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Isto vem a propósito dum pedaço de conversa ouvida hoje em que alguém disse a outra pessoa que está a pensar deixar de fumar mas não sabia se era capaz e a outra responde, 'Isso custa nos primeiros dias mas depois passa e até te esqueces que fumavas'...

 

Deixar de fumar foi das coisas mais difíceis que fiz até hoje. Se alguém disser que é fácil é porque, embora fume cigarros não é um fumador, quer dizer um viciado, ou dependente, para ser menos agressiva -fuma meia dúzia de cigarros por dia e às vezes até passa sem eles.

 

Eu deixei de fumar em Abril de 2004, quase há oito anos e, ainda tenho vontade de fumar. Mais incrível ainda, é o facto de, de vez em quando, ainda ter os tiques de fumar, como ir com a mão ao bolso à procura do maço de cigarros ou pegar no giz com o indicador e o médio como se estivesse a fumar. Quando pessoas à minha volta fumam, o prazer de inalar o fumo dá-me imensa vontade fumar.

Então, porque é que eu não voltei a fumar... digamos, uma meia dúzia de cigarros por dia...? Bem, porque sou viciada e se voltar a fumar um cigarro que seja, não vou parar até fumar como fumava. E, entre outras coisas, acho que não seria capaz de deixar outra vez de fumar, porque foi tão, tão difícil e doloroso que só de lembrar assusta.

Quem não fuma ou fuma meia dúzia de cigarros aqui e ali, não compreende como é difícil e, dizer a alguém que vai ser fácil é o primeiro passo para a pessoa não conseguir.

 

Eu fumava muito. Gastava quatro maços de cigarros por dia. É certo que muitos, se calhar a maioria, deixava-os a meio, ou porque não tinha tempo, como nos intervalos das aulas, em que fumava três meios cigarros ou porque me esquecia deles nos cinzeiros e às vezes tinha três ou quatro cigarros a arder ao mesmo tempo em cinzeiros espalhados pela casa. Mas são muitos cigarros, até porque alguns fumava-os até ao tutano. Assim que acordava fumava um cigarro, mesmo antes de comer ou então ao mesmo tempo...

 

Deixei de fumar à bruta porque me mentalizei que a única maneira de deixar era desse modo. De vez em quando experimentava a ideia de não fumar e imaginava-me a não fumar mas, de cada vez sentia que não estava preparada ainda.

Isto durou aí uns dois anos (em que já respirava mal e estava sempre a tossir, entre outras coisas como ter os dedos amarelos e ter de ir ao dentista mês sim mês não para não ter os dentes amarelos...) até que um dia, depois do almoço e de ter fumado um cigarro vi um programa com o testemunho de uma pessoa que tinha deixado de fumar por ter tido um AVC que a deixou durante um ano sem a capacidade de ler e escrever. Nessa altura, não sei bem porquê, a ideia de poder ficar naquele estado de não ser capaz de ler e de escrever foi mais assustadora que a ideia de deixar de fumar e tive a certeza absoluta que, se saísse de casa naquele momento e deixasse os cigarros para trás e aguentasse esse dia sem fumar que seria capaz de nunca mais fumar. Em parte foi o testemunho dessa mulher que nesse dia me tocou de um modo que funcionou.

Assim fiz. Saí de casa sem os cigarros e andei o dia todo fora de casa sem fumar. Estava tão motivada que passei esse dia e o seguinte sem problemas de modo que, ingenuamente, pensei que afinal era mais fácil de fumar do que pensava... Agora acho que o corpo estava com tanta nicotina acumulada que durante algum tempo o cérebro abasteceu-se dessas reservas...

Durante uma semana não disse a ninguém porque não queria correr o risco de anunciar um fiasco... depois quando disse as pessoas encorajavam-me -os alunos foram especialemtne amorosos- mas sem perceber bem a violência que se passava dentro do meu corpo.

 

Sintomas:

Deixei de dormir. Durante quatro dias não dormi a não ser uma hora aqui, outra ali e, praticamente não me sentei. Andava dum lado para o outro sem conseguir sentar-me.

Nos primeiros dois dias tive fortes arritmias cardíacas. De repente parecia que tinha feito um sprint violento e o coração desatava a bater desenfreadamente.

Ao fim de uma semana comecei a sentir a cabeça enebriada e ria constantemente. Calculo que o cérebro não estivesse habituado a funcionar com tanto oxigénio... os alunos riam-se...

Durante um mês o meu humor oscilava entre o rir parvamente e o ficar num estado de stress tão grande que ficava agressiva e arranjava discussões com toda a gente. Resistia a fumar dizendo para mim mesma que ía aguentar mais uma hora e depois logo se via. Fazia esta luta de hora a hora.

Continuava a não dormir. Falei com um médico que me ia dando medicamentos para dormir para ver se algum resultava. Nada. Valiuns, Lexotans e o diabo... nada me fazia dormir. Passava as noites -esse ano foi muito quente- na varanda a beber chá frio porque entretanto resolvi fazer dieta pois sabia que as pessoas que deixam de fumar ganham em média 10 quilos com os subsitutos -bolachas, rebuçados, bolos, etc.

Lá para Junho, a juntar a isto tudo apanhei um depressãozinha: chorava três vezes por dia. Ao almoço, a meio da tarde e à noite.

De vez em quando o nível de stress era tão violento que saía de casa e andava sem destino durante duas ou três horas. Só então era capaz de me sentar e acalmar.

Tudo o que em casa estava ainda impregnado de tabaco, como cortinas e almofadas, eu cheirava. O meu filho sofreu um bocado porque descarregava muito deste stress para cima dele.

Só ao fim de seis meses comecei a estabilizar. O humor estabilizou, deixei de necessitar de ficar exausta para não explodir a energia contida.

 

Mas, nunca mais dormi, até hoje. Durmo uma hora e meia ou duas e depois acordo. Encontrei uns comprimidos que me fazem dormir oitos horas. Se não os tomo, como acontece quando tenho aulas às oito da manhã e tenho medo de não eles me fazerem dormir demais, acordo lá para as quatro ou cinco da manhã. Para uma pessoa que tinha um sono de chumbo, isto custa muito.

Não perdi a vontade de fumar. De cada vez que alguém cheira a tabaco ou fuma ao pé de mim, o cérebro diz YES, pára e concentra-se no acto de apreciar o momento.

Tenho cigarros em casa, por uma questão de... não sei, mas sei que se não tiver é perigoso.

Se estou num bar a beber uns copos e há fumo no ar a vontade de fumar é muito grande.

O mais difícil de resistir são algumas cigarrilhas e charutos que eu adorava. Todas as vezes que entro numa tabacaria para comprar qualquer coisa e vejo cigarrilhas e charutos tenho que fazer um enorme esforço para resistir. Ainda não tirei da cabeça a ideia de voltar a fumar um cubano ou uma cigarrilha...

É uma luta diária. Melhora com o tempo, sim, mas não desaparece.

 

Se alguém tem um amigo que é viciado e quer deixar de fumar não lhe diga que é fácil... porque não é. É extremamente difícil. É preciso uma grande força de vontade e compreensão das pessoas à volta.

Diga-lhe para ir a um médico (era o que eu devia ter feito). Primeiro faz um teste para saber do grau de dependência, depois pede ajuda para não ter riscos de atques cardíacos, depressões, níveis de stress incomportáveis e problemas de fazer figurinhas parvas a rir idiotamente ou de inventar discussões com a família e amigos como modo de compensar a frustração. E depois prepare-se para uma luta por muitos anos ou, quem sabe, toda a vida.

 

publicado às 14:57


21 comentários

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De nuno a 27.02.2012 às 15:32

olá. Eu acho e estou convencido que isso varia de pessoa para pessoa, como a B, que ainda hoje sente falta do cigarro. O meu tio, foi ao médico e o médico disse " tem de deixar de fumar urgentemente, porque senão, vai ter e pode-lhe dar isto assim e assim" e o meu tio, ao outro dia deixou o cigarro de vez. Como ele é columbófilo, passava muito tempo no pombal, sentava-se na cadeira a ler o jornal ou a vigiar as pombas e fumava. A minha mãe, quando decide deixar o cigarro, deixa numa boa, o meu pai é que não deixa o cigarro. Tem de tentar dormir melhor. beijos e muita força para si, e que um dia destes, consiga dormir melhor. uma boa semana e um bom trabalho.
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De beatriz j a a 27.02.2012 às 16:46

Eu acho e sei que tem a ver com o grau de dependência mas não me apetece estar aqui a contar o que não é público.
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De Dora Ferreira a 20.02.2015 às 14:38

A minha saúde e o tabaco
Hoje resolvi falar publicamente acerca de um dos meus problemas: O vício de Fumar!
Espero fracamente que este meu texto ajude pessoas, que tal como eu, se desleixaram com a saúde, ignorando todos os riscos inerentes a este maléfico vicio.
Falo então, dos malfadados cigarros, da qualidade e esperança média de vida dos fumadores.
Eu, que ainda sou, fumadora compulsiva, posso falar deste assunto porque fui e sou vítima da minha própria irresponsabilidade e falta de amor à vida, num desrespeito total pela minha saúde, especialmente no que concerne aos pulmões.
Fumo há mais de 20 anos, qualquer coisa como 2 maços de cigarros por dia. Não me orgulho disso - é certo, mas na verdade sou responsável pelas minhas próprias escolhas, até porque os cigarros nunca trouxeram benefício algum à vida humana, muito pelo contrário - como é sabido por todos nós.
Nunca me preocupei com a minha resistência e sempre achei que só adoecemos gravemente se a mente estiver muito fragilizada e a falta de vontade de viver imperar.
Talvez seja isso que aconteceu, porque apesar de fumar há tantos anos, a determinada altura da minha vida (dois anos atrás), decidi não ter o mínimo de cuidado e desatei a fumar como se o meu corpo fosse capaz de suportar as atrocidades a que o submeti. E, apesar de fumar muito, também me descuidei com a alimentação e limitei-me o comer o mínimo.
Ora, muitos cigarros, pouca comida (o que conduz à debilidade em termos de regeneração e defesas do corpo - julgo eu e salvo melhor opinião) e um desgosto que tornou tudo há minha volta tão negro quanto a fumaça do cigarro, levou a que os pulmões se ressentissem de uma forma que era de prever, mas que não me assustou - durante este último período da minha vida.
Hoje olho para trás e penso que deveria ter colocado a hipótese de que um dia poderia querer voltar a viver e recuperar do choque que abriu um ferida que jamais sarará. Mas não pensei, e esta foi mais uma incoerência da minha parte.
Agora perguntam-me, então mas “que raio” te fizeram os cigarros para estares com esta lenga-lenga toda?
E eu respondo diretamente e sem rodeios:
Tenho dois tipos de enfisema pulmonar e ainda umas simpáticas obstruções!
Para quem não sabe o que é, aqui fica uma explicação sucinta acerca da doença e suas causas:
É um tipo de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbónico no sangue (hipercapnia). É geralmente causada pela inalação de produtos químicos tóxicos, como por exemplo o fumo de tabaco. É uma das doenças que mais mata no mundo.
Mas como se não bastasse, ainda tenho vários problemas nos seios perinasais, que só podem ser resolvidos/atenuados recorrendo à via cirúrgica.
Agora alguns de vós vão pensar, como eu pensei, e questionariam:
Mas antes isso do que um cancro no pulmão, não é?
E responde o médico:
Dora, um cancro no pulmão pode ter cura, ou seja submete-se o paciente aos tratamentos e poderá ficar curado, ou então morre em pouco tempo, nos casos em avançado grau.
O problema que tens, poderá ser considerado pior, porque não há cura para o enfisema pulmonar, a função pulmonar vai reduzindo-se gradualmente, pode até ser lenta, ninguém pode prever com grandes certezas, porque cada ser humano reage de forma diferente às doenças que lhe surgem, mas garanto-te que a qualidade e esperança média de vida diminui significativamente. O mais grave é que mesmo viva incorres no risco de precisares de oxigénio e ventiladores para te manteres aqui.
(Depreendi eu: o médico está a falar-me de uma morte lenta frown emoticon )
E com a voz num tom mais elevado disse:
- Dora, se não reduzes substancialmente o número de cigarros que fumas por dia, estás condenada a viver dependente de fármacos, oxigénio, ventiladores e afins, já para não dizer que os teus pulmões vão “colapsar” brevemente, o que conduz a uma morte prematura tendo em conta que tens (diz ele) apenas 41 anos.
Por enquanto dependo de bombas broncodilatadoras, daqui a dois meses logo se vê o que mais preciso e se os pulmões respondem ao medicamento.
Curar é impossível, mas é possível melhorar um pouco a qualidade de vida, é isso que os médicos estão a tentar fazer. Deixo-vos uma certeza: Fumar, MATA mesmo!
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De beatriz j a a 20.02.2015 às 17:23

Obrigada pela partilha e lamento saber dos seus problemas de saúde. Eu tive sorte porque fumei muito e não fiquei com sequelas relacionadas com o fumo. Espero que não se importe que partilhe a sua experiência publicando no blogue o seu comentário. Pode ser que dissuada alguém de fumar.
Sinceras melhoras.
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De Dora Ferreira a 20.02.2015 às 17:33

Olá boa tarde,

Sinta-se completamente à vontade. A ideia ao partilhar a minha experiência, não foi passar por "coitadinha - está doente", nada disso. A ideia é elucidar os fumadores para o problema que o tabaco lhes pode, verdadeiramente, causar.
Pode partilhar em todo o lado no qual sinta que vai produzir algum efeito no que concerne a fumadores.

Para as redes sociais, tem aqui o texto integral: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=956666714345606&set=a.130135926998693.21871.100000068600027&type=1

Cordiais cumprimentos
Dora Ferreira
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De Anónimo a 28.09.2020 às 17:45

e entretanto já deixou de fumar?
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De beatriz j a a 28.09.2020 às 18:29

Deixei de fumar em 2004. Escrevi isto em 2012. Nesse ano fiz uma radiografia e tudo parecia bem.
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De Anónimo a 28.09.2020 às 19:11

Boa tarde,
Infelizmente não. Continuo a fumar.
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De beatriz j a a 28.09.2020 às 20:03

É só querer.
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De Ana Moreira a 24.06.2015 às 22:46

...Fumei 37anos cerca de dois maços diários. ..Este é o meu 14 dia sem fumar. ..está a ser muito muito muito difícil. ..Obrigado por o seu testemunho. ..
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De beatriz j a a 24.06.2015 às 23:51

37 anos é obra... sei o que é isso :)) mas 14 dias já é uma grande conquista... isso é muito difícil, não vou enganar, mas é possível porque eu fumei 33 anos, sendo que nos últimos anos fumava 4 maços por dia e mesmo assim deixei de fumar.
Isso tem que ser um dia de cada vez e se me permite um conselho, tem que dormir bem e compensar com outra coisa qualquer... fazer exercício, qualquer coisa que agrade e substitua o prazer de fumar... e ter força de vontade e paciência. E ajuda dos outros à volta...
À medida que o tempo passa torna-se mais fácil. Esta semana já por duas vezes tive vontade de fumar um cigarro mas já não sofro por não fumar.

Eu lembro-me de dizer para mim mesma, de cada vez que queria fumar: okay, só mais uma hora sem fumar e depois fumo; e passado uma hora voltava a dizer o mesmo e durante algum tempo foi assim; depois passou a ser, só mais um dia, depois só mais uma semana... isso consegue-se :)))

Quando tiver muito estressada por causa da ressaca do cigarro, se lhe apetecer, venha até aqui descarregar, de uma fumadora para outra. Sim, porque eu já não fumo mas não tenho ilusões: sou uma fumadora e não posso voltar a pegar num cigarro.
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De Anónimo a 28.02.2018 às 13:59

Ola deixei de fumar ha 2 meses, desde aí que não consigo durmir, é um desespero.
qual a medicação que tomou para as insonias
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De beatriz j a a 28.02.2018 às 14:31

Tomei e tomo porque nunca mais dormi como deve ser, 50mg de titricum. é metade de um comprimido. O medicamento é para a ansiedade mas tomado em dose pequena ajuda a dormir e não faz mal nenhum.
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De Anónimo a 05.03.2018 às 12:31

Ola obrigado Beatriz, é venda livre ou só com receita?
Cumprimentos
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De beatriz j a a 05.03.2018 às 13:54

com receita médica.
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De Anónimo a 28.06.2018 às 00:24

Boa noite
Meu nome é Carla.
Queria muito deixar de fumar.mas a minha cabeça não tem deixado!!! Cabeça fraca a minha !!
O ano passado comecei a fumar IQOS.
Mas a minha intenção é deixar, então ando na net a ver testemunhos para me dar ânimo.
Eu fumo cerca de 14 cigarros.
Foi a uma consulta mas a médica pediu para fazer um diário quando tinha mais vontade não achei piada nenhum ao que pedem.
Desisti.
Obrigada
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De beatriz j a a 28.06.2018 às 05:48

Mude de médica. Vá tentando até acertar com um médico que lhe dê conselhos e até medicamentos que lhe sirvam. Sei de pessoas que usaram aqueles pensos adesivos e resultou. Sei que é importante dormir bastante quando se está a deixar de fumar. Enquanto não deixa de fumar, se conseguir reduzir o número de cigarros já é bom. Tente arranjar ocupação para os momentos em que costuma fumar ou substitua o cigarro por outro 'vício' que não faça mal e não engorde muito :) fazer exercício, por exemplo.
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De Anónimo a 09.04.2019 às 17:06

Muito obrigada pela partilha! Estou há 15 dias sem fumar e como não é a minha primeira tentativa, já ninguém acredita em mim e tem sido um percurso muito solitário. Nem imaginam o bem que me fez ler estes testemunhos.
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De beatriz j a a 09.04.2019 às 17:15

15 dias já é bom!! :) do que me lembro, porque deixei de fumar há 15 anos, passa uma semana é uma questão de 'dieta mental'. arranjar outras coisas para fazer. fazer exercício. andar. pensar em outra coisa. Força!! :) e quando apetecer fumar venha aqui até ao blog que eu dissuado :) é que a qualidade de vida melhora muito sem o tabaco e hoje em dia com o que sabemos do tabaco temos mesmo que não fumar...

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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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