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Um professor trabalha dez anos e isso não conta para nada, um político trabalha dez anos e isso conta a triplicar e dá-lhe direito a uma pensão vitalícia. Quantos deputados e ministros são reformados aos 50 anos com pensões vitalícias?

Até bandidos declarados recebem pensão vitalícia...

Pensões vitalícias dos ex-políticos

As subvenções mensais vitalícias dos titulares de cargos políticos vão custar mais de 7,2 milhões de euros em 2018, de acordo com a proposta do Orçamento do Estado que está em discussão na especialidade. A notícia é avançada hoje pelo jornal “Correio da Manhã”, salientando que a despesa com essas pensões vitalícias aumentou substancialmente a partir de 2016, quando foram eliminados os cortes aplicados durante o programa de resgate financeiro.

 

“No atual universo de 327 beneficiários da pensão dos políticos para toda a vida, os cinco primeiros têm pensões atribuídas de valor apreciável: Vasco Rocha Vieira, ex-governador de Macau, tem 13.607 euros por mês, ainda que este montante esteja sujeito a uma redução parcial por imposição legal; Carlos Melancia, também ex-governador de Macau, tem 9.727 euros por mês; Jorge Hagedorn Rangel, que esteve também ligado a Macau, tem 6.633 euros por mês; António Guterres, antigo primeiro-ministro e atual secretário-geral da ONU, tem 4.138 euros por mês; e João de Deus Pinheiro, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-comissário europeu, tem 3.967 euros por mês,” especifica o “Correio da Manhã”.

 

“Três contemplados foram acusados de crimes pela Justiça: José Sócrates, antigo primeiro-ministro, Domingos Duarte Lima, ex-deputado do PSD, e Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna, estão a receber a pensão vitalícia atribuída aos políticos,” destaca o mesmo jornal.

 

 

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publicado às 08:15


Nem mais!

por beatriz j a, em 16.11.17

 

 

 

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publicado às 18:51


A chatice dos factos

por beatriz j a, em 17.10.17

 

Orçamento do Estado 2018

Gastos dos gabinetes de Costa acima de Sócrates

 

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publicado às 07:25

 

Relatório deixa ministra em contagem decrescente

 

... para ainda não ter chegado ao fim... dizer que não há certeza da incompetência grosseira da ministra e dos serviços que tutela é o mesmo que os amigos do Sócrates -entre os quais os que entraram para a política com tostões e saíram de lá com milhões- dizerem que estão espantados com as acusações ou o Oliver Stone vir dizer que é preciso esperar pelo tribunal para ter a certeza que Harvey Weinstein é mesmo um porco nojento porque, sabe-se lá se as acusações destas mulheres todas não são mera coscuvilhice.

Que o primeiro ministro tenha escolhido a ministra pensando que era competente e se tenha enganado, compreende-se, agora que face a tanta morte e destruição que resultou do caos dos serviços que tutela, ainda esteja à espera que chovam rãs do céu para agir é o tipo de coisa que nos faz perder o respeito por ele porque fica evidente que, das duas uma, ou não vê a gravidade da situação, o que indica falta de senso ou vê e desconsidera por razões partidárias o que indica falta de estatura política e seriedade.

Quem é que, seriamente, quer depender desta ministra e dos seus serviços? Se amanhã houvesse um sismo muito grave outra catástrofe do género, ninguém se salvava porque os serviços de protecção civil agem como baratas tontas. 

 

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publicado às 07:47

 

 

Que soluções têm para este problema, se nem sequer tratam de evitar, todos os anos, milhares e milhares de incêndios? Uma pessoa gostava de ter respeito pelos políticos do país mas é difícil, muito difícil.

 

 

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publicado às 19:10


Os sugar babies

por beatriz j a, em 15.07.17

 

Ir ou não ir a Paris

Nuno Botelho

 

Este indivíduo, um advogado da banca, empresário e já meio lançado na política, acha que o caso das demissões dos secretários de Estado é tudo uma estupidez de invejosos porque eles de certeza que não prestaram favores à GALP e ainda por cima eram todos muito competentes e é uma pena perderem-se por causa de invejas. Não só já temos políticos mal pagos (face às suas responsabilidades), como em breve teremos políticos sem vida própria, sem cultura e sem mundo, diz ele.

 

Quem lê este artigo já o pôs na coluna dos desejáveis, os que gostam de receber viagens e colares de pérolas, se um dia vier a ocupar lugar público que importe a alguém.  

 

Outro dia, ouvi, sem querer, uma conversa de uma rapariga que estava ao telemóvel, ao meu lado. Estava a combinar umas férias com amigos antes de ser enviada para o próximo posto (percebi que trabalhava numa organização tipo ONU). Então dizia à outra que fulana de tal estava com problemas porque é indonésia, divorciada de um australiano e casada agora com um americano e, no país da Europa para onde queria ir, ainda a consideram casada com o australiano por ter-se divorciado na Austrália à revelia da lei indonésia que proibe o divórcio. E dizia à outra, 'o problema é que aqui na Europa não é como nos países asiáticos onde pões um presente na mão do tipo da alfandega ou do advogado e tudo se faz. Aqui isso não funciona com subornos'.

 

Pois, por acaso não funciona, na maioria das vezes, mas não é por tipos como este Botelho não o quererem... é só porque as leis não são feitas, por enquanto, por Botelhos.

Gostava de ver a 'inveja' deste Botelho um dia que fosse prejudicado por alguém que, por acaso, recebe viagens e colares de pérolas e outras mundivivências de um sugar daddy ou sugar mommy.

 

 

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publicado às 17:50

 

 

... faz lembrar aquela anedota sobre a diferença entre a religião protestante e a católica que reza assim, 'um tipo vai ter com um pastor protestante e diz, 'Cometi um crime: matei.' O pastor prega-lhe um grande sermão, fala-lhe dos mandamentos, de arrependimento, da gravidade do acto, obriga-o a uma penitência dura... Um tipo vai ter com o padre católico e diz, 'padre, venho confesar um crime: matei!' O padre responde, 'Quantos, meu filho?' 

 

Eleitores não castigam autarcas corruptos

Os portugueses têm tendência para amnistiar os políticos e tolerar o fenómeno da corrupção, optando por não fazer qualquer tipo de punição eleitoral, sobretudo a nível local, asseguram investigadores.

 

 

 

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publicado às 06:48

 

 

Há um silêncio ensurdecedor daqueles que gostam de dizer que são da esquerda. Será que estão todos de férias a banhos e não sabem que o centro do país está a arder e há dezenas de mortos e centenas de feridos? Pois...

 

Acredito que se o governo fosse daqueles que gostam de dizer que são da direita o caso seria simétrico e esse é um problema deste país. Os políticos não sentem necessidade de ser leais aos portugueses.

 

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publicado às 13:35

 

Ferreira Leite: marcar uma greve de professores para um dia de exames é “absolutamente inaceitável”

No habitual espaço de comentário na TVI-24, a antiga ministra da Educação até começou por admitir que os professores "tenham algumas reivindicações", mas logo acrescentou que "sabem muito bem que não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas".

 

É quase impossível apanhar alguém que fale com honestidade ou dois dedos de testa sobre os assuntos, seja da parte dos comentadores, da oposição, dos membros do governo ou dos sindicalistas.

 

As reivindicações dos professores "não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas"? É que há 10 anos que "não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas". Já as reivindicações dos políticos, dos banqueiros, dos administradores públicos, dos assessores políticos, dos consultores jurídicos, dos amigos e familiares de políticos, dos autarcas e amigos de autarcas, dos donos do futebol, dos donos da electricidade, dos apresentadores de TV e outros afins, são sempre adequadas a qualquer momento e sempre passíveis de ser satisfeitas.

 

Aliás, as únicas profissões que compensam neste país, são: político, banqueiro ou sindicalista - três profissões onde pode fazer-se nada ou ser completamente incompetente e continuar no posto, a viver e a gastar o dinheiro dos outros.

Os políticos, no geral, estão ao nível do Nogueira, nos discursos, nas ideias e nos actos. Daí o estado do país.

 

 

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publicado às 06:56


Tomem lá a Maria Tanase a rogar pragas

por beatriz j a, em 13.02.17

 

 

(são pragas de amor como se percebe pelo tom pesado e dramático da voz dela [há lá coisa mais dramática que o amor?] mas eu divirto-me a pensar que são pragas rogadas a todos os que nos andam a encornar aqui no rectângulo há 800 anos 😜)

 

 

 

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publicado às 22:20

 

 

Rendimentos dos licenciados baixaram 20% desde 1998

Os salários mais altos concentram-se sobretudo nos seguros, banca, energia e no Estado.

“Esses salários mais altos ocorrem em setores de bens ou serviços não transacionáveis. A começar pelos bancos, onde os custos salariais têm aumentado de forma exponencial, como foi o caso da Caixa Geral de Depósitos (CGD). A troika e o governo anterior tentaram alterar este panorama de setores protegidos, mas está à vista que não conseguiram”, explicou recentemente Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para Competitividade.

 

... ou seja, políticos e satélites, que vão rodando nas cadeiras para não dar muito nas vistas, trataram da sua vidinha durante a crise (parece que o BDP esteve sempre a aumentar salários e não sofreu cortes. Deve ser do bom trabalho que fizeram com o BPN, BES, etc., etc.), à custa de todos nós. Já sabíamos, não é um acaso termos 800 anos de experiência de sermos encornados por políticos. Mas obrigada pela confirmação dos números.

 

 

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publicado às 21:55


Os políticos adoram isto...

por beatriz j a, em 13.01.17

 

 

Dão medalhas uns aos outros, fazem elogios desmesurados uns aos outros, exageram as virtudes uns dos outros [às vezes até ao ridículo], mandam-se pintar e esculpir e penduram-se nas paredes dos edifícios públicos... 

 

 

 

 

 

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publicado às 05:55

 

Por que foi tão pouca gente ao funeral de Soares?

É muito triste esta incapacidade de nos sentirmos em dívida para com os melhores de nós. E de lhes prestarmos o justo tributo enquanto tal.

 

Se calhar estão, mais uma vez, a pensar em circuito fechado, como políticos, com pressupostos de políticos. Se calhar estão tão divorciados do povo que não percebem que o endeusamento ad nauseam que estavam a fazer de Soares, em vez de ser um incentivo foi o oposto.

Se calhar as pessoas não se identificam com a exaltação de Soares a valores imortais, como os políticos lhe atribuíram nestes dias e se calahr vêm nisto tudo um espectáculo mais para proveito dos próprios que para homenagear o Soares.

Soares foi um lutador anti-ditadura (outros o foram e muitos anonimamente), teve um papel importante no travão do PC de Cunhal mas depois disso passou o resto da vida em cargos a promover-se uma boa vida e aos amigos e à família.

Era um tipo do partido e dos seus amigos acima de tudo e, mesmo não tendo sido um mau Presidente, não fez nada de extraordinário, foi um despesista e como primeiro-ministro foi muito mau... E toda a gente sabe isso. E ainda há a questão de África, de Macau, da doações de terrenos em Lisboa, e dinheiro, que o filho lhe deu porque ele queria uma Fundação... se calhar o tal povo tem uma visão realista dele e sabe que lhe deve uma parte por vivermos em liberdade mas não lhe reconhece nenhum heroísmo sacro. 

Ele não foi o único que fez estas coisas só que as fez com mais eficácia. Sabemos que os que combateram a ditadura acham que merecem subvenções, cargos e privilégios por causa desse passado e que por isso os distribuem entre si desde o 25 de Abril. É assim que têm reformas ao fim de oito anos nos cargos políticos e que são todos generais ou administradores de empresas públicas ou estão em altos cargos no Estado e nisso não há heroísmo.

É mais aquela velha lei, 'chegou a minha vez de estar na boa'. Só que o tal povo percebe que fica mais ou menos na mesma como estava. Com liberdade, sim, mas... e a riqueza? Foi para os políticos e amigos. E as consequências da corrupção de todos esses que vivem no, e, do Estado... quem é que a paga? Os mesmo do povo que já pagavam a da ditadura... então passamos uma esponja por isso tudo?

 

A mim parece-me que esta característica dos portugueses verem que as pessoas têm actos e atitudes heróicas e de grande valor mas não são heróis, é uma virtude e não um defeito porque à conta disso também não embarcam em demonizações.

No rescaldo do 25 de Abril, com a excepção de governantes e políticos (mais uma vez) que quiseram incentivar o povo ao ódio e alimentavam acções de vingança, de sabotagem, saneamento, as pessoas não desataram a matar PIDES, não destruiram todos os sítios e pessoas aliadas ao antigo regime, antes deram um exemplo de maturidade. Lá está, não embarcam em exageros emocionais a não ser por pessoas do povo com quem se identificam. Se os videntes de Fátima não fossem gente do povo ninguém os tinha seguido por muito que pregassem ter visto quarenta Nossas Senhoras...

 

Se é certo que não somos bons a conhecer a nossa História, quanto mais a promovê-la, porque tivémos muitos heróis nestes 800 anos, a verdade é que os heróis nunca foram os políticos e, os governantes dos últimos séculos só nos enterraram: uns venderam-nos aos espanhóis, outros aos ingleses, outros fugiram para o Brasil e deixaram-nos aqui entregues à nossa sorte... tivémos uma guerra civil porque um rei quis ficar nas praias do Brasil e reinar-nos à distância, através da filha se casar com o seu irmão; não souberam acabar com a monarquia sem matar o Rei e o filho, depois veio o caos político e saque do povo na 1ª República, depois o Salazar que podia ter sido um herói mas se transformou num carrasco, depois veio uma espécie de remake da primeira República, com saque e tudo, e agora estamos nesta situação de estarmos com a corda ao pescoço por causa da corrupção, da promiscuidade entre os políticos, a banca e as empresas públicas que nos roubam à descarada: estudar custa uma fortuna, a saúde uma fortuna... e querem que o povo os ache heróis?

Os heróis dos portugueses são os poetas: o Camões, o Bocage, o Torga, o Pessoa, a Florbela e todos os que os cantam. Depois são as pessoas do povo: os Eusébios, as Amálias e os Ronaldos que nunca negaram as suas origens. O Ronaldo anda com a mãe madeirense para todo o lado.

Na verdade, a última geração de governantes que teve um efeito geral positivo no país, foi a Inclita de quem sentimos orgulho. Daí para cá temos muitos heróis anónimos que estão por conhecer mas como as Humanidades estão em estado de abandono e desinvestimento...

 

Se calhar temos que reconhecer que apesar de termos tido portugueses com acções de muito valor, os heróis são as pessoas do povo que lhes aturam tudo -aos políticos e governantes- sem muitas revoluções e sem guilhotinas.

Se calhar não é à toa que a Portuguesao nosso Hino, que nasceu da revolta 'popular contra os ingleses e contra o governo português, que permitiu esse género de humilhação' diz, 'heróis do mar, nobre povo' e não, 'heróis do Paço e de São Bento, nobres políticos, banqueiros e governantes'.

 

 

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publicado às 20:19


Isto tem a sua piada

por beatriz j a, em 18.10.16

 

CDS exige aumentos para pensionistas mais pobres

 

Terem estado até há bem pouco tempo no governo a cortar salários, pensões, carreiras, vidas e futuros, de tal maneira que a classe média foi em peso e pânico votar PS e BE e virem agora exigir que se contrarie a pobreza.

Eu acho bem que se contrarie a pobreza, só acho é piada ser este indivíduo, que entrou no governo de lambreta e saiu de Audi de 200 mil euros ou lá o que foi, a exigi-lo neste tom de indignação.

 

 

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publicado às 05:52


Jogos sujos para políticos sujos

por beatriz j a, em 01.09.16

 

 

Ex-espiões vendem serviços a políticos e empresários

 Intellcorp uma empresa recém-criada que vende serviços de intelligence - uma espécie de secretas privadas - a "políticos com ambição de ascensão a qualquer tipo de poder e a políticos já estabelecidos", mas também a "empresários que querem estar preparados para os desafios com que se comprometeram".

 

 

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publicado às 05:11


Vanitas vanitatum et omnia vanitas

por beatriz j a, em 13.07.16

 

 

Bad hair days for François Hollande over €10,000 coiffeur bill

 

A vaidade e a falta de ética da classe política são, salvo raras excepções, um poço sem fundo. 

 

 

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publicado às 18:44

 

 

 

 

 

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publicado às 20:39


"Somos o país do pequeno poder" II

por beatriz j a, em 06.07.16

 

 

É isto: o primeiro ministro teve que ser forçado a entregar a declaração e tem inconsistências relativamente ao que tinha anteriormente declarado. Há 7 conselheiros de Estado que não entregam declarações no prazo legal, entre eles, Guterres e Louçã. A acuidade das declarações não é controlada...

Quando os principais responsáveis pelas decisões que a todos nos afectam têm que ser forçados a cumprir a lei que se pode esperar da sua ética política?

 

 

Clicar nas imagens para ler.

 

 

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publicado às 07:59

 

 

When David Cameron measures the gravity of the situation

 

 

 

A política, a economia e a finança podem ser vistas como um jogo de xadrez: têm equipas adversárias, peças com movimentos amplos como as rainhas que se movem em qualquer direcção (são os lobbies) ou os que não andam a direito (os amigos e as cunhas) como os cavalos, etc. O xadrez é um jogo complexo e para o jogar bem é preciso ter domínio de como se movimentam as peças no tabuleiro, do risco de certas entradas, das possibilidades de cada peça, é preciso saber bem as jogadas e jogadores do passado, o que fizeram em certas situações, como saíram de dificuldades e, é preciso ter uma noção de geografia e espaço.

 

Não se pode jogar xadez como quem joga damas, a querer saltar sobre peças e comer etapas porque a realidade não é assim.

 

Ora, o que vemos é que as pessoas que estão nos cargos: governos, banca e finanças, infelizmente, são pessoas muito vulgares: lêem pouco de modo que não conhecem os perigos e virtudes das peças, sabem pouco das regras do jogo, não têm qualidade mental para calcular o efeito das jogadas, não conhecem o jogo do ponto de vista da posição oposta e, acima de tudo, são inconsequentes e irresponsáveis de modo que arriscam à toa sem saber calcular os riscos: os banqueiros arriscam o dinheiro dos clientes, os políticos arriscam a vida e segurança dos povos leviana e irresponsavelmente com objectivos de adiantar as suas carreiras.

 

Foi o que fez o Cameron. Ele arriscou uma jogada muito perigosa sem calcular as possibilidades de movimentação das várias peças como fazem os políticos normais que são a esmagadora maioria. Havia já, entre os políticos, quem o considerasse um líder histórico excepcional e, acredito que, se a jogada, por sorte (porque nada foi bem calculado como se vê pela desorientação em que estão agora), tivesse corrido bem, estaria agora a ser felicitado e invejado por toda a gente, sendo que muito políticos no futuro o imitariam na esperança de ter os mesmos ganhos de fama e honra [e o dinheiro que se lhes segue].

 

Geralmente não se dá pela irresponsabilidade, tacanhez e ignorância dos políticos em arriscarem passadas muito maiores que a perna porque as perdas não são tão significativas como esta foi mas, quem acompanha a política e a banca portuguesa vê isto todos os dias: jogadas de jogadores medíocres de damas em tabuleiro de xadrez.

 

 

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publicado às 06:25


Nivelar por baixo

por beatriz j a, em 08.05.16

  

 

Sócrates: Passos Coelho "não percebeu o simbolismo" do túnel do Marão

No seu discurso, o primeiro-ministro António Costa também sublinhou o carácter “histórico” deste investimento e comparou a relevância da abertura do túnel do Marão à construção da primeira ponte sobre o Tejo, durante o Estado Novo. 

 

 

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publicado às 14:13

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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