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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
OE
O presidente da CML e o ex-ministro estiveram entre os 22 membros da Comissão Política do PS que votaram contra a proposta do Governo.
António Costa, que anda há mais de 15 anos a mandar nos nossos destinos dentro do governo ou em câmaras (com o resultado que se vê) e Silva Pereira, um dos maiores responsáveis pela crise em que estamos, sendo braço direito de Sócrates, primeiro no Ambiente e depois como ministro da Presidência, grande encobridor da situação de crise, e do despesismo catastrófico vêm agora aconselhar a votação contra o OE para ver se acabam as malfeitorias que andam há anos a fazer ao país.
Vamos lá a ver: vota-se contra o OE e depois? Vamos todos para a rua atirar cocktails molotovs uns contra os outros?
Sim, é preciso mudar as regras do jogo económico e financeiro mas isso não é coisa que um país possa fazer sozinho como se não estivéssemos numa rede global de interesses e influências. Como se vê pela Grécia. Puseram toda a União em alvoroço, é verdade, mas ao arrastarem a UE afundam-se também. O referendo que o Papandreu queria fazer, que a mim me parecia bem para vincular o povo às medidas tinha que ter sido anunciado e explicado aos parceiros e não podia ter sido atirado ao ar como uma espécie de desafio.
Nenhum país, neste momento, está em condições de poder sequer tentar resolver a sua situação sozinho, fora do âmbito da UE. A não ser que queiram dar um salto no abismo, mas para isso têm que perguntar ao povo...
A oposição, se quer ser construtiva e redimir-se um pouco da situação em que deixou o país podia sugerir modos de pressionar a UE a dar passos mais confiantes na resolução da crise, podia pôr os seus deputados no PE a trabalhar nesse sentido, podia apresentar alternativas que melhorassem o OE em pontos específicos. Negociar...?
Se não sabem fazer isso ou outra coisas qualquer construtiva, vão-se embora.
Contribuir para a mobilização das forças sociais para pressionar o poder a melhorar e para exercer os seus direitos e deveres de cidadania é um bom caminho. Mobilizar as forças sociais para a desintegração social, a destruturação autofágica é um caminho para multiplicar problemas, não para resolvê-los.
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