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monet

van gogh
Fui à Gulbenkian ver a parte II da exposição das Naturezas Mortas (havia fila para entrar). Esta segunda parte tem os impressionistas, os cubistas, surrealistas e contemporâneos. Tem fotografia (gostei imenso da de Charles Aubry) e escultura.
Gostei de muita coisa - do Rosseau, do Fantin-Latour, do Manet, do Dali, do Mário Eloy...- e de alguma outra não gostei. Eu gosto de ver o olhar do artista sobre a realidade mas há artistas que pintam, não o seu olhar sobre a realidade, mas o seu olhar sobre a sua própria mente numa determinada realidade. E isso não me interessa muito.
De tudo o que vi, duas telas me impressionaram enormemente. São essas duas aí em cima. Estas imagens estão a milhões de anos-luz dos originais. É preciso estar diante das telas para sermos atingidos pelo seu esplendor.
São ambas de uma exuberância magnífica mas muito diferentes pois a primeira é uma bofetada de cores quentes, os girassóis duma sensualidade quase carnal, enquanto a segunda é uma espécie de 'hino à alegria'. Sob um fundo de céu dum azul mediterrânico puro, o verde luxuriante (que nesta imagem não se percebe) das folhas enceradas do castanheiro todo em flor, com os cachos de flores brancas ondulantes é uma bofetada de primavera, de alegria exuberante que nos deixa uma impressão de hino à vida, de beleza absoluta. Um sorriso nos lábios que ainda não passou :)
Trocava o resto dos meus subsídios de férias e de Natal até ao fim da vida por estas duas telas...
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