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livros - os filósofos e o amor

por beatriz j a, em 27.06.10

 

 

 

 

É sabido que o Amor foi um tema mais ou menos ignorado pela história da Filosofia, desde que Platão falou dele, no Banquete. Como referem Eduardo Lourenço  no prefácio deste livro e as autoras na introdução, foi  preciso chegarmos ao século XIX para que um filósofo, Schopenhauer, voltasse a falar dele,"Deveríamo-nos surpreender bastante por uma questão com um papel tão importante na vida humana nunca ter sido, digamos, tomada em consideração pelos filósofos, aparecendo-nos como um assunto sobre o qual ainda ninguém se debruçou" ,diz ele. Provavelmente pelo facto da Filosofia se entender como um exercício da razão e o amor aparecer como estranho aos limites da razão, e também pelo facto da história da Filosofia, por razões de acesso à educação, ter sido dominada quase em exclusivo por homens em sociedades masculinizadas no sentido mais negativo do termo, desde o fim da era clássica grega.

Até ao século passado a ideia do Amor, que era tratada quase exclusivamente pelos poetas e escritores, estava dominada pela ideia platónica de Eros como Daímon, uma espécie de semi-deus, que proporciona uma antevisão da eternidade.

No século XX, como se sabe, a psicanálise de Freud, que inventou motivações sexuais para quase tudo o que fazemos, de tanto reduzir o Amor ao Sexo acabou com ele, por assim dizer, enquanto assunto passível de reflexão objectiva. Como se fosse uma ilusão ou recurso literário, e nada mais, foi arrumado na prateleira das coisas menos sérias, apesar de se saber que há quem tenha morrido por desgosto de Amor, como dizem as autoras do livro.

Apesar de lhe virarem filosoficamente as costas, muitos filósofos foram marcados por esse sentimento de Amor que jogou papel importante nas suas vidas, às vezes ao ponto de lhes mudar completamente o rumo.

A pouca reflexão que existe sobre o tema é quase toda masculina. Provavelmente isso terá tendência a mudar.

Este livro aborda o pensamento de 13 filósofos  -11 homens, duas mulheres-  sob o tema. Vou começar, não pelo primeiro mas pelo Jean-Jacques Rousseau que, como se sabe, teve uma vida complicada de paixões inflamadas.

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publicado às 19:06

g.a


3-8-12




no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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