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Não somos imunes aos problemas dos outros

por beatriz j a, em 10.10.17

 

 

Às vezes sai-se das reuniões de pais com uma angústia daquelas que se sentem no estômago. Se eu não soubesse que o apêndice é do lado direito pensava estar com uma apendicite aguda. É nestas alturas que mais valorizo o conselho do meu médico que me disse uma vez que a dieta começa no supermercado. Se tivesse chocolates em casa, hoje iam todos de enfiada.

Confesso que nestes 30 anos de profissão a impressão que tenho dos pais é positiva. Já tive problemas com alguns porque há sempre gente mal formada mas são uma minoria. A grande maioria está preocupada com os filhos e tenta fazer o melhor que pode e sabe. Acontece que alguns miúdos estão em situações dramáticas porque a adolescência é uma terra alienígena, cheia de perigos inesperados e, acontece os pais não terem, nem recursos nem conhecimentos para lidar com os seus problemas, acontece estarem desesperados, impotentes, sem saber o que fazer, os hospitais públicos não dão resposta porque têm tempos de espera obscenos -falo de esperar 6 meses para se ser visto por alguém- e as escolas não têm respostas adequadas. Temos excesso de desemprego entre os psicólogos mas as escolas não têm psicólogos educacionais para acompanhar estes alunos, alguns dos quais precisavam de intervenção urgente. Aqui na cidade não existe urgência pedo-psiquiátrica, por exemplo. Se às vezes conseguimos ajudá-los é porque já trabalhamos há muito tempo no mesmo sítio e construímos uma pequena rede de contactos para estes casos mas as coisas não podiam depender de arbitrariedades. É revoltante.

 

O ME, os governos e todos os que tomam decisões e legislam porcarias atrás de porcarias e enfiam todo o dinheiro público na banca e nos saqueadores de dinheiros públicos, estão-se todos nas tintas para os alunos que, no entanto, são o futuro do país. As únicas pessoas que se preocupam com eles são os pais e nós, professores, que lidamos com os adolescentes numa base diária e não somos imunes aos problemas deles e das famílias.

 

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publicado às 22:12

 

 

Alguém acreditaria que aquela expressão, traduzida em objectivo educativo há uns bons anos, que tanto mal fez à escola -aprender a aprender- voltaria a reinar? Não? É que está de volta e em pleno florescimento. Não estou a falar de incentivar à autonomia do pensar e do fazer, o que é muito positivo, mas de, pura e simplesmente, deixar os miúdos mais ou menos à sua sorte pensando que já têm idade e maturidade de adultos.

Pessoas que percebem tanto de didáctica de educação como eu percebo de finanças fazem palestras a incentivar uma maneira de não ensinar que se traduz por, grosso modo, os miúdos estudarem sozinhos, sendo os professores uma espécie de emplastros, digo eu. Como muitos professores novos não são do tempo desta parvoíve que tanto mal fez, acham isto uma novidade gira e embarcam nestes enganos, sem perceber que estão a demitir-se das suas responsabilidades e a deixar os miúdos mal. 

 

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publicado às 10:14


250 funcionários. Ridículo...

por beatriz j a, em 15.08.17

 

Mais 250 funcionários para escolas

 

 

... sabendo nós que as mais de 2500 escolas estão com falta de funcionários. 

 

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publicado às 11:46


Just saying...

por beatriz j a, em 25.07.17

 

 

A Inspeção Geral de Educação está para os professores como os polícias da esquadra da Cova da Moura estão (ou estavam) para os moradores afro-descendentes.

 

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publicado às 14:14


Tal qual como na escola...

por beatriz j a, em 22.07.17

 

 

Expresso | “Na Venezuela não há uma guerra civil porque apenas o governo está armado...

 Um Governo que reprime e não resolve nada. Umas eleições...  feitas à medida e nos termos de Nicolás Maduro.

 

... as pseudo-eleições cozinhadas à medida.... uma imensa vergonha... e tudo legal!! Isso é o pior... tudo é legal... sendo o oposto do que devia ser... e tudo sempre aprovado pela inspeção. Há até quem se gabe do facto...

 

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publicado às 12:10


Control is the name of the game!

por beatriz j a, em 27.06.17

  

Governo quer que provas de aferição sejam feitas online

 

Assim, no ano lectivo de 2018-19, as provas de aferição do 8.º ano serão feitas online, no que diz respeito à elaboração dos testes nacionais pelo Ministério da Educação, à classificação das respostas dos alunos e à publicação dos resultados.

A ideia é que no futuro os alunos prestem as suas provas através de computadores nas escolas.

 

Este sistema online de provas de aferição vai poupar custo a médio e longo prazo, flexibilizar a realização das provas criar um sistema de classificação automática das perguntas com resposta fechada (...)

 

O novo sistema de exames online evitará também dupla classificação e monitorizará o trabalho dos classificadores. E permitirá acelerar o tempo de classificação. Além disso, facilitará o armazenamento das provas, dispensando o arquivo de papel.

 

Ou seja, no futuro todos os exames serão de resposta fechada (vulgo, de cruzinhas) e a classificação online para poderem ver, em tempo real, a classificação dos exames, e controlarem-na. Isto tudo para poupar dinheiro. Este é o sistema americano que como todos sabemos está pelas ruas da amargura, todos os anos a cair nos indíces internacionais PISA, com o caos nas escolas por falta de professores à conta de milhares de professores abandonarem o ensino nos primeiros anos. É isto que querem importar... porque aqui no rectângulo a educação é um parente pobre que só serve para poupar dinheiro, de modo que os critérios idiotas de curto prazo para financiar banqueiros financeiros, sobrepõem-se sempre aos pedagógicos. Control is the name of the game!

 

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publicado às 16:59


Uma ideia fantástica!

por beatriz j a, em 22.06.17

 

Escola plantou hortas em todas as salas para erradicar a fome

A ideia surgiu com a participação num concurso, o Make !t Possible, da AIESEC, que pretende dar a conhecer os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e incentiva à criação de um projecto para ajudar a comunidade local. Erradicar a fome foi a meta escolhida. Por isso, os alunos do 6.º ano construíram hortas de cultivo interno, onde plantaram alface, feijão-verde, tomate-cherry, pimento, rabanete, ervas aromáticas, entre outros, para doar à Cruz Vermelha. Não venceram o concurso, mas não largaram o objectivo.

 

Todas as plantações estão ao cuidado dos alunos de 12 anos que, dentro das salas de aulas, já tiveram de lidar com uma “praga de bichinhos”, conta Luísa: “Nós não usamos nada com químicos e assim, é tudo reciclado e biológico. Há pouco tempo, tivemos uma praga e fizemos uma receita caseira de óleo, vinagre e sabão. E resultou!”

 

Esta quarta-feira foi um dia especial para as crianças. Para além dos alimentos biológicos frescos, os alunos do Colégio Efanor doaram diversos brinquedos, livros e mais de 120 litros de leite à Cruz Vermelha de Matosinhos.

 

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publicado às 18:05

 

 

Não estando de acordo com tudo o que ele diz, sobretudo em termos de alternativas, pois o que resulta em certas situações com e, por causa, de certas pessoas dinamizarem as coisas com um certo estilo de liderança eficaz, não significa que resultasse para todos os casos em todas as situações. No entanto, ele também não defende que se imponha a sua maneira de trabalhar. Apenas aponta os erros ao que existe [diz qual foi a sua estratégia de solução] e, nisso estou completamente de acordo com as críticas que ele faz a este sistema que destrói mais que constrói.

 

De facto, hoje em dia, nas escolas, trabalha-se, apesar da incompetência, desnorte e erdoganismo das estruturas de decisão que são o MEC e as direções das escolas [a escolha de pessoas para cargos está ao melhor nível da República Popular da China] que são autênticos bulldozers de destruição maciça, mestres em desmotivar, até professores altamente auto-motivados. Estruturas incapazes de pensar, de admitir erros e, portanto, de auto-corrigir-se. Os professores que podem fogem, os outros vão morrendo aos poucos. Como os professores são quem trabalha com os alunos, matar a motivação dos professores significa matar as escolas, que não são edifícios, como ele diz, são pessoas.

 

 

(Hoje em dia é comum nas escolas, as pessoas que menos trabalham enquanto professores [as que exigem privilégios, como por exemplo, nunca trabalhar com as turmas tradicionalmente piores em comportamento e aproveitamento, ou ter só uma ou duas turmas, ou continuarem nos lugares pese embora os constantes maus resultados em tudo que fazem, apesar das condições de privilégio, ou terem uma posição em que podem faltar sem nunca ter falta, enfim... os que podem e mandam o trabalho pesado para cima dos outros], serem exactamente as que tomam decisões acerca de como se deve trabalhar, baseadas nos seus 'achismos', como diz este professor, geralmente de cariz económico, meramente burocrático [para ingês ver] ou subserviente, digo eu e, depois, as impõem, à força, aos outros, o que mostra as suas grandes insufuciências. As coisas que vemos e de que somos vítimas mais as coisas que os colegas contratados, que andam de escola em escola, nos contam... algumas são da ordem do surrealismo. Assim é difícil alguma coisa, alguma vez, mudar..) 

 

O que ele diz, Um professor não ensina aquilo que diz, transmite aquilo que é, aplica-se também à própria escola. Uma escola, digo eu, não ensina aquilo que diz, transmite aquilo que é, o que quer dizer que uma escola é uma pequena comunidade que reproduz a estrutura da sociedade: agora é só imaginar uma sociedade onde as crianças e os adolescentes crescem a observar o autoritarismo [que é diferente de autoridade, pois esta funda-se na competência e numa ética de trabalho], a falta de coerência nos processos e nas práticas, a imposição de todos terem que descaracterizar-se para serem iguais aos outros, a violência, o pessimismo constante dos que educam, a falta de respeito dos decisores que os tratam como números para encher turmas e não como pessoas em formação, etc.

 

Tantos artigos que aparecem nos jornais sobre educação e que evidenciam o total desconhecimento do que são os alunos em situação de aula e de aprendizagem, os tempos necessários para a interiorização e consolidação de conhecimentos, a importância do professor manter a sua integridade intelectual e moral no estabelecimento de laços éticos e afectivos com os alunos, o que são os condicionalismos dos currículos, o que é a dinâmica duma escola, a importância da cooperação entre professores... e depois, as soluções que propõem a partir destes 'achismos' que são como propôr pensos rápidos para travar hemorragias internas. É frustrante. E o pior é que bem podemos perorar que nada muda. Nada. Os políticos, em geral, trabalham para o voto...

 

Sendo assim, a única coisa que podemos fazer neste sistema é resistir a morrer, resistir a desintegrarmo-nos, resistir às imposições que pervertem a pedagogia, resistir à burocracia que existe apenas para esconder problemas e lembrar que a escola existe para os alunos, que somos professores para os alunos no quadro duma lei geral que existe e é superior a 'achismos' individuais, que não devemos fazer o que a nossa consciência nos diz claramente que é incorrecto e que somos responsáveis pelo nosso trabalho com os alunos, pela parte da formação [deles] que nos cabe e que esse, e não outro, é o objectivo que tem que nos nortear.

 

José Pacheco: «Procurem nas escolas professores que ainda não tenham morrido»

 

Um professor não ensina aquilo que diz, transmite aquilo que é. Poderá acontecer aprendizagem em sala de aula, se forem criados vínculos e esses vínculos não são apenas afetivos, também são do domínio da emoção, da ética, da estética… O que dizer da avaliação? Que quase não existe, nas escolas. Um ministro de má memória introduziu mais exames no sistema. Mais exames não melhoram o sistema, porque não é a preocupação com o termómetro que faz baixar a temperatura.

 

Na presente situação, os professores portugueses permitiram que o autoritarismo imperasse e que critérios de natureza pedagógica fossem desprezados. Permaneceram apáticos. Mais uma vez, nada fizeram para acabar com a impunidade. É estranho e pesado esse obsceno silêncio. O professor assume dignidade profissional, sendo autónomo-com-os-outros.

 

Os professores portugueses deveriam procurar caminhos de alforria científica e a sua maioridade educacional, sem prescindir do que venha do estrangeiro. Novidades importadas não passam de inovações requentadas.

 

 

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publicado às 05:56

 

 

Então havíamos de os pagar?? Estão doidos? Hoje comprei o SOL por causa deste artigo. Confesso que não percebo a notícia ou então é o ministro que ignora como se escolhem manuais porque haver um manual por disciplina para ser analisado por todos é uma impossibilidade lógica... as escolas públcas não são colégios privados onde há um professor por disciplina. Chega a haver duas dezenas.

Como é que os professores analisam os manuais para escolher um se não lhes têm acesso? Isto é ridiculo ou de loucos... e qual é o problema das editoras oferecerem manuais aos professores?? O que é que isso tem de corrupção ou pressão? Pressão é só termos acesso a um livro e por isso não podermos escolher outro.

Isto é de loucos... o que vai acontecer é as editoras enviarem os manuais para outro sítio qualquer porque têm de nos dar a conhecer os manuais e nós temos que ter acesso ao que existe no mercado se queremos escolher o melhor; para isso temos que vê-los a todos ou, o maior número possível, sendo que 'vê-los' implica fazer uma análise dos conteúdos, dos textos, da organização, dos exercícios, etc., o que leva tempo porque não paramos o resto do trabalho.

Se cada disciplina tiver um só manual de cada editora e ele tiver que rodar por todos os professores dessa disciplina à vez, vá lá, uma semana com cada um, nem um ano chegava para analisar 10 ou mais manuais e cadernos de fichas de todas as editoras. 

Isto é imbecil. 

 

IMG_0599.jpg

 

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publicado às 14:33


Acerca da gestão das escolas

por beatriz j a, em 01.02.17

 

 

(retirado daqui: http://correntes.blogs.sapo.pt)

 

A FENPROF lançou uma campanha nacional em torno da alteração do atual modelo de gestão das escolas/agrupamentos, tendo como objetivo obrigar o governo a aprovar um modelo de gestão e administração diferente, pondo fim ao modelo centrado na figura unipessoal do diretor, à anulação prática do conselho pedagógico, tornado um órgão constituído “à medida do diretor” e meramente consultivo e a um conselho geral em muitíssimos casos assaltado por interesses partidários e corporativos, quase sempre ao serviço do diretor.

O envolvimento dos professores e educadores de cada escola/agrupamento é imprescindível para o sucesso desta campanha. 

Entre 30 de janeiro e 3 de fevereiro podes responder ao inquérito “on line“ aqui: 

 https://docs.google.com/forms/d/1NvEqT4twDV1uoIfzuU2umIBemRm5K15LIEkjMVLHMNU/viewform?edit_requested=true

Participa e divulga a outros docentes.

Obrigado.

 

 

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publicado às 13:55


Saiu o ranking das escolas

por beatriz j a, em 17.12.16

 

 

As listas das escolas com os resultados

 

As escolas públicas voltam a estar mal, o que não surpreende porque os problemas estruturais não são sequer mexidos, quanto mais resolvidos.

Os colégios privados com bons resultados falam em turmas pequenas, corpo docente estável e unido, cooperante e outras coisas que foram destruídas propositadamente nas escolas públicas pela fulana Rodrigues e que todos os outros que vieram a seguir mantiveram por interesse político e económico. É assim, não se fazem omoletas sem ovos... e não vale a pena dizer que os rankings não contam para nada porque contam na medida em que dizem muito do que se passa e está mal nas escolas públicas para quem souber e quiser ver.

 

 

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publicado às 09:58

 

 

 

Resta saber porquê... esta diz que pouco mais de metade dos directores das escolas querem dois semestres em vez de 3 períodos escolares com a única razão de serem mais equilibrados.

Aqui há duas coisas: em primeiro lugar, esses 54% de directores são cerca de 160 pessoas. Num universo de mais de 100 mil professores, que relevância tem a opinião de apenas 160 pessoas que nem sequer dão aulas...? Em segundo lugar, uma medida que implica tantas mudanças tem que ser pensada calculando se os prejuízos vêm a ser maiores que os benefícios. Assim de repente, por exemplo, se o facto de os alunos terem 2 avaliações em vez de 3 lhes dá mais hipóteses ou menos de recuperarem aprendizagens. Haverá muitas outras questões a ponderar, certamente.

O que quero dizer que medidas destas não se podem fazer em cima do joelho, como é costume e para agradar a meia dúzia de pessoas que estão tão habituadas a decidir por todos sem discussão que já nem lhes passa pela cabeça pensar a sério nos assuntos. 

Mas estas notícias, volta e meia estão nos jornais tal qual como estavam há uns meses... resta saber porquê.

 

Mais de metade dos directores dos agrupamentos escolares (54,1%) concorda que o calendário escolar passe para apenas dois semestres, indica um inquérito sobre O que pensam os directores e os presidentes de Conselhos Gerais sobre questões pertinentes da escola portuguesa, realizado junto de mais de 300 destes responsáveis escolares.

 

 

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publicado às 11:26


Querer o sol na eira e a chuva no nabal...

por beatriz j a, em 06.09.16

 

 

As escolas públicas rejeitam alunos

 

Os governos instituem nas escolas lógicas empresariais de contenção de custos sacrificando a diversidade de abordagens personalizadas que pode fazer-se com os alunos, a democraticiade dos processos, o tempo que os professores dispõem para os alunos (para cada aluno/turma) e a autonomia da escola, punindo os que se desviam dos interesses macroeconómicos mas depois quer, ao mesmo tempo, que as escolas tenham atenção individualizada a cada aluno, estratégias alternativas para lidar com estes problemas e espaço/tempo para lidar com estes problemas.

 

Hoje em dia nas escolas tudo é imposto de cima para baixo à trouxe-mouxe. As soluções são decididas por alguém, por qualquer razão, desde, leu um artigo e achou giro até, faz-se noutras escolas ou faz-se em outros países. Depois impõe-se de modo a agradar aos critérios de gestão da tutela. Depois dá mau resultado mas não faz mal porque esconde-se para debaixo do tapete.

 

Assim não dá nem nunca dará... querem ao mesmo tempo A ¬A. Mas vá lá alguém explicar isso a pessoas cuja evidência mostra que destróem tudo em que mexem mas continuam a achar-se muito bons no trabalho... 

 

 

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publicado às 06:57


Isto é verdade

por beatriz j a, em 06.09.16

 

Escolas ignoram regras de 2012 e vendem alimentos prejudiciais à saúde

 

Uma pessoa quer um iogurte, uma fruta ou até uma sandes com alguma verdura, enfim, algo que não seja pão e manteiga e queijo e fiambre e bolos e coisas cheias de açúcar mas isso não existe em lado algum e não é só nas máquinas.

 

 

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publicado às 06:40

 

 

... para evitar aquelas situações em que professores com muita experiência e conhecimentos ficam de fora para dar lugar aos critérios subjectivos e enviesados dos directores como tem sido visto, escandalosamente, nos últimos anos.

Deixar as pessoas reformarem-se era bom. De resto, prioridade mesmo é diminuir o número de alunos por turma e pôr um limite no número de turmas por professor. As escolas têm professores com uma só turma a quem dão, ainda por cima, crédito horário da escola... e tem professores com 10 turmas! 

 

Os diretores defendem uma autonomia em que lhes seja possível "escolher pelo menos alguns professores".

Mário Nogueira defende que a contratação geral feita neste ano "provou que a Bolsa de Contratação de Escola [BCE] não serve para nada". "Com a colocação geral não há critérios discricionários", acrescenta.

Em resposta, Filinto Lima defende que "a lista nacional não escolhe para as escolas os melhores professores. Ordena-os por anos de serviço e nota do curso, isso não diz quem é um bom professor".

 

 

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publicado às 05:55


Cá, caminhamos para isto...

por beatriz j a, em 28.07.16

 

 

Indiana’s got a problem: Too many teachers don’t want to work there anymore

What’s going on? Pretty much the same thing as in Arizona, Kansas and other states where teachers are fleeing: a combination of under-resourced schools, the loss of job protections, unfair teacher evaluation methods, an increase in the amount of mandated standardized testing and the loss of professional autonomy.

 

Teacher Shortages Spur a Nationwide Hiring Scramble  

 

Why Do Teachers Quit?

 

 

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publicado às 16:00


O Politburo da educação portuguesa

por beatriz j a, em 26.06.16

 

 

Directores querem ano lectivo de dois semestres em vez de três períodos

 

Não é, 'pensam que é melhor', é 'querem'. Os professores são mais de 100 mil mas os directores das escolas acham que a opinião deles é que conta, vá-se lá saber porquê... porque estão colados com cola tudo aos cargos há anos infindos com a conivência de todas as equipas do MEC dos últimos muitos anos? E até parece que são gente com conhecimentos sobre os assuntos que querem decidir e, decidem, efectivamente. Mas vêem-se como um Politburo: lá poder têm... e exercem-no como querem e sem controlo.

 

 

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publicado às 22:13

 

 

O primeiro-ministro disse, este sábado, que "talvez alguém" tenha iludido os colégios "na convicção de que os contratos de associação deixaram de ser exceção para passar a regra".


 A ideia das pessoas quererem os filhos em colégios sustentados pelo Estado, ou seja, pelos outros concidadãos, à custa da precariedade da condição dos professores é obscena. Porque é disso que se trata: em vez de pagar a professores na escola pública onde ainda têm alguma carreira e alguns direitos, apesar de muito fragilizados, pagar a professores em colégios onde a regra é a falta de carreira e os salários ainda mais precários. 

 

Hoje passei pela Gulbenkian para comprar uns livros e estive a dar uma vista de olhos num livro com os textos da Conferência internacional “A Autonomia das Escolas” que lá se realizou. Em todos os textos onde se fala das condições dos professores é dito, de modo óbvio e consensual que o salário miserável dos professores é um grande handicap à qualidade do ensino. Portanto, a questão é essa: quem pensa a curto prazo quer destruir a escola pública porque com a privada os professores ainda saem mais baratos. Se juntarmos a isso os colégios estarem nas mãos de gente com muito poder e peso lobista amigos dos amigos, destruir a escola pública é matar dois coelhos de uma cajadada.

 

 

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publicado às 21:29

 

 

Privados sem apoio para novos alunos se rede pública tiver vagas

 

É que já começa a ser difícil acreditar em qualquer coisa que esta equipa diga.

 

 

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publicado às 05:22

 

 

Professora com cancro agredida por alunas na aula

Segundo o JN apurou, a estudante mais velha acabou mesmo por arrancar cabelo da docente, tal a força da agressão, a empurrar-lhe a cabeça contra uma parede. 

O diretor do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, João Andrade, confirmou ao JN "o incidente com a professora", mas não avançou as causas.

 

Quais causas? Aqui não há nenhuma relação de causalidade como na lei da gravidade. Não há uma relação de necessidade entre algo que a professora tenha dito ou feito e a aluna agredi-la com violência. E não é um incidente. Um incidente é tropeçar e cair não ser vítima de violência de outras pessoas.

A indisciplina e a violência vão aumentando nas escolas porque aumentando vão o número de alunos por turma, o número de turmas dos professores e o trabalho burocrático, sobretudo no básico. Depois há a gestão das escolas, um exemplo do que não deve ser fazer-se em democracia... um exemplo de falta de competência (porque não é esse o requisito para se estar à frente de uma escola) e de vontade em resolver os problemas reais em vez de trabalhar apenas para os papéis serem lindos e agradarem ao inglês que vê (ou finge ver) a superfície das coisas. Que as coisas estejam a piorar não é nenhum mistério, ainda hão-de piorar mais porque é já evidente que este ministro não veio para resolver os problemas fundamentais das escolas.

Eu responsabilizo a Rodrigues por isto que vemos hoje, pois foi ela que destruiu o ambiente de trabalho e a cooperação dos professores com a sua divisão agressiva (os titulares desapareceram mas, só da lei) e o Crato que nos aumentou os alunos nas turmas e o número de turmas e de horas de trabalho porque... deixa ver... é um ignorante? 

Entretanto os jornais dão as notícias deste modo em que desvalorizam as agressões, chamando 'incidente' com 'causas' a um caso de agressão em que uma aluna arranca os cabelos da professora a bater-lhe com a cabeça contra a parede.

 

(Ando a escrever três diários: um é o diário da minha prática lectiva. As medidas e estratégias, tanto as didácticas como as pedagógicas que sei que funcionam e resultam porque o constato todos os anos com alunos diferentes de turmas diferentes e, as que não resultam e porquê; outro chama-se, 'diário das imoralidades' com um longo preâmbulo contextualizante) 

 

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publicado às 04:23

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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