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Life...

por beatriz j a, em 17.04.17

 

 

 

 

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publicado às 06:04

 

 

 

Woody Allen's adopted daughter Dylan Farrow alleges she was sexually abused in open letter to @nytimes

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Uma rapariga faz uma acusação, a mãe defende-a e pede uma investigação mas, o pai é uma figura conhecida, amiga da maior parte das pessoas conhecidas e é popular, de modo que se abafa o caso, dá-se a entender que a rapariga estará a mentir apesar de se saber que os casos de abuso sexual são muito comuns, apesar de raramente as queixas serem falsas (as falsas queixas são uma décima de gota num oceano de crimes) e, sobretudo, apesar da Mia Farrow, que era mulher dele, ter afirmado a verdade da queixa e ter-se imediatamente separado dele assim que a garota fez a queixa há uns anos.

A presunção de inocência dele sem ao menos haver uma investigação à queixa dela, afirma a presunção de mentira da rapariga, o que representa o total desprezo pelos seus direitos. Alguém faz uma queixa e nem se dão ao trabalho de responder como se a rapariga fosse, ela mesma, a criminosa. A arbitrariedade de quem pode e o reforço da sociedade sexista.

Eu gosto dos filmes do Woody Allen mas, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa...

 

Este fim de semana estive a ver uma série americana que está a passar nos EUA e que todos diziam ser muito boa, com os actores Matthew McConaughey e Woody Harrelson, da HBO, chamada True Detective. Vi os três episódios que já saíram. A série está feita com bom gosto, bons diálogos e muito boas representações mas depois, o que estragou aquilo, para mim, é que todas as mulheres que aparecem, ou são prostitutas ou esposas sem identidade e vida própria, ou empregadas dos homens. Pior, de 20 em vinte minutos há uma cena metida a martelo com uma mulher a despir-se e a fazer sexo com alguém... para mim a série morreu ali... como não havemos de viver numa sociedade que tolera muito bem a violência sexual sobre as mulheres se toda a Tv e os media em geral são de uma ofensa e de uma violência constantes contra as mulheres, nomeadamente naquilo que chamo a 'pornificação' da imagem das mulheres.

 

 

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publicado às 16:13


Midnight in Paris

por beatriz j a, em 17.09.11

 

 

 

 

O filme, visualmente é lindo. Muito intimista, à maneira dos filmes do Woody Allen. Mostra a perplexidade e o mistério da vida e o modo como a atravessamos. O olhar que temos das coisas, das pessoas e da vida.

Passa-se em Paris com um casal em vésperas de casar. Ela e os pais vêem de Paris a luz do dia, as lojas, a cultura oficial, etc., ele vê o mistério da noite e a alma da cidade nas pessoas que por ela passaram. Mais do que ver, ele partilha os sentimentos e a vida de todos os artistas que lá viveram. Enquanto ela anda com um amigo que lá encontra, um tipo pedante que sabe tudo de Paris mas não sente nada e não se transforma com as coisas ele vibra com tudo e transforma-se nessa vivência.

O actor principal imita o Woody Allen nos modos de falar, nos gestos e nos trejeitos. Muito engraçado. Só acho pena que o Woody Allen tenha sentido a necessidade de, quase no fim do filme, muito à maneira dos americanos, explicar o filme: dizer que o passado não está morto nem ultrapassado, mas vivo e presente, nas coisas e nas pessoas.

Depois, o filme é muito bonito: tem 'frames' impressionistas fabulosos e como parte do filme se passa na década de vinte é acompanhado da música dessa 'golden era' que eu absolutamente adoro: Cole Porter e outros...

 

Gostei imenso do filme. Eu chamei a este blog IP porque sempre senti que há uma Irmandade de Pensamento entre os grandes vultos da História que se compreendem uns aos outros como se fossem uma comunidade contemporânea e gosto de fazer parte dessa irmandade como leitora. Os clássicos e os menos clássicos de outras eras são, na realidade, presentes e em nada estão ultrapassados. Pelo contrário, têm uma característica de supra-temporalidade, talvez por terem apanhado algo da verdade da vida e uma pessoa quando viaja, por exemplo, se tem um bocadinho de imaginação sente a viva presença deles nos sítios e vê o que deles há em nós e é mais influenciada por esses grandes pensadores e artistas que por aqueles que se sentam ao nosso lado ou nos entram pela casa adentro na TV.

Enfim, um filme à Woody Allen, despretensioso mas incisivo. Como uma pintura que apanha alguém num dado momento numa situação específica de vida e reflecte sobre ela. Como ele diz no filme, a vida é, sobretudo, muito misteriosa.

 

 

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publicado às 17:23

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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