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Aqui há tempos um amigo dizia-me que gostava de ouvir esta cantora mas que os amigos intelectuais achavam que não é o tipo de música que se deve ouvir. Não percebo este tipo de pedantistmo. Faz-me lembrar as pessoas que de repente ficam cheias de dinheiro e vão comprar uma biblioteca, assim a eito, e então acham que só devem lá ter livros clássicos ou obras muito reputadas nos círculos literários e intelectuais.

Qualquer leitor digno desse nome sabe que lemos um pouco de tudo consoante as necessidades e disposições. Às vezes lemos para estudar, outras apetece um livro sobre uma viagem outras uma biografia, às vezes poesia, às vezes leio dicionários, gosto de ler temas e figuras da História, já gostei muito de policiais, de histórias de sobrevivência... às vezes dá-me para ler O Sheik...lol, ou outra cena qualquer.

Com a música é a mesma coisa. às vezes estamos numa de Wagner ou Beethoven ou Handel; às vezes estou numa de rock, outras de blues, outras de grundge, também gosto de heavy metal, até de rap (às vezes). Mas de vez em quando apatece-me ouvir música pop ou música de charme.

Essa coisa de a pessoa só ouvir um tipo de música como quem usa sapatos de uma marca porque da outra é popularucho...não entendo.

O gosto educa-se sim. Mas não tem que se reduzir ao que agrada a certos críticos ou círculos. Eu cá sou muito livre de gostar do que gosto e não gostar do que não gosto, mesmo que seja a grande moda intelectual. E não tenho problemas com isso. Gosto dos Sex Pistols! E não quero saber do que os outros pensam acerca disso.

Não me esqueço que a minha mãe, que era pessoa muito culta e de muito bom gosto, leitor compulsiva, tinha, entre os milhares de livros, toda a colecção Corin Tellado que, para quem não saiba, era uma escritora espanhola de livros de 'pinga-amor' de imenso sucesso. Escevia a metro, como se costuma dizer, de modo que todos os meses saia um romance. Ela vendeu-os, numa altura em que precisou. Foi uma das primeiras colecções de livros de bolsos vendida em Portugal e ela tinha-a completa de modo que valia dinheiro - porque os livros isoladamente não valiam nada. Eram literatura de cordel. Era o tipo de livro que se lia quando se tinha uma hora sem nada para fazer. Lia-se numa hora. Vinham com uma fotografia de um actor ou atriz de Hollywood na contracapa.  Li-os todos. Não me parece que me tenha causado alguma doença. E certamente livrou-me do pedantismo intelectual.

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publicado às 13:43

g.a


3-8-12




no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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