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Totally missing the point

por beatriz j a, em 25.05.18

 

 

Uma pessoa de esquerda pode ser rica? Pode. E pode mostrá-lo? Talvez não… (MARTA PEREIRA GONÇALVES)

Para comprar a casa, os dois pediram um crédito para habitação de 540 mil euros, a ser pago em 30 anos. Ou seja, vão ter de suportar, segundo refere a imprensa espanhola, uma prestação mensal de mais de €1600. Os restantes milhares em falta não previstos no crédito vêm de poupanças do casal e dinheiro de heranças.

“Sabemos que muitas famílias espanholas, tendo em conta os seus salários, não podem ter uma hipoteca como esta. E também por isso entendemos a importância de defender salários dignos para todos e todas. A verdade é que os nossos ordenados, que são de conhecimento público e decididos pela Assembleia Cidadã do Podemos, nos permitiram iniciar este projeto”, escreveu Iglesias no Facebook.

 

É evidente que uma pessoa não precisa nascer pobre para defender os pobres, não precisa de ser africano para defender os direitos dos africanos e o fim do racismo. Aliás, a maioria dos grandes teóricos de esquerda eram da burguesia ou de classes altas, com acesso a estudos, dinheiro e tempo livre para estudar, investigar, escrever, etc. Portanto, a questão não é essa de sabermos se as pessoas de esquerda podem ser ricas.

A questão é que as pessoas da chamada 'direita', se bem que preferissem que não houvesse pobres, entendem que nesta vida cada um deve lutar por si e que o dinheiro que ganham não tem que ir para impostos para pagar a vida dos que não lutam por si. Acham que os pobre o são, na maioria dos casos, por preguiça e malandragem e não lhes choca nada que meia dúzia de pessoas tenham 90% da riqueza de um país. As desigualdades sociais são o reflexo da inteligência e do esforço dos melhores. É assim que pensam.

Já as pessoas da chamada, 'esquerda', reclamam para si uma posição de superioridade política e moral por defenderem que a sociedade deve ser mais justa, que os que ganham mais devem pagar mais para ajudar os que menos têm e que só com pobreza generalizada se consegue pagar o luxo das classes altas, de modo que, para que todos vivam bem e com dignidade, é necessário que uns abdiquem de vidas de luxo e excesso, pois são construidas à custa da miséria dos outros.

Aliás, há coisa de dois anos, o 'Podemos' limitou os salários dos seus deputados [Podemos limita salários e subsídios dos seus próprios deputados] com esse mesmo argumento de não ser possível todos terem salários dignos quando uns vivem com excessos e ainda de os deputados terem que dar o ecxemplo. Portanto, um indivíduo arvorar-se em defensor da equidade social e declarar-se contra a exploração que o luxo de uns implica e depois não ser capaz de praticar o que defende indo comprar uma casa de 600 mil euros, com casa de hóspedes no jardim, piscina, um riacho, etc. é de uma falsidade e duma falta de coerência política que não augura nada de bom.

Não sei onde é que esta articulista foi buscar a cena das heranças (plural) quando o próprio Iglesias diz no Facebook que pagaram a entrada e as obras na casa com poupanças (devem ser muito poupadinhos pois ele trabalha há meia dúzia de anos, ela ainda menos) e com dinheiro que pediram emprestado aos pais dela. 

Cá por mim podem comprar uma casa de 3 milhões que não me choca nada. O que me choca é irem para a política como defensores da justiça distributiva, como defensores da ética entre os políticos assumindo uma posição moral de superioridade relativamente às pessoas ditas de 'direita' e depois serem os primeiros a não ser capaz de dar o exemplo de contenção nos luxos.

 

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publicado às 22:20


Vou ter que começar a mentir

por beatriz j a, em 25.05.18

 

 

Eu percebo que os médicos façam todos as mesmas perguntas quando olham para a minha ficha clínica e vêem lá escrito, 'adenocarcinoma do pulmão': ainda fuma? Foi fumadora? Quantos cigarros fumava? Com que idade começou a fumar? Quando respondo às últimas duas perguntas fazem uma expressão de choque e alguns de censura [porque não me conhecem, pois se conhecessem sabiam que sou literalmente aquele verso de Ricardo Reis, Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes] que já me irrita. Porque é que não se chocam antes com a corrupção que destrói o país ou com o canibalismo da banca? Um deles, depois de fazer essa expressão de choque disse-me a seguir, 'ah, mas não se sinta culpada'... um bocadinho tarde para dizer isso, não(?), depois dessa cara... de modo que vou começar a dizer meias verdades que é o mesmo que mentir e quando me perguntarem quantos cigarros fumava digo, humm... aí um maço ou algo mais ('algo mais' pode ir até ao infinito, não é verdade?); e quando me perguntarem com que idade comecei a fumar digo, lá para a adolescência (a adolescência vai dos 10 aos 20 anos, não é verdade?). Ou isto ou então digo, 'olhe, se quer que eu diga a verdade tem que ser capaz de fazer poker face de modo que comece já a ajustar a sua expressão facial para o modo de, 'impassível, nada me choca' e se não é capaz de fazer isso avise já para eu começar a mentir.

 

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publicado às 21:27


Patético

por beatriz j a, em 25.05.18

 

 

O ministro que tutela o ensino superior e, portanto, tem o cargo de resolver os seus problemas e de o planear no sentido de o melhorar assina um manifesto contra si mesmo atestanto deste modo acordo quanto à sua própria incompetência. Se isto não é patético não sei o que seja. E depois desta figurinha de se auto-proclamar incompetente não se demite. Com gente desta não vamos a lado algum.

 

Ministro justifica porque assinou manifesto contra o Governo: “Não posso dizer que o sistema científico esteja bem”

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publicado às 11:01


Isto é só rir...

por beatriz j a, em 25.05.18

 

 

Um advogado de uma firma importante abre uma empresa familiar na véspera de ir para o governo, 'por lapso'...

Isto são os pantomineiros da "equipa ganhadora" de Costa, como ele se chama a si e ao seu governo, que ele defende a todo o custo. 

 

Parlamento espera há quatro meses resposta de Siza Vieira sobre fim da incompatibilidade

 

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publicado às 07:29


For Bach lovers

por beatriz j a, em 24.05.18

 

 

 

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publicado às 20:22


Dusty blue

por beatriz j a, em 24.05.18

 

 

 Harald Sohlberg

 

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publicado às 20:09

 

Juiz ordena destruição de emails, pondo em causa avanço do caso EDP

...por irregularidades no processo.

 

Manuel Pinho deixa de ser arguido no caso EDP

... devido a irregularidades no processo.

 

 

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publicado às 19:51


Toma lá mais 430 milhões para o Novo Banco

por beatriz j a, em 24.05.18

 

 

A parelha maravilha, mr. DeBorla e mr. Tangas.

 

Finanças emprestam 430 milhões para Fundo de Resolução injectar 792 milhões no Novo Banco

Agora, o empréstimo que partiu de Mário Centeno, ministro das Finanças, e Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto, foi 20 milhões inferior: 430 milhões. O valor total, 792 milhões, mantém-se.

Estes 430 milhões de empréstimo estatal juntam-se aos 3,9 mil milhões de euros que o Tesouro emprestou ao Fundo de Resolução em 2014, para capitalizar o então constituído Novo Banco.

 

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publicado às 19:44


Nocturna - A song for you

por beatriz j a, em 23.05.18

 

 

 

 

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publicado às 20:59


Lovely 🙂

por beatriz j a, em 23.05.18

 

 

 

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publicado às 19:43

 

 

Porque o PCP é um partido que valoriza a obediência e o poder da sociedade sobre o indivíduo acima da liberdade e autonomia individuais. Nisso são exactamente como as confissões religiosas: obediência ao líder, submissão ao colectivo.

 

PCP vota contra, eutanásia em risco

 

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publicado às 16:18


Acerca da eutanásia II

por beatriz j a, em 23.05.18

 

 

Este é um texto que escrevi em Outubro de 2016 a propósito de cinco bastonários terem assinado uma declaração contra a eutanásia. 

...

Falam de uma maneira tal que fazem a eutanásia equivaler a um homicídio. A eutanásia não é um acto para 'tirar a vida'. É certo que a abrevia mas não estamos a falar de um médico matar uma pessoa saudável ou com uma gripe ou outra coisa qualquer do género. O objectivo não é matar, é evitar um sofrimento sem esperança e ajudar a pessoa a morrer com dignidade.

A eutanásia, quando é regulada, acautela as situações não-éticas e nem percebo o que é isso de causar insegurança nos doentes. Só se fosse aprovada uma lei que permitisse ao médico decidir da nossa vida à nossa revelia e contra a nossa vontade. Nossa e da nossa família porque de outro modo a eutanásia não é uma coisa que alguém decide às nove da manhã e se despacha antes de ir almoçar.

 

Na verdade, calculo que os médicos já façam algo do género em situações extremas quando não têm equipamentos suficientes para todas as pessoas que deles necessitam e têm que escolher quem tem melhores hipóteses de sobrevivência para ligar às máquinas. Isso não faz deles carrascos.

 

Um médico ajuda as pessoas e parte dessa ajuda implica aliviar o sofrimento. A medicina não é uma ciência exacta nem miraculosa e por vezes, a certa altura já não há nada que consigam fazer pela pessoa. Ficar a vê-la em constante sofrimento não me parece um acto mais piedoso e ético que ajudá-la a partir se for esse a sua vontade autónoma.

 

Compreendo a objecção de consciência dos médicos, que tenham motivos religiosos, filosóficos, etc. mas ninguém os obriga a praticar eutanásia no caso de ser aprovada. Podem não a fazer. O que não entendo é que queiram obrigar outros que pensam de modo diferente a ser da sua opinião e impedi-los de ajudar quem possa precisar.

 

Pessoalmente, espero que, se um dia ficar numa situação de extremo sofrimento com uma doença qualquer sem esperança e incapaz de tratar disso sozinha, alguém tenha coragem de me ajudar, se for essa a minha vontade. Não é um acto de maldade, nem um acto imoral. É um acto de bondade e de respeito pela dignidade do outro e pela sua liberdade de decidir do seu destino.

 

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publicado às 16:11


Acerca da eutanásia

por beatriz j a, em 23.05.18

 

 

(este é um texto que escrevi em Fevereiro deste ano e com o qual continuo a concordar))

 

Este [a eutanásia] não é um problema científico, embora tenha contornos científicos porque enquadrado em procedimentos e juízos científicos. Este é um problema ético, logo, filosófico. É o problema de saber-se o que se entende por 'vida', possibilidades de vida e sofrimento mas, também, onde se põe o limite entre a responsabilidade individual e a colectiva na sustentação dessa vida.

O primeiro problema é sobretudo científico/médico: o que é que se considera estar vivo? Ter certo tipo de ondas cerebrais em actividade? E acerca das possibilidades de vida e do sofrimento, em que altura se aceita já nada se poder fazer pelo doente, tanto na vida como na qualidade dessa vida?

O segundo problema é filosófico-ético: devemos considerar a liberdade individual um valor inviolável superior e deixar ao doente a responsabilidade de decidir da sua vida ou, devemos considerar a vida um valor inviolável superior e obrigar a liberdade individual a submeter-se a uma política colectiva normativa?

A ética tem uma vertente indivivual, de deveres para connosco próprios e, uma vertente social (política), de deveres para com os outros. Faz parte dos deveres para com os outros deixá-los decidir do seu destino ou, pelo contrário, não deixá-los decidir do seu destino por razões sociais?

Tudo o resto nesta questão são pormenores técnicos de regulação, desde decidir quem faz o quê e como e em que situações e como se procede em cada caso e as cautelas a ter.

Pessoalmente, espero que despenalizem o pessoal médico que esteja de acordo com a eutanásia e que os deixem ajudar os doentes que o desejam.

Nesta questão ética estou do lado que defende a liberdade como um valor inviolável superior e que a pessoa deve poder decidir do seu destino e que não há argumento nenhum convincente que fundamente a ideia de que devemos obrigar os outros a um sofrimento intolerável e fazer da sua vida uma espécie de prisão ou punição para agradar aos preceitos normativos de outros.

 

 

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publicado às 16:03


Evolução

por beatriz j a, em 23.05.18

 

 

1900-1905

 

1908

 

1910

 

1912

 

1912

 

1912

 

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publicado às 13:45

 

 

O testamento do sr. Napumoceno da Silva Araújo (romance), 1989 - excerto

 

Porque, vendo Carlos movimentando-se com à-vontade no complicado mundo dos negócios, o Sr. Napumoceno decidira-se finalmente a tomar umas férias, gozar daquilo que acumulara com esforço e tenacidade. Até àquela data tinha sido apenas trabalho e mais trabalho, mesmo de Portugal apenas conhecia Lisboa e uma ou outra cidade do interior mas todas visitadas exclusivamente em viagens comerciais. Assim passou a Carlos procuração com plenos poderes de gerência e abalou mundo fora dizendo a toda a gente que sabia quando partia mas que o regresso ficava nas mãos de Deus. E efectivamente ficou três meses ausente, mas quando regressou o Sr. Napumoceno era outro homem, totalmente desconhecido de Carlos e seus amigos. De calmo e pacato, vinha nervoso, apressado, concludente e falador. Durante meses não falou senão da técnica americana, da forma como o sensibilizara ver um país sempre preocupado em inventar coisinhas destinadas a facilitar a vida das pessoas preocupadas em poupar o seu tempo com vista a melhor aplicá-lo no trabalho. Trouxe mesmo pequenas novidades desconhecidas das ilhas, sendo uma delas uma placa para ser fixada à porta do seu gabinete e com um comando a partir da secretária que acendia luzes de diversas cores na placa, verde – entre; amarelo – espere; vermelho – estou ocupado, conforme desejava que o visitante ou o impertinente entrasse ou fosse embora. Sem dúvida que a técnica melhora a vida, poupa esforço e energia, já não precisava gritar, era só acender a luz respectiva. Mas incontestavelmente que a sua maior aquisição tinha sido um gravador de ligar ao telefone. Porque esta pequena maquineta tinha a inteligência de comunicar a quem telefonasse a ausência dele Napumoceno e pedir e gravar a mensagem que a pessoa quisesse deixar. Mas o que ele considerou como o máximo em comodidade foi um aparelhinho suplementar ao gravador e portátil que lhe permitia, a partir da sua casa no Alto Mira-Mar, ou mesmo do seu carro, accionar o gravador e ouvir as mensagens registadas com a fidelidade de alguém a falar-lhe ao ouvido. 

Muitos anos passados, quando a mira da herança já não existia e ele podia falar à vontade do leviano do tio Araújo, Carlos disse à Maria da Graça ter assistido de sorriso irónico a toda essa mudança no carácter do Sr. Napumoceno e acompanhando a instalação de todas essas bardamerdices. Naquela febre técnica parecia um maluco fugido do manicómio, pito que nunca viu canhoto, enquanto eu me matava na diversificação das importações para poder garantir um lucro ao menos de 20% no cais sem despesas e chatices porque chatices, se houvessem, seriam para mim, a leste de tudo como já estava, apenas preocupado em mexer nos botõezinhos, entre, espere, estou ocupado, mas ignorante até dos tipos de importação que estávamos fazendo quanto mais das quantidades. 

 

 

 

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publicado às 13:17

 

 

 

A Europa vai ter que pagar - A única hipótese de manter vivo o acordo nuclear com o Irão é garantir que os europeus compensam o vazio americano. 

Até agora este é o melhor artigo que li sobre a questão do acordo nuclear com o Irão.

Esta é uma oportunidade da UE se apresentar como uma referência no que concerne à fiabilidade dos acordos internacionais sem a qual nunca haverá estabilidade e paz e como modelo de ética de trabalho, que é algo que vale dinheiro em forma de investimentos, acordos comerciais, etc. Só que para isso é preciso que a UE esteja disposta a pagar e o pagamento não é só em dinheiro e apoio mas também em pressão para que as as empresas europeias, as tais que pela sua dimensão influenciam e cativam as políticas europeias, ajam olhando para além do mero lucro.

Não tem grande valor a UE bloquear sanções norte-americanas se depois as grandes empresas, os grandes grupos económicos, se retiram do Irão com medo das sanções norte-americanas [o compromisso da UE de manter o acordo nuclear não é compatível com o anúncio da retirada provável [do Irão] de grandes empresas europeias"] porque, como sabemos, essas grandes empresas e grandes grupos económicos têm lobbies poderosos que influenciam as políticas e porque são esses grupos que tornam vantajoso para ambas as partes a manutenção dos acordos.

Portanto, ou os europeus, incluindo aí as grandes empresas, assumem a sua parte na construção do projecto europeu e contribuem para a credibilidade das políticas da UE ou não assumem e a UE continua neste caminho de se americanizar: pôr o lucro e o dinheiro acima de tudo, cada país, cada empresa, fechados no seu umbiguismo e o projecto já falhou.

Esta é uma oportunidade de reconstruir a imagem da Europa como uma zona do mundo onde as questões da paz e as questões éticas não foram esquecidas e atraiçoadas. Digo atraiçoadas porque a Europa, no pós-guerra foi capaz de se reconstruir como um espaço credível com valores, princípios e objectivos éticos de equidade, liberdade, democracia e paz, princípios que neste momento estão a caminho acalerado dos últimos estertores da morte.

Da reconstrução dessa imagem depende a posição europeia como modelo de referência e de influência das políticas que determinam os caminhos do planeta. Sem essa imagem está a UE condenada à progressiva perda de influência a nível global e à vulnerabilidade aos ataque dos que a querem, e estão, a desfragmentar.

 

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publicado às 08:58


Everybody is watching you - entrevista do mano

por beatriz j a, em 23.05.18

 

 

 

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publicado às 08:27

 

Conselho das Escolas "chumba" novos currículos do básico e secundário

Organismo que representa directores critica aumento "desnecessário" do número de disciplinas e considera que o novo diploma do Governo vai impor a todas as escolas muito do que está consagrado no projecto de flexibilidade curricular, quando a adesão a este tem sido apresentada como voluntária.

 

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publicado às 07:03


Júlio Pomar 1926-2018

por beatriz j a, em 23.05.18

 

 

 

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publicado às 07:00

 

 

Democracia manchada de crude

O furo está programado para setembro, nos fundos marinhos, a 46 quilómetros do litoral de Aljezur, e tem sido objeto, nalguma imprensa, de uma maliciosa campanha de fake news, onde se citam estudos imaginários sobre lucros fabulosos. Contra ele existe um movimento plural, envolvendo milhares de cidadãos, académicos, ONG, empresários do turismo e da pesca, e todos os municípios do Algarve e do Sudoeste Alentejano

...

Sabendo que esse contrato de 2007 tem as pouco auspiciosas assinaturas de José Sócrates e Manuel Pinho, seria mais prudente invocar o primado do artigo 66.º da Constituição: direito ao ambiente e à qualidade de vida! O populismo só é uma ameaça para as democracias que entre dois escrutínios têm governos que se comportam como conselhos de administração, em que o princípio da igualdade eleitoral dos cidadãos é substituído pelo princípio do voto desigual dos acionistas. O caso do furo de Aljezur, nas suas pinceladas grotescas, revela que a geringonça parece ter entrado naquela fase entrópica em que os governantes descuram até o decoro mínimo de manter o verniz da virtude republicana. Em breve saberemos se a prospeção que o executivo autorizou nas profundidades marinhas do Sudoeste não irá fazer estremecer o Palacete de São Bento.

 

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publicado às 06:52

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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