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Retirar aos professores a responsabilidade de avaliar os colegas é outra "virtude" do privado cobiçada no ensino público. "Este é também o caminho que a rede pública deve seguir", defende o sindicalista Carlos Chagas. Atribuir notas aos colegas com graduação superior foi aliás um dos grandes motivos que levou boa parte da classe a contestar o actual modelo. Ao delegar essa tarefa a uma comissão composta por docentes do mesmo departamento curricular e ainda pelo director parece ser um mal menor que sindicatos e associações estão dispostos a aceitar. "O que não podemos ter é por exemplo como aconteceu com o meu caso. Sou professor de História e fui avaliado por uma colega de Filosofia.
Quem é que põe as coisas nestes termos de 'invejas' e 'cobiças'...? E depois, diz-se que é uma virtude os colegas não avaliarem colegas, concluindo que é um mal menor colegas do mesmo departamento avaliarem colegas!!?? Eu devo ser muito parva porque não vejo a diferença entre colegas avaliarem colegas e colegas do mesmo departamento avaliarem colegas...e, se isto é um trunfo, deve ser dum jogo perverso que eu preferia que não se jogasse.
Quer dizer, a ser verdade o que aqui é dito, tudo ficará na mesma com colegas a avaliarem colegas mas, ainda piorará um pouco, porque agora cada escola pode definir ao sabor dos seus interesses como quer avaliar os colegas! Isto das escolas definirem a sua avaliação é uma medida positiva se essa autonomia for acompanhada de estruturas democráticas: coordenadores eleitos e representativos e não nomeados. Enquanto a estrutura é como é, quanto mais poder local têm os detentores de cargos ad eternum, pior um pouco...é passar de pugatório a inferno. É continuar tudo como está mas dando ainda mais poder aos que agora já abusam dele.
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