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How to welcome and nurture the poets and painters of the future
“To have great poets,” as Whitman said, “there must be great audiences too.” The matrix of culture will become impoverished if there are not enough gifted artists and thinkers produced: and since universities are the main nurseries for all the professions, they cannot neglect the professions of art and reflection.
... que não florescem em ambientes hostis. A importância do ensino das Humanidades e da disponibilidade para aceitar e apoiar estudantes que não correspondem ao actual perfil de sucesso: querer ser líder, ser extrovertido, dar nas vistas, seguir um curso científico, etc.
Quem é que, amanhã, apoiará e sustentará a cultura de um país senão os que hoje estudam? E, se são educados no desconhecimento ou, pior, no desprezo da cultura, das humanidades, como entenderão a importância de as preservar? (Não temos nós exemplos tão dramáticos entre os governantes do nosso passado recente de pessoas que não entendem e, por isso descuram, a cultura e as artes?) Como diz Whitam, para que haja grandes poetas é necessário haver também grandes audiências.
O que sobrevive às civilizações concretas é a sua cultura, os seus filósofos, os poetas, os artistas. Não as pedras, mas as ideias que as possibilitaram. Na Universidade de Harvard querem forjar os criadores duma grande escola de Filosofia, Poesia, Literatura, etc., que possa tornar os EUA transcendentes no tempo, muito depois do declínio da sua civilização, à maneira da Grécia e de Roma: através da perenidade das suas ideias e artes.
O que noto é que, enquanto uns países trabalham para forjar um contexto que permita o crescimento e enriquecimento da sua cultura, outros trabalham para a destruir, defendo explicitamente a inutlidade de todo o ensino não científico, a necessidade de reduzir todo o ensino a uma grelha matemática e todo o estudante a um caso de sucesso.
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