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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
mondrian
Às vezes é difícil ter uma atitude filosófica perante as coisas. Manter a distância e o espírito crítico; ser objectivo e analítico...detached...como dizem os ingleses - desligado; mas desligado é também não emocional, não afectado pelas coisas.
Aceitar o inaceitável, o inconcebível e fazê-lo entrar no decurso normal das coisas tirando-lhe a significação única e particular. Dissecar, desmembrar e juntar os pedaços dos acontecimentos até estarem limpos das gorduras do sentir.
Então, vendo as coisas por esse lado, não sei se é bom, em certas coisas ter uma atitude filosófica, mesmo que tal fosse possível, porque parece uma espécie de traição afectiva e uma cobardia isso de ser capaz de evitar o envolvimento emocional em determinadas situações.
É o que estou a fazer neste momento? Uma incursão pela estrada da análise que leve à distância?
Se calhar é exactamente o contrário: às vezes é muito mais fácil ter uma atitude filosófica em relação às coisas.
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