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Educação
No entanto, o sindicato que representa cerca de 70% dos professores, defende que é "preferível negociar com calma o novo modelo, do que fazer tudo à pressa para Setembro".
Misturam-se aqui duas coisas diferentes: uma é este modelo de avaliação em que uns professores, os relatores (a quem todos chamam os delatores) dão nota aos seus colegas e em que colegas pediram para ter excelente para passarem à frente de outros e se passam coisas indignas por todo o lado; outra coisa é fazer um modelo de avaliação novo.
O facto de não se querer fazer um modelo de avaliação em cima do joelho (o que me parece bem) não significa que não se possa suspender este que está em vigor que é um fomentador de injustiças e conflitos permanente e, mais que isso, é um instrumento de (salvo excepções) promoção dos piores carácteres, dos mais espertalhões.
Agora, manter este modelo só porque sim, e sobretudo depois de se terem comprometido a acabar com ele... dizer que 'já agora que o modelo existe e já tinha começado vai até ao fim é o mesmo que ter dito, 'já agora que o governo do Sócrates existe deixamo-lo ir até ao fim da legislatura e depois logo se muda, que não vale a pena estar a fazer um governo novo à pressa'.
Nem falo no imcumprimento da palavra dada. Sinceramento agora penso que foi manobra de caçar votos. Não é por acaso que os sindicatos se mostram satisfeitos com a decisão do ministro. Há dois ou três dias já falavam em guerra e de repente, depois deste anuncio, amainaram: é que eles dão-se sobretudo bem com certo tipo de pessoas com quem sabem que é possível fazer negócios...eles já falam em negociações com grande satisfação.
Isto é uma chatice. Eu acreditei que as coisas finalmente iam mudar.
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