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Safo - poesia ao entardecer

por beatriz j a, em 30.07.17

 

 

by Christopher Vo

 

#Εροσ δ! εϕτιϖναξεϖ μοι

φρεϖνασ, ωϕσ α[νεμοσ κα;τ οροσ δρυϖσιν εϕμπεϖτων.

(Safo, fr. 50 D)

 

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publicado às 21:13


"O meu país é o que o mar não quer"

por beatriz j a, em 01.07.17

 

 

"Morte ao meio-dia"

No meu país não acontece nada
à terra vai-se pela estrada em frente
Novembro é quanta cor o céu consente
às casas com que o frio abre a praça

Dezembro vibra vidros brande as folhas
a brisa sopre e corre e varre o adro menos mal
que o mais zeloso varredor municipal
Mas que fazer de toda esta cor azul

que cobre os campos neste meu país do sul?
A gente é previdente tem saúde e assistência cala-se e mais nada
A boca é pra comer ou pra trazer fechada
o único caminho é direito ao sol

No meu país não acontece nada
o corpo curva ao peso de uma alma que não sente
Todos temos janela para o mar voltada
o fisco vela e a palavra era para toda a gente

E juntam-se na casa portuguesa
a saudade e o transístor sob o céu azul
A indústria prospera e fazem-se ao abrigo
da velha lei mental pastilhas de mentol

O português paga calado cada prestação
Para banhos de sol nem casa se precisa
E cai-nos sobre os ombros quer a arma quer a sisa
e o colégio do ódio é a patriótica organização

Morre-se a ocidente como o sol à tarde
Cai a sirene sob o sol a pino
Da inspecção do rosto o próprio olhar nos arde
Nesta orla costeira qual de nós foi um dia menino?

Há neste mundo seres para quem
a vida não contém contentamento
E a nação faz um apelo à mãe
atenta a gravidade do momento

O meu país é o que o mar não quer
é o pescador cuspido a praia à luz do dia
pois a areia cresceu e o povo em vão requer
curvado o que de fronte erguida já lhe pertencia

A minha terra é uma grande estrada
que põe a pedra entre o homem e a mulher
O homem vende a vida e verga sob a enxada
O meu país é o que o mar não quer

de, Ruy Belo 

 

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publicado às 20:37


Do livro de um amigo desaparecido

por beatriz j a, em 26.06.17

 

 

 

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daqui deste livro que comprei há muitos anos para um amigo que era poeta mas que desapareceu de repente e nunca mais soube nada dele. guardo-lhe o livro e vou-lhe gastando as páginas:

 

 

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publicado às 22:45


Poesia de fim de dia

por beatriz j a, em 05.05.17

 

 

“Não estejas longe de mim um só dia,
Porque, não sei dizê-lo, é comprido o dia,
e te estarei esperando como nas estações
quando em alguma parte dormitaram os trens.
Não te vás por uma hora porque então
nessa hora se juntam as gotas do desvelo
e talvez toda a fumaça que anda buscando a casa
venha matar ainda meu coração perdido.
Ai que não se quebrante tua silhueta na areia
Ai que não voem tuas pálpebras na ausência
Não te vás por um minuto, bem-amado,
Porque nesse momento terás ido tão longe
que eu cruzarei toda a terra perguntando
se voltarás ou se me deixarás morrendo.”


(Pablo Neruda)

 

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publicado às 21:17


A poesia é um consolo III

por beatriz j a, em 19.04.17

 

 

 

 

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daqui:

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publicado às 21:47


A poesia é um consolo II

por beatriz j a, em 19.04.17

 

 

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publicado às 21:28


A poesia é um consolo

por beatriz j a, em 19.04.17

 

 

IMG_0754.jpg

 

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publicado às 21:04


Aforismo

por beatriz j a, em 12.01.17

 

 

Aforismo

Havia uma formiga
compartilhando comigo o isolamento
e comendo juntos.

Estávamos iguais
com duas diferenças:

Não  era interrogada
e por descuido podiam pisá-la.

Mas aos dois intencionalmente
podiam pôr-nos de rastos
mas não podiam
ajoelhar-nos.

 

Noémia de Sousa

 

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publicado às 04:48


Incompletos

por beatriz j a, em 28.12.16

 

 

“Come with all your shame, come with your swollen heart, I’ve never seen anything more beautiful than you.”

— Warsan Shire

 

 

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publicado às 04:34


3 poemas de Torga

por beatriz j a, em 18.12.16

 

 

A PALAVRA

 

Falo da natureza.
E nas minhas palavras vou sentindo
A dureza das pedras,
A frescura das fontes,
O perfume das flores.
Digo, e tenho na voz
O mistério das coisas nomeadas.
Nem preciso de as ver.
Tanto as olhei,
Interroguei,
Analisei
E referi, outrora,
Que nos próprios sinais com que as marquei
As reconheço, agora.

 

....

 

APELO

 

Porque
não vens agora, que te quero
E adias esta urgência?
Prometes-me o futuro e eu desespero
O futuro é o disfarce da impotência.

Hoje, aqui, já, neste momento,
Ou nunca mais.
A sombra do alento é o desalento
O desejo o limite dos mortais.

 

...

 

EXORTAÇÃO

 

Meu irmão na distância, homem
Que nesta mesma cama hás-de sofrer:
Que nem a terra nem o céu te domem;
Nenhuma dor te impeça de viver!


Miguel Torga

 

 

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publicado às 13:47


Poesia ao anoitecer

por beatriz j a, em 31.10.16

 

 

All'amore non si resiste
perché le mani vogliono possedere la bellezza
e non lasciare tramortite anni di silenzio.
Perché l'amore è vivere duemila sogni
fino al bacio sublime.

 

(Alda Merini)

 

 

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publicado às 23:11


Dos livros da estante - A Rosa do Mundo

por beatriz j a, em 15.10.16

 

 

 

20161015_051517.jpg

 

daqui:

 

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publicado às 05:18

 

 

Sobre a responsabilidade que vem com o privilégio, sobre as obrigações dos priviligiados para com a sociedade, o interesse público e a república que lhes deram um tal avanço sobre os outros não educados que são os que engrossam as filas dos desempregados e mal pagos. Sobre a relação entre a educação e a liberdade, não apenas dentro dos EUA mas no mundo. Sobre o valor da poesia na reflexão acerca dos grandes temas da sociedade, nomeadamente o poder. Como Frost via a poesia: como instrumento de livrar o poder de si mesmo, dos seus abusos.

Sobre a arte não como uma forma de propaganda mas uma forma da verdade. Sobre o ideal de uns EUA serem respeitados, mais que temidos, pelo mundo.

 

 

Um discurso tão distante, nos termos, nos propósitos e no conteúdo, dos discursos desta campanha eleitoral.

 

 

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publicado às 12:40


Às vezes...

por beatriz j a, em 08.07.16

 

 

 

 

 

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publicado às 19:47


"Musa ensina-me o canto"

por beatriz j a, em 18.05.16

 

 

 

 

 

Aqui me 
sentei quieta 
Com as mãos sobre os joelhos 
Quieta muda secreta 
Passiva como os espelhos 
Musa ensina-me 
o canto 
Imanente e latente 
Eu quero ouvir devagar 
O teu súbito falar 
Que me foge de repente.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

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publicado às 15:43


Liberdade opressiva

por beatriz j a, em 02.05.16

 

 

 

As coisas belas,
as que deixam cicatrizes na memória dos homens,
por que motivos serão belas?
E belas, para quê?

(António Gedeão)

 

julian walter - deserto da Namíbia 

 

 

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publicado às 20:22


"Quem nos deu asas?"

por beatriz j a, em 07.04.16

 

 

 

Albrecht Dürer - Asa de pássaro

 

(...)

Quem nos deu asas para andar de rastros? 
Quem nos deu olhos para ver os astros 
- Sem nos dar braços para os alcançar?!... 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

 

 

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publicado às 04:04


Madrugada

por beatriz j a, em 04.04.16

 

 

 

Colibri ametista com uma orquídea branca c. 1875-90, Martin Johnson Heade.

  

 

Le vert colibri, le roi des collines,
Voyant la rosée et le soleil clair
Luire dans son nid tissé d’herbes fines,
Comme un frais rayon s’échappe dans l’air.

Il se hâte et vole aux sources voisines
Où les bambous font le bruit de la mer,
Où l’açoka rouge, aux odeurs divines,
S’ouvre et porte au cœur un humide éclair.

Vers la fleur dorée il descend, se pose,
Et boit tant d’amour dans la coupe rose,
Qu’il meurt, ne sachant s’il l’a pu tarir.

 

Sur ta lèvre pure, ô ma bien-aimée,
Telle aussi mon âme eût voulu mourir
Du premier baiser qui l’a parfumée !

Charles Marie Rene Leconte de Lisle
 
 

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publicado às 05:08


Dia da poesia

por beatriz j a, em 21.03.16

 

 

 

Não durmas,
senta com teus pares

A escuridão oculta a água da vida.
Não te apresses, vasculha o escuro.
Os viajantes noturnos estão plenos de luz;
não te afastes pois da companhia de teus pares.

 

Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo, 
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.

(...)

 

Rumi

 

 

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publicado às 20:58

 

 

... e ambas existem na Natureza.

 

 não sei de quem é esta imagem encontrada na net

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publicado às 18:25

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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