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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
“Campanha foi a mais intelectualmente medíocre da democracia portuguesa” ![]()
Segundo o jornal Expresso, Luís Filipe Menezes em entrevista ao El País disse o que se lê aí em cima, que a campanha foi a mais medíocre. Por uma vez estou de acordo com ele. A campanha é medíocre, sim. Está de acordo com os seus protagonistas. Esse, aliás, é o problema do país: a mediocridade dos que estão em posição de governar e o têm feito.
Sabemos que não é só cá. Basta olhar o Gordon Brown, O Sarkosy e o espanhol também, para não falar do russo...e do Berlusconi... mas isso não consola; é que aqueles são países ricos e podem dar-se ao luxo de ter, de vez em quando, idiotas medíocres no poder.
Mas nós, porque somos um país pobre de recursos, não nos podemos dar ao luxo de ter incompetentes no poder. Não falo do resto porque é impensável que alguém vote em pessoas declaradamente ou com fortíssimos indícios de serem corruptas.
A vida depois de Domingo adivinha-se pior: mais pobre, mais cinzenta, menos livre, menos democrática.
É difícil ir votar tendo estas linhas por horizonte.
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