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As ciência experimentais, por questões de interesse próprio ligado ao poder terreno, alimentam a ideia de que o seu rigor científico, derivado do método experimental e da matemática as torna infalíveis, completamente fiáveis e superiormente verdadeiras. Depois pagam esse dogmatismo de vários modos, sendo este da notícia um deles.
As ciências serem exactas não é igual a serem infalíveis e verdadeiras. A não ser que os cientistas em causa estivessem a ver os sismógrafos aos pulos e tenham decidido ir beber café e não dizer nada a ninguém, o que seria negligência condenável, não vejo como se pode condená-los por não terem previsto a dimensão da catástrofe, uma vez que tais previsões não são possíveis. Pelo menos, por enquanto.
Esta condenação é identica às condenações medievais de bruxaria. Também então se acreditava, dogmaticamente, no poder infalível da ciência de então - a religião; por isso, ninguém duvidava do poder, para o bem e para o mal, daqueles que dominavam essa ciência. Tal como hoje, onde as pessoas atribuem poderes de infalibilidade a certas ciências e aos que a dominam, porque endeusaram o poder do método científico. E é assim que, absurdamente, se condenam cientistas a penas de prisão como se fossem uma espécie de magos que usaram mal o seu poder de adivinhação... e este, é, o lado dogmático e medieval, da ciência e de muitos cientistas, nos nossos dias.
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