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cenas que perturbam

por beatriz j a, em 14.09.10

 

 

 

Hoje ouvi um argumento atribuído a uma turma do 11º ano que, pelos vistos, deu grandes dores de cabeça aos professores no ano passado. A turma dizia aos professores, à laia de justificação para não modificarem o seu comportamento incorrecto (neste caso o facto de conversarem desde que entravam na aula até que saiam não ligando nenhuma ao trabalho dos professores) o seguinte, Sempre fomos assim agora já não dá para mudar. Confesso que me chocou, sobretudo pelo facto de ser dito por pessoas tão novas, porque já ouvi este argumento de adultos para justificarem a indisponibilidade para mudarem os seus comportamentos em relação a várias coisas.

Chocou-me também que o argumento fosse aceite pelos adultos com resignação, porque é terrível que uma pessoa admita e até se gabe de ser tão estreita, tão inflexível, ao ponto de aceitar como um destino a impossibilidade de evoluir, de melhorar as suas atitudes. Quero crer que os alunos ao dizerem aquela frase não estariam conscientes do modo como se diminuem nessa afirmação de 'seres incapazes de mudança'.

Conheço muita gente que utiliza essa frase do 'não estava destinado a ser' ou 'sempre fui assim' ou ainda 'parace que estou enguiçado, isso comigo não vale a pena que não resulta', etc. Faz-me confusão que os alunos, sendo muito mais novos que eu, se comportem como se fossem muito mais velhos que eu, que não me passa pela cabeça pensar que sou uma incapaz, tão estreita de horizontes e capacidades que me resigno a perpetuar os meus defeitos sem que nada possa fazer para me modificar. Isso seria resignar-me a não participar na minha própria vida.

 

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publicado às 22:30

g.a


3-8-12




no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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