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Leituras pela madrugada: " O Rei dos Reis"

por beatriz j a, em 07.08.17

 

O rei dos reis

RICARDO SILVA

 

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publicado às 05:51


Falar sobre educação sem dizer nada

por beatriz j a, em 29.07.17

 

 

Meteorito educacional

O livro parte de uma ideia simples: os pais devem poder escolher a educação dos seus filhos. A tese parece óbvia e pacífica, mas simboliza o abismo que nos separa de outras culturas. Desde o século XVIII que boa parte da intelectualidade portuguesa, em particular aquela que capturou o controlo do sistema educativo, se alimenta do postulado iniciático: o país só funciona adequadamente se uma elite iluminada, devidamente preparada e iniciada, tomar as rédeas da sociedade. Isto é assim porque o povo é ignaro e boçal, incapaz de se governar a si mesmo, necessitando da orientação dos seus maiores. (...)

(...) Este princípio, radicalmente antidemocrático, é partilhado por várias doutrinas dominantes...

(...) Assim, apesar da retórica, a intelectualidade nacional é profundamente antidemocrática. Temos um regime de sufrágio, mas numa cultura snob. O povo é quem mais ordena, mas apenas nos casos em que concorde com o orador.

(...) "Há muito boas razões para acreditar que um sistema de educação competitivo terá um desempenho melhor do que a maioria dos mercados. É expectável que as fontes tradicionais de problemas de mercado (...) sejam raras."

 

Este artigo reduz o problema educativo a um problema de elites ou pseudo-elites. Parte do princípio que os pais poderem escolher a educação dos filhos é uma tese óbvia e pacífica. Pode ser óbvia e pacífica mas não é simples como ele diz.

 

Em todo o artigo de opinião, procuramos por entre parágrafos de retórica anti... tudo e mais qualquer coisa, se está a defender a escolha, por parte dos pais, de uma educação propriamente dita ou a escolha da escola a frequentar. É que são coisas muito diferentes. Do livro que ele recomenda só ficamos a saber que favorece a competição, à maneira dos mercados, de sistemas educativos, de modo que se era para fazer a promoção do livro, não fez, antes pelo contrário, já que o sistema de mercado aplicado à educação tem dado maus resultados por todo o lado. Basta ver que os melhores sistemas educativos ou, pelo menos, como tal considerados, os dos países nórdicos, são quase totalmente públicos e não promovem a competição entre si.

 

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publicado às 17:39


A democracia dos grandes é democracia?

por beatriz j a, em 10.07.17

 

O “Parlamexit” ou tapar o Sol com uma peneira

De nada serve cantar hossanas à "democracia europeia" para, depois, acabarmos nisto.

 

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publicado às 14:19

 

 

NÃO PEÇAS A QUEM PEDIU, NEM SIRVAS A QUEM SERVIU

 

 

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publicado às 07:45


Gostei deste artigo

por beatriz j a, em 13.10.15

 

 

Ao gajo dos piropos

Elisabete Rodrigues

 

Infelizmente (a provar que tem toda a razão no que diz) tem logo alguns comentários depreciativos de homens -e de uma mulher que desconfio ser homem que escreve com nome de mulher porque nenhuma mulher diria aquilo a não ser sendo mesmo estúpida [o que pode acontecer, claro]- a dizer que o problema da articulista é não ter homem, ser carente e por aí fora. Típico...

Agora o que me chocou foi ler que no vídeo promocional que a RTP exibiu a propósito das comemorações da implantação da República Portuguesa há uma cena sexista com um piropo daqueles que objectificam as mulheres. É triste.

 

 

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publicado às 17:12


Se tudo é nada...

por beatriz j a, em 23.12.14

 

 

 

Everlasting glory

There are few fantasies so absurd as the idea of living on through fame. So why does immortality still beckon?

 

O autor deste artigo pergunta porque é que ainda nos agarramos à ideia de glória como imortalidade, se sabemos ser uma ilusão absurda, já que não é o eu que perdura no tempo -quando perdura- mas uma qualquer percepção do eu, não real.

Esta maneira de falar das coisas e da sua percepção como coisa real e não real já dava grande discussão mas não vou entrar aí porque mais que isso parece-me que o autor passa ao lado da questão.

O problema não está em sabermos que, se ganhassemos fama e glória imortais, estas seriam sempre interpretações do 'eu', o problema está em sabermos que a não imortalidade traz consigo o aniquilamento do 'eu', a realidade da nossa passagem por este mundo ter sido, no grande esquema da História, insignificante: que todo o esforço, o sofrimento, as lutas, as conquistas e dificuldades por que passámos são nada. Tiveram importância para nós e mais meia dúzia de pessoas durante um pequeno espaço de tempo e depois dissolvem-se no nada como se nunca tivéssemos estado aqui. Esse é que é o problema. É o problema de querermos que as coisas tenham um sentido, uma finalidade, uma escatologia qualquer que faça as coisas terem valido a pena e o valor próprio é, em grande medida, aferido pela validação dos outros, no grande esquemas das coisas.

Enquanto estamos vivos vemos como o trabalho de algumas pessoas tem importância na História, no sentido de influênciar o rumo dos acontecimentos. Se isto é vaidade? Talvez. O maior exemplo de vaidade, então, é o caso do Deus que podia, por um acto de vontade ter limpo os pecados do mundo mas fez questão de se fazer humano, mostrar o sofrimento para induzir piedade e exigir a glória e adoração eterna em troca da salvação... 

 

Pois a mim parece-me ser a natureza humana parente da Metafísica e todas as questões humanas, quando levadas até às últimas consequências, darem de caras com a Metafísica, na seguinte questão: se tudo é nada, porquê o ente, porquê o ser humano, consciente? 

 

 

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publicado às 14:09

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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