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outra maneira de ver e fazer política

por beatriz j a, em 15.09.10

 

 

 

 

 

 

 

O André emprestou-me este livro ontem. Já o li. Lê-se duma penada. O livro é uma espécie de autobiografia política misturada com reflexões sobre os problemas dos EUA, da natureza das pessoas, das suas vidas, problemas e aspirações. O livro é inspirador sobretudo porque vemos que há outra maneira de fazer política para além dos jogos de poder do costume. Foi apelidado de naif e no início da sua vida pública andou de porta em porta, de barbearias a talhos, de igrejas a transeuntes na rua, interpelava as pessoas para discutir com elas o que podia ser o futuro do País.

É claro que este não é um indivíduo qualquer. É uma pessoa extremamente inteligente, culto e consciente. Tem uma visão global dos problemas. Compreende e percebe os mecanismos da macro-economia na sua relação com a política, a natureza humana, e a História. Acredita nos fundamentos e nas virtudes da democracia e está constantemente a aferir o grau do desvio dos EUA actuais relativamente à visão dos Fundadores da América que considera correcta. Pensa em soluções que resistam ao tempo um pouco como o próprio Jefferson e os outros que tinham essa angústia de construir uma América com fundamentos democráticos tão fortes que resistisse às tentativas de tirania (e aos idiotas) de que seria, inevitavelmente, alvo, sendo o poder absoluto a grande tentação dos tiranos.

O livro está dividido por temas - Constituição, Política, Raça, Fé, Família, Mundo, etc.

Vê-se que é um indivíduo que gosta da luta política, do desafio de pôr em prática uma visão. É uma pessoa criativa. Acima de tudo não perdeu o contacto com a realidade, com as pessoas que labutam e consigo próprio. Não é o típico livro de auto-promoção de um político. É o livro de um homem que tem uma visão para o seu país e pensa que pode ser útil nesse campo. Está consciente da pequenez das políticas mundiais actuais face ao gigantismo dos problemas. É intelectualmente honesto. Fala constantemente da Educação como instrumento de crescimento do País em todos os níveis: não só na competitividade mas também no nível cultural que alimenta a visão e os horizontes, mais , ou menos, tacanhos, das pessoas.

É uma pessoa civilizada no modo de fazer política. Enfim...a diferença em relação a quem nos governa é tão grande, tão grande...

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publicado às 09:35

g.a


3-8-12




no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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