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A poesia é um consolo III

por beatriz j a, em 19.04.17

 

 

 

 

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daqui:

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publicado às 21:47


A poesia é um consolo II

por beatriz j a, em 19.04.17

 

 

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publicado às 21:28


A poesia é um consolo

por beatriz j a, em 19.04.17

 

 

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publicado às 21:04


Aforismo

por beatriz j a, em 12.01.17

 

 

Aforismo

Havia uma formiga
compartilhando comigo o isolamento
e comendo juntos.

Estávamos iguais
com duas diferenças:

Não  era interrogada
e por descuido podiam pisá-la.

Mas aos dois intencionalmente
podiam pôr-nos de rastos
mas não podiam
ajoelhar-nos.

 

Noémia de Sousa

 

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publicado às 04:48


Incompletos

por beatriz j a, em 28.12.16

 

 

“Come with all your shame, come with your swollen heart, I’ve never seen anything more beautiful than you.”

— Warsan Shire

 

 

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publicado às 04:34


3 poemas de Torga

por beatriz j a, em 18.12.16

 

 

A PALAVRA

 

Falo da natureza.
E nas minhas palavras vou sentindo
A dureza das pedras,
A frescura das fontes,
O perfume das flores.
Digo, e tenho na voz
O mistério das coisas nomeadas.
Nem preciso de as ver.
Tanto as olhei,
Interroguei,
Analisei
E referi, outrora,
Que nos próprios sinais com que as marquei
As reconheço, agora.

 

....

 

APELO

 

Porque
não vens agora, que te quero
E adias esta urgência?
Prometes-me o futuro e eu desespero
O futuro é o disfarce da impotência.

Hoje, aqui, já, neste momento,
Ou nunca mais.
A sombra do alento é o desalento
O desejo o limite dos mortais.

 

...

 

EXORTAÇÃO

 

Meu irmão na distância, homem
Que nesta mesma cama hás-de sofrer:
Que nem a terra nem o céu te domem;
Nenhuma dor te impeça de viver!


Miguel Torga

 

 

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publicado às 13:47


Poesia ao anoitecer

por beatriz j a, em 31.10.16

 

 

All'amore non si resiste
perché le mani vogliono possedere la bellezza
e non lasciare tramortite anni di silenzio.
Perché l'amore è vivere duemila sogni
fino al bacio sublime.

 

(Alda Merini)

 

 

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publicado às 23:11


Dos livros da estante - A Rosa do Mundo

por beatriz j a, em 15.10.16

 

 

 

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daqui:

 

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publicado às 05:18

 

 

Sobre a responsabilidade que vem com o privilégio, sobre as obrigações dos priviligiados para com a sociedade, o interesse público e a república que lhes deram um tal avanço sobre os outros não educados que são os que engrossam as filas dos desempregados e mal pagos. Sobre a relação entre a educação e a liberdade, não apenas dentro dos EUA mas no mundo. Sobre o valor da poesia na reflexão acerca dos grandes temas da sociedade, nomeadamente o poder. Como Frost via a poesia: como instrumento de livrar o poder de si mesmo, dos seus abusos.

Sobre a arte não como uma forma de propaganda mas uma forma da verdade. Sobre o ideal de uns EUA serem respeitados, mais que temidos, pelo mundo.

 

 

Um discurso tão distante, nos termos, nos propósitos e no conteúdo, dos discursos desta campanha eleitoral.

 

 

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publicado às 12:40


Às vezes...

por beatriz j a, em 08.07.16

 

 

 

 

 

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publicado às 19:47


"Musa ensina-me o canto"

por beatriz j a, em 18.05.16

 

 

 

 

 

Aqui me 
sentei quieta 
Com as mãos sobre os joelhos 
Quieta muda secreta 
Passiva como os espelhos 
Musa ensina-me 
o canto 
Imanente e latente 
Eu quero ouvir devagar 
O teu súbito falar 
Que me foge de repente.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

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publicado às 15:43


Liberdade opressiva

por beatriz j a, em 02.05.16

 

 

 

As coisas belas,
as que deixam cicatrizes na memória dos homens,
por que motivos serão belas?
E belas, para quê?

(António Gedeão)

 

julian walter - deserto da Namíbia 

 

 

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publicado às 20:22


"Quem nos deu asas?"

por beatriz j a, em 07.04.16

 

 

 

Albrecht Dürer - Asa de pássaro

 

(...)

Quem nos deu asas para andar de rastros? 
Quem nos deu olhos para ver os astros 
- Sem nos dar braços para os alcançar?!... 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

 

 

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publicado às 04:04


Madrugada

por beatriz j a, em 04.04.16

 

 

 

Colibri ametista com uma orquídea branca c. 1875-90, Martin Johnson Heade.

  

 

Le vert colibri, le roi des collines,
Voyant la rosée et le soleil clair
Luire dans son nid tissé d’herbes fines,
Comme un frais rayon s’échappe dans l’air.

Il se hâte et vole aux sources voisines
Où les bambous font le bruit de la mer,
Où l’açoka rouge, aux odeurs divines,
S’ouvre et porte au cœur un humide éclair.

Vers la fleur dorée il descend, se pose,
Et boit tant d’amour dans la coupe rose,
Qu’il meurt, ne sachant s’il l’a pu tarir.

 

Sur ta lèvre pure, ô ma bien-aimée,
Telle aussi mon âme eût voulu mourir
Du premier baiser qui l’a parfumée !

Charles Marie Rene Leconte de Lisle
 
 

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publicado às 05:08


Dia da poesia

por beatriz j a, em 21.03.16

 

 

 

Não durmas,
senta com teus pares

A escuridão oculta a água da vida.
Não te apresses, vasculha o escuro.
Os viajantes noturnos estão plenos de luz;
não te afastes pois da companhia de teus pares.

 

Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo, 
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.

(...)

 

Rumi

 

 

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publicado às 20:58

 

 

... e ambas existem na Natureza.

 

 não sei de quem é esta imagem encontrada na net

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publicado às 18:25


Hora da poesia

por beatriz j a, em 18.01.16

 

 

Da Realidade

Que renda fez a tarde no jardim, 
Que há cedros que parecem de enxoval? 
Como é difícil ver o natural 
Quando a hora não quer! 
Ah! não digas que não ao que os teus olhos 
Colham nos dias de irrealidade. 
Tudo então é verdade, 
Toda a rama parece 
Um tecido que tece 
A eternidade. 

Miguel Torga, in 'Nihil Sibi'
 
 

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publicado às 21:46


Poesia ao anoitecer

por beatriz j a, em 26.12.15

 

 

É Proibido


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


PABLO NERUDA

 

 

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publicado às 20:52


Azul, azul, poesia azul

por beatriz j a, em 16.12.15

 

 

por Renee Nault

 

 

Soneto do Desmantelo Azul 



Então pintei de azul os meus sapatos 
por não poder de azul pintar as ruas, 
depois, vesti meus gestos insensatos 
e colori as minhas mãos e as tuas. 

Para extinguir em nós o azul ausente 
e aprisionar no azul as coisas gratas 
enfim, nós derramamos simplesmente 
azul sobre os vestidos e as gravatas. 

E afogados em nós, nem nos lembramos 
que no excesso que havia em nosso espaço 
pudesse haver de azul também cansaço. 

E perdidos de azul nos contemplamos 
e vimos que entre nós nascia um sul 
vertiginosamente azul. Azul. 

Carlos Pena Filho

 

 

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publicado às 16:46


"Meu tempo é quando"

por beatriz j a, em 15.12.15

 

 

 da NASA

 

 

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

 

Vinicius de Moraes

 

 

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publicado às 21:41

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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