Hoje estive a ver (a rever) este filme do Alfred Hitchcock, Rebecca (1940). O filme é ainda fresco, quer dizer, não perdeu nada com a idade, o que se deve, sem dúvida, ao trabalho brilhante do realizador -o filme tem cenas de uma angústia e de um suspense que sentimos como se tivéssemos parte na história- e dos actores: o Lawrence Olivier (que cria um Max de Winter, sofisticado, mas atormentado), a Joan Fontaine (brilhante, a criar uma personagem ao mesmo tempo encantadora de inocência e vulnerabilidade e consistente na coragem e na fé em ambos) e a Judith Anderson a criar uma Mrs. Danvers fanática, cruel e vingativa. O facto do filme ser a preto e branco dá-lhe uma intensidade dramática que o adensa nos recortes sombrios das personagens e dos sítios. Muito bonito, o filme.