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... até lá, os professores que se lixem...

 

Divulgação – Concentração Ministério Educação 20 setembro – 4ª Feira 14H30

via http://www.arlindovsky.net

 

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publicado às 14:09


Estes pais que nos tramam

por beatriz j a, em 29.08.17

 

 

Hoje fui ao hospital levar uma vacina. Estávamos lá umas nove pessoas na sala de espera quando entra uma mulher com o filho. O miúdo, com cerca de cinco anos, vinha com um jogo electrónico com o som altíssimo, uma música e uma voz tipo Mário, completamente irritante. Sentou-se numa mesinha de apoio em vez de sentar-se na cadeira, a falar à bebé (dizia 'fomiga' em vez de formiga e a mãe não o corrigia - isto é tão nocivo para o desenvolvimento da linguagem e do pensamento) com o jogo, sempre altíssimo. A mãe chamou-o, disse que não ia. Levantou-se a mãe e foi dar-lhe um iogurte à colher como se fosse um bebé, ela de joelhos no chão, ele a virar a cabeça. A mãe como se nada fosse.

Como não me cabe a mim educar pais mas aquilo estava a incomodar-me imenso -mais a atitude da mãe que a do puto- levantei-me e fui esperar para o corredor onde não o ouvia. Passados cinco minutos já estávamos seis no corredor. O puto ia-nos expulsando da sala, um a um.

São estes pais que nos tramam: quando este miúdo chegar a uma sala de aulas só vai dar problemas em virtude de ninguém lhe ter ensinado competências básicas de sociabilidade ou lhe ter incutido um mínimo de regras e disciplina, alguma resistência à frustração...; enfim, quem se trama é o professor que o apanhar porque vai ter que trabalhar contra a mãe para o educar minimamente nessas áreas, muito antes de o poder instruir. Agora imagine-se uma turma com uma mão cheia destes...

 

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publicado às 14:52

 

 

Professores. Quando o cancro bate à porta

 

A quantidade de casos de professores que são obrigados a arrastar-se com doenças graves no trabalho por causa da indiferença das juntas médicas não tem explicação... será que têm ordens para deixar os professores morrer no trabalho para pouparem nas reformas?

 

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publicado às 05:34

 

Le recrutement des enseignants toujours en crise

Au Capes, le concours qui permet d'être professeur dans le secondaire, 12% des postes n'ont pas été pourvus. Les syndicats pointent le manque d'attractivité du métier.

 

Parece que o sector deixou de ser atractivo. Jura...???

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publicado às 06:38

 

Ferreira Leite: marcar uma greve de professores para um dia de exames é “absolutamente inaceitável”

No habitual espaço de comentário na TVI-24, a antiga ministra da Educação até começou por admitir que os professores "tenham algumas reivindicações", mas logo acrescentou que "sabem muito bem que não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas".

 

É quase impossível apanhar alguém que fale com honestidade ou dois dedos de testa sobre os assuntos, seja da parte dos comentadores, da oposição, dos membros do governo ou dos sindicalistas.

 

As reivindicações dos professores "não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas"? É que há 10 anos que "não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas". Já as reivindicações dos políticos, dos banqueiros, dos administradores públicos, dos assessores políticos, dos consultores jurídicos, dos amigos e familiares de políticos, dos autarcas e amigos de autarcas, dos donos do futebol, dos donos da electricidade, dos apresentadores de TV e outros afins, são sempre adequadas a qualquer momento e sempre passíveis de ser satisfeitas.

 

Aliás, as únicas profissões que compensam neste país, são: político, banqueiro ou sindicalista - três profissões onde pode fazer-se nada ou ser completamente incompetente e continuar no posto, a viver e a gastar o dinheiro dos outros.

Os políticos, no geral, estão ao nível do Nogueira, nos discursos, nas ideias e nos actos. Daí o estado do país.

 

 

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publicado às 06:56

 

Professores marcam greve para o dia de exames nacionais

Fenprof e FNE unidas para paralisação marcada para o dia 21 de junho

 

Então mas uma greve aos exames que é uma medida radical com consequências drásticas é marcada assim, de cima para baixo? Sem se perguntar aos professores, sem que as pessoas estejam mobilizadas, sem sequer tocarem em pontos importantes, decisivos, da educação? 

Isto é para fazer da greve um fiasco? É que nenhum professor faz uma greve a exames, iniciativa que implica um sacrifício para os alunos e um sacrifício pessoal, assim sem mais nem menos... Há aqui algum propósito subterrâneo que eu não esteja a ver?

 

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publicado às 18:37

 

Professores estão a perder até mil euros por mês

Ministro recebe esta quarta-feira mais de 10 mil postais de docentes de todo o país a reclamar regime especial de aposentação. Fenprof exige respostas até ao dia 26.

Uma classe envelhecida, desgastada por elevados níveis de precariedade e "congelada" quase desde o início do século. As queixas não são novas. A Federação Nacional de Professores (Fenprof) assinala esta quarta-feira um dia nacional de luta para exigir um regime especial de aposentação, novos momentos de vinculação extraordinária e descongelamento da carreira e entra em contagem decrescente para o fim do prazo dado ao ministro - até ao dia 26 - para aceitar um compromisso político ou enfrentar uma greve que pode coincidir com o arranque dos exames.

 

 

 

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publicado às 05:45


Os professores são heróis

por beatriz j a, em 22.03.17

 

 

Escolas. Houve 40 reformas curriculares nos últimos dez anos

 

É a única conclusão possível, pois quem consegue continuar a trabalhar e formar alunos no meio deste campo minado que são as reformas impostas a todo o instante, umas a contradizer as outras que ainda ontem foram impostas e nem sequer foram avaliadas (e sem falar que a isto se somam as reformazinhas internas que são as 'ideiazinhas' e 'projectozinhos de estragar alunos' dos moços de recados da tutela e amigos que se arrastam há anos nos cargos das escolas) não tem outra designação senão essa. Nós, professores, trabalhamos apesar da tutela, apesar da esquizofrenia de vaidades dos decisores, apesar de sermos o saco sem fundo para onde se atiram todos os problemas socialmente não resolvidos, apesar de sermos as primeiras vítimas dos cortes de cada vez que é preciso financiar calotes de banqueiros, apesar de sermos, na boca de imensos políticos, os culpados de todos os males sociais, apesar da quase totalidade dos ministros e secretários de Estado da tutela não nos suportarem e acharem que não fazemos ponta de um corno. Continuamos a trabalhar, a formar pessoas e a ensinar apesar de todas estas forças contraditórias e destruidoras. Se isso não é ser herói não sei o que seja. 

 

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publicado às 04:53


Falta de respeito pelas pessoas

por beatriz j a, em 08.03.17

 

 

Professora com cancro diz ser obrigada a regressar à escola

No entanto, ressalvou não se sentir em condições para ir trabalhar. "A lei garante-me que eu tenho direito a uma prorrogação dos 18 meses por se tratar de uma doença incapacitante que exige tratamento prolongado", acrescentou ainda.

Depois dos tratamentos mais agressivos, a doença estabilizou, mas Cristina tem já tratamentos marcados até julho de 2018. A doente faz quimioterapia de manutenção, de três em três meses.

 

 

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publicado às 20:22

 

 

O Mito do Vencimento dos Professores para a OCDE 

 

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publicado às 06:14

 

Why... Study Philosophy?

 

The second caveat (“Objection 2”) is that insofar as contemporary philosophy does come up with intelligible conclusions, they are frequently banal. Take, for example, On What Matters, the Oxford philosopher Derek Parfit’s two-volume magnum opus, published in 2011. His 1,400-odd pages are unusually clear and cogent; it was generally praised as a major work making original contributions to the whole field of present-day philosophical debate. Yet his answer to the question “What matters most?” is underwhelming. In Volume One he writes: “What now matters most is that we rich people give up some of our luxuries, ceasing to overheat the Earth’s atmosphere, and taking care of this planet in other ways, so that it continues to support intelligent life.” This seems to me to be not much better than a statement of today’s — probably ephemeral — conventional wisdom. Philosophers have no special insight into natural phenomena such as climate change; you don’t need to study ethics to renounce luxuries or take care of the planet. Volume Two concludes: “What matters most is that we avoid ending human history.” This may be true; but apart from mad dictators or religious fanatics, such as the Supreme Leaders of North Korea and Iran, Kim Jong-un and Ayatollah Khameini, who on earth would disagree? If this is the best that philosophers can do to explain the meaning of life, the rest of us may well think that we can save ourselves the trouble of reading them.

 

Hoje em dia a sociedade é de tal modo obcecada pela auto-promoção que qualquer professor de filosofia universitário se auto-proclama filósofo. São todos filósofos. Nas escolas secundárias muitos professores dizem-se também filósofos por darem uma disciplina de filosofia. Qualquer dia até os outros que não percebem um boi de filosofia mas andam a fingir que dão filosofia a alunos do básico também se auto-intitulam filósofos [e quem sabe, oferecem-se para me explicar o que é a filosofia, como outro dia um que me dizia que aquilo que ensina não é filosofia]... depois acabam a dizer estas vulgaridades com um ar pomposo sem se dar conta dos estragos que fazem. É triste.

 

 

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publicado às 05:52

 

 

 

Resta saber porquê... esta diz que pouco mais de metade dos directores das escolas querem dois semestres em vez de 3 períodos escolares com a única razão de serem mais equilibrados.

Aqui há duas coisas: em primeiro lugar, esses 54% de directores são cerca de 160 pessoas. Num universo de mais de 100 mil professores, que relevância tem a opinião de apenas 160 pessoas que nem sequer dão aulas...? Em segundo lugar, uma medida que implica tantas mudanças tem que ser pensada calculando se os prejuízos vêm a ser maiores que os benefícios. Assim de repente, por exemplo, se o facto de os alunos terem 2 avaliações em vez de 3 lhes dá mais hipóteses ou menos de recuperarem aprendizagens. Haverá muitas outras questões a ponderar, certamente.

O que quero dizer que medidas destas não se podem fazer em cima do joelho, como é costume e para agradar a meia dúzia de pessoas que estão tão habituadas a decidir por todos sem discussão que já nem lhes passa pela cabeça pensar a sério nos assuntos. 

Mas estas notícias, volta e meia estão nos jornais tal qual como estavam há uns meses... resta saber porquê.

 

Mais de metade dos directores dos agrupamentos escolares (54,1%) concorda que o calendário escolar passe para apenas dois semestres, indica um inquérito sobre O que pensam os directores e os presidentes de Conselhos Gerais sobre questões pertinentes da escola portuguesa, realizado junto de mais de 300 destes responsáveis escolares.

 

 

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publicado às 11:26


Elogio dos professores

por beatriz j a, em 31.08.16

 

 

 

 

 

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publicado às 16:34

 

A mão de obra barata da educação

 

Conheço bem a atividade dos professores das AEC (Atividades de Enriquecimento Curricular). São licenciados e mestres, alguns preparam doutoramento. Gente do mais alto nível. Nas escolas onde vou, chamado para as ações com os meus pequenos leitores, lá os encontro. Jovens, dinâmicos, criativos, ensinam inglês, educação musical, expressão plástica, artes de palco, dança, atividades físicas e desportivas, educação para a cidadania, informática, xadrez, dramatizam as histórias com os alunos, constroem cenários, inventam peças de teatro, agarram nos poemas dos escritores convidados, aplicam-lhes uma música e põem os alunos a cantar empolgados, formando coros de vozes coloridas e alegres. Com o contributo destes professores, a escola não é uma seca. Longe disso. É um espaço de cor, alegria e vida, um motor de criatividade e autoestima. Nos espetáculos festivos, enchem os olhos aos pais, tios, avós e bisavós das crianças, que ali vão deslumbrar-se, orgulhosos, com os desempenhos inocentes das suas pequenas vedetas.

E o Estado o que lhes dá em troca? Miséria. Recebem remunerações mensais que, por vezes, nem chegam aos 300 euros, são "chutados" para a rua quando as aulas acabam sem ao menos se acautelarem os programas de continuidade pedagógica. São a mão de obra barata da Educação. Nem sequer podem pedir o subsídio de desemprego, nem subsídio de férias, nem de Natal, nem de maternidade. E se faltam um dia por doença... já não o recebem.



O contraste da educação com o indivíduo do post anterior e todos os outros proto-Salgados deste país. Quando a educação é sacrificada para beneficiar os tipos da banca que nos roubam e depauperam a todos que futuro podemos ter?

Ontem um comentador não gostou de qualquer coisa que escrevi contra os políticos que têm sustentado este estado de coisas e chamou-me (entre outras coisas) indigente. Pensou estar a ofender-me mas a verdade é que só está a confirmar os factos: efectivamente, na educação, exceptuando meia dúzia de pessoas cheias de privilégios (os moços de recados da tutela e os seus moços de recados) somos todos mais ou menos indigentes. Os mais novos mais, como se lê na notícia. Ninguém tem contas de bilião, tudo é contado ao tostão.

 

 

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publicado às 06:30

 

A history teacher responds to PM Medvedev’s suggestion educators should go into business
 
 
 

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publicado às 06:57

 

 

Nos últimos 10 anos menos 43.000 professores no ensino público, menos 4.000 professores no ensino privado. 43.000 professores é muita gente... e não se deve apenas a factores demográficos.

 

  estudo publicado ontem pela Direcção-Geral das Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) via http://www.arlindovsky.net

 

 

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publicado às 15:57


Cá, caminhamos para isto...

por beatriz j a, em 28.07.16

 

 

Indiana’s got a problem: Too many teachers don’t want to work there anymore

What’s going on? Pretty much the same thing as in Arizona, Kansas and other states where teachers are fleeing: a combination of under-resourced schools, the loss of job protections, unfair teacher evaluation methods, an increase in the amount of mandated standardized testing and the loss of professional autonomy.

 

Teacher Shortages Spur a Nationwide Hiring Scramble  

 

Why Do Teachers Quit?

 

 

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publicado às 16:00

 

 

"Os professores são os únicos adultos que encaram os jovens", afirma Mario Sergio Cortella 

 

Pioneiro: E além da má remuneração, ocorre ainda a falta de respeito com os professores...
Cortella: Isso acontece tanto porque nós, professores, somos os únicos adultos que encaram o jovem hoje. As crianças tem autonomia, fazem a comida sozinha usando o micro-ondas, não falam mais com os pais. Os pais são reféns das crianças: ela decide onde vai almoçar, o que a família assistirá na televisão. A primeira pessoa que ela encontra no dia que pergunta: 'onde está teu caderno? e o uniforme? pode desligar o celular?', é o professor. 

 

 

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publicado às 14:55


Professores expulsos porque ganham de menos

por beatriz j a, em 29.03.16

 

 

 

Teachers sent packing in midst of recruitment crisis – because they earn too little

 

Kelly Wilcox teaches English in a secondary school in south London. Her students are thriving. She has a boyfriend and a cat and a job she loves. She grew up in Connecticut in the US, but now her life is here. At least that’s what she thought.

Under immigration rules that come into force next month, skilled workers – including teachers – from non-EU countries will need to earn at least £35,000 to remain in the UK permanently.

With a salary of just over £29,000, Wilcox faces having to leave the country - and her beloved pupils - at a time when headteachers are facing a desperate shortage of teachers.

 

Ser professor numa escola nunca foi uma profissão de ganhar muito dinheiro mas também não era uma profissão para empobrecer. Agora é. Com as novas leis de imigração para trabalhadores que venham de fora da UE, a Inglaterra só deixa ficar os que ganhem, pelo menos, 35.000 libras, o que está acima das 29.000 libras de salário dos professores. E isto no meio de uma crise de falta de professores porque... ninguém mais já quer uma profissão cada vez mais sem autonomia, sem prestígio e sem salário e condições decentes.

 

 

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publicado às 10:17


E é isto...

por beatriz j a, em 26.03.16

 

 

 

Hoje fui lá abaixo ao mercado e encontrei, a vender numa banca, uma colega que esteve lá colocada na escola há 4 anos a dar aulas. Disse-me que com os cortes do Crato deixou de ficar colocada e, claro, teve que orientar-se para pagar a renda da casa. É assim que as coisas estão...

Lembrava-me muito bem dela porque tínhamos uma turma em comum e fomos as duas numa visita de estudo organizada por outro colega. Tenho muito boa impressão dela como profissional e revolta-me que estas pessoas sejam empurradas para fora para poupar dinheiro, não para melhorar o sistema. Disse-me que tem pena porque gostava dos alunos. Fiquei ali uma data de tempo à conversa com ela. 

 

 

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publicado às 12:18

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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