos dava à escola diversidade e dinamismo. As decisões do Pedagógico reflectiam essas diferentes sensibilidades que ajudam à riqueza intrínseca de uma escola. Agora aquilo é um orgão de moços de recados e muitas vezes nem sabemos bem o que lá se passa.

Esta ministra mostra não querer corrigir erros, mas antes reforçá-los.

Ainda bem que os movimentos de professores não desapareceram, estão atentos e activos. Eu estou com eles. Isto já não se aguenta.

 

 

 

publicado às 18:42



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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