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Azul, azul

por beatriz j a, em 31.03.15

 

 

 

Robert Julian Onderdonk
,,Bluebonnets at sunrise'', 1917

 

 

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publicado às 22:19


A arte como exploração heurística

por beatriz j a, em 31.03.15

 

 

 

P i e t - M o n d r i a n 

I wish to approach truth as closely as is possible, and therefore I abstract everything until I arrive at the fundamental quality of objects.

Pier and Ocean (Composition No. 10) 
State Museum Kroller-Muller, Otterlo
1915

 

 

 

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publicado às 20:14


Portugal - combater o desemprego. O que mudou?

por beatriz j a, em 31.03.15

 

 

 

Ahhh... pois.... agora vão de avião...

 

1960 

 

2013 

 

 

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publicado às 18:40

 

 

 

Social media is protecting men from periods, breast milk and body hair

 

 

A pornificação das raparigas e mulheres é todos os dias nos jornais, na TV, na publicidade, nas revistas.... agora as raparigas e as mulheres aparecerem como são, com um corpo animal, orgânico, com processos orgânicos como ciclos menstruais, gerar filhos, amamentar, ter pêlos, etc., ah... isso não... isso não é erótico... os homens não gostam...

 

 

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publicado às 16:30


O negócio da desgraça alheia

por beatriz j a, em 31.03.15

 

 

o-negócio-das-penhoras

 

Há famílias a quem até a secretária dos filhos é penhorada e outras que perdem a casa por uma dívida de 1800 euros de IMI. Em apenas cinco anos, o número de pessoas e empresas falidas cresceu mais de 200 por cento em Portugal. Mas enquanto a uns é retirado até o aquário dos peixes, outros fazem bons negócios. Administradores de insolvência e leiloeiras nunca ganharam tanto dinheiro como agora

Quando se dorme no carro porque não se consegue pagar a gasolina para ir trabalhar, 30 euros é muito dinheiro. Quando se vai dar aulas de educação física sem comer, 30 euros é muito dinheiro. Quando se ganha 350 euros nas Atividades Extra-Curriculares (AEC) e se paga 150 de Segurança Social, 30 euros é muito dinheiro.

 

Agora que pusemos os pontos nos is na história do ex-bailarino da Gulbenkian que acaba de perder a casa por causa de uma dívida de 1800 euros de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), saltemos rapidamente para o fim mais provável dos bens que lhe estão a penhorar: um leilão.

"À terceira bato com o martelinho e está fechado. Bons negócios!" Neste leilão, Carlos Gomes vende máquinas, carros e camionetas. Motivo: falência da construtora. Depois do setor têxtil, a maioria dos falidos são agora as farmácias e as empresas de construção.

O lote de uma máquina escavadora começa em 10 mil euros. O pregoeiro aquece a audiência: "Ninguém dá mais por esta bela máquina?" E as raquetas de pingue-pongue com o número dos inscritos para licitação começam a levantar-se nas antigas instalações da Visovias: "Já tenho 11... 12... 16. Além, 22. É o melhor que tenho? Fecho em 22 mil euros." Aquilo que levou uma vida a construir passou agora para novas mãos em escassos 30 segundos.

Três horas nisto, num armazém às portas de Viseu, apinhado com mais de 300 pessoas, vão render 700 mil euros em vendas. Quem trata da transação fica com 10% dos bens móveis e 5% dos imóveis, margem acrescentada ao preço final da licitação. À saída, perante a passagem do Porsche Carrera do leiloeiro ouvirei pela primeira vez a expressão: "Enquanto uns choram, outros vendem lenços."

Mas o pregoeiro é apenas uma das peças desta complexa engrenagem. Advogados, administradores judiciais, avaliadores, imobiliárias, juízes, bancos - todos têm uma palavra a dizer na venda dos lenços.

Num país onde os processos de insolvência aumentaram mais de 200%, em apenas cinco anos - eram 909 em 2008 e passaram para 2167 em 2013 -, a falência tornou-se, ela própria, um negócio.

Comecemos pelos advogados.

 

UM QUARTO DE FAMÍLIA

São obrigatórios por lei. Quem não tiver dinheiro para um - a esmagadora maioria, já que se trata de pessoas e empresas falidas - verá o Estado atribuir-lhe um oficioso.

Manuel Teixeira limpa as primeiras lágrimas destas histórias. "Nas insolvências de empresas há carga emocional, mas nas individuais é ainda maior, sobretudo com a habitação. As famílias sacrificam tudo para manter o seu castelo."

No caso das empresas, são, garante o advogado, mais os sofredores do que os impostores: "Quem chega tarde à insolvência, está completamente exausto, sem dinheiro para comer. Muitos empresários meteram toda a sua vida na empresa."

Apesar das quase três décadas que já leva a lidar com falidos, o advogado de Sintra tem dificuldade em compreender a desresponsabilização de alguns dos organismos que contribuíram para o atual estado de coisas.

Talvez por não lhe sair da memória o cliente que perdeu para o suicídio depois de falido. Ou porque lhe custa encaixar a visão dos vendedores de cartões de crédito, que continuam a assediá-lo nos corredores do centro comercial, com o sacudir da água do capote das instituições de crédito. "Houve excesso de endividamento, depois veio o desemprego, associado à sobrevalorização dos imóveis, com os bancos a fazerem análises levianas da capacidade de pagamento dos clientes."

Só agora nota alguma mudança. "Em 2010, os bancos não queriam saber, não investiam numa solução para o cliente. O importante era passar a bola. Demoraram muito tempo a perceber que tinham de reagir de outra forma."

Um insolvente, ou falido, é alguém que não consegue pagar as contas. Tem de responder perante aqueles a quem deve. A maioria não tem nada além das dívidas. Depois vêm os que têm casa, o primeiro bem perdido. Mesmo que isso signifique deixar famílias inteiras na rua. "O despacho de uma juíza, dizia a uma cliente minha com dois filhos que podia alugar um quarto para lhe sair mais barato. Mas a lei não pretende que um agregado viva num quarto."

Talvez. Mas quem se ocupa com isso? Jonas, 42 anos, nunca deixou de pagar a prestação da casa ao banco. Nem parou de trabalhar. Ora como professor de ginástica ora como socorrista, motorista de ambulância ou instrutor de vela - tudo o que pôde agarrar desde que um acidente de mota o impediu de continuar a fazer espargatas na Gulbenkian.

Não podendo ser acusado pelo pecado da preguiça, pagou como mau contribuinte: durante dez anos, "só uma ou duas vezes" conseguiu cumprir com a obrigação fiscal. Admite que deixou o assunto ir longe demais, mas não compreende como podem obrigá-lo a deixar uma casa em Setúbal, que vale 50 mil euros, para cumprir uma dívida de 1800.

 

PINTADOS DE FRIO

Fomos à procura da resposta. "Há um esquema de funcionamento demasiado informatizado e os casos chegam a tribunal sem passarem por olhos humanos. Já não há análise casuística de nada", explicou à VISÃO uma juíza do Tribunal Tributário, que preferiu não ser identificada.

Embora alguns casos acabem perante o juiz, "as penhoras e execuções decorrem integralmente nas Finanças". Ou seja, a justiça é pouco ou nada para aqui chamada. "A máquina fiscal sempre teve privilégios que nenhuma outra função do Estado tem. Está subjacente o poder de cobrança de impostos." Mas, admite a juíza, "parece haver alguma desproporção no sistema". Sobretudo depois de 2012: "Antes, os chefes de repartição podiam suspender a venda. Esta norma desapareceu. Hoje não podem fazer nada, por muito injusta que seja a penhora."

A VISÃO questionou o Ministério das Finanças sobre estas disparidades, mas até à data de fecho não obteve resposta.

Se roubar uma carteira ou assaltar um banco é diferente aos olhos da lei, ficar a dever mil euros ou um milhão em impostos parece ser igual para a máquina fiscal. "Dispara sem que ninguém a consiga travar. Todos os sistemas têm casos absurdos, mas quando o absurdo se repete muitas vezes..."

Sim, o absurdo repete-se. Pode perder-se a casa por dívidas de 100 euros ao condomínio. Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Apoio aos Sobre-endividados da Associação de Defesa do Consumidor (DECO), nota que "as pessoas já ficam mais assustadas com o fisco do que com um tribunal".

Pior: as penhoras tornaram-se uma das principais causas da rutura dos orçamentos. "Aparecem como quarta causa de falência das famílias, depois dos cortes salariais e da diminuição dos rendimentos, seguidos do desemprego e do divórcio. As penhoras são uma causa recente, que até 2010 não aparecia nas nossas estatísticas. Representou 9% dos casos em 2014, quando eram 6% em 2013".

Sendo difícil perceber a lógica - mesmo a financeira - de uma penhora como a de Jonas Fernandes, a verdade é que está longe de ser caso único. "As Finanças estão cegas. Ainda que esteja em causa a dignidade da família e o direito à habitação. Já vi a venda judicial de um imóvel por dívida de mil euros", indigna-se Natália Nunes.

Jonas Fernandes perdeu a casa por uma dívida de cerca de 300 euros, agigantada para 1800 com coimas e juros, pela mesma altura em que os incumprimentos do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, abriam noticiários. "O primeiro-ministro esteve 5 anos sem pagar à Segurança Social e nunca viu a penhora bater-lhe à porta. Outros são penhorados por bananas", disse então o Bloco de Esquerda. As palavras que saem fáceis aos políticos, estão entaladas na garganta de Jonas. Inspira fundo antes de falar: "Setúbal é uma câmara endividada, por isso impõe IMI a qualquer barraco. Pago a água mais cara do País por causa das dívidas da câmara. Mas a mim tiraram-me a casa sem nunca dever uma prestação ao banco. O povo paga o que os outros não pagam. Revolta-me este país. São uns senhores pintados de frio que nos entram pela casa adentro e nos levam o sustento."

 

NO LIMIAR DE SOBREVIVÊNCIA

Mas, voltemos aos vendedores de lenços. Depois dos advogados, vêm os administradores de insolvência, a peça-chave de qualquer falência. Não são funcionários do Ministério da Justiça - com licenciatura obrigatória, a maioria são formados em gestão, economia ou direito -, mas trabalham de perto com os juízes do Tribunal do Comércio, onde são tramitadas as insolvências, quer de empresas quer de particulares.

Embora a lei diga que devem ser escolhidos por sorteio, o juiz tem a última palavra.A maioria dos casos está concentrada numa minoria de profissionais. Segundo a Associação Portuguesa dos Administradores Judiciais (APAJ), 80% dos processos estão na mão de 20% de administradores. Ou seja: 56 administradores têm a seu cargo 8000 processos por ano, e 220 têm 2000.

A concentração é controversa. "Propomos nomeações por ordem alfabética ou aleatória. É o que a lei diz e devia ser a regra. As indicações seriam apenas para casos de especial complexidade, 1 a 2% dos processos", defende Inácio Perez, presidente da APAJ.

Apesar de não haver bens na maioria dos processos (a seguir vêm os que têm casa e carro e só depois os que têm algum património), há administradores a mexerem com milhões. Como acontece com a insolvência de algumas empresas.

Alguns são até conhecidos como as rock stars das falências. Centros comerciais, grandes empresas e redes de hotelaria chegam a valer 800 milhões de euros. Tudo nas mãos do administrador de insolvência, que pode ficar responsável pela gestão até a assembleia de credores dar o assunto por encerrado.

Um processo de 3 ou 4 meses de trabalho pode dar 100 mil euros a ganhar a um administrador. A lei prevê um máximo de 50 mil euros de rendimento para estes profissionais. Mas também prevê exceções, como a especial complexidade e a eficácia.

Mesmo assim, garante Fátima Reis Silva, juíza do Tribunal do Comércio, "tudo o que for acima dos 50 mil posso reduzir e o máximo que decidi pagar da parte variável até hoje foram 48 mil euros".

Além desta margem variável, definida por tabela, em função dos bens vendidos, os administradores recebem ainda entre 2000 a 2500 euros por cada processo. A esmagadora maioria das falências não rende mais do que esse valor fixo. Mas alguns casos são especialmente complexos. "O meu maior processo tinha 3 500 credores e houve outros com 8 500. Lidam com muito dinheiro, são um órgão da insolvência. Mas o poder dos administradores está limitado pelos credores. E há instrumentos de controlo. Os administradores respondem pelos danos causados ao devedor e podem ser condenados a indemnizar os credores."

Quando chega às mãos da juíza, a maioria das empresas já só precisa do "atestado de óbito". Até porque, "com a crise, notou-se a diminuição das contestações, está tudo insolvente e ninguém ousava dizer o contrário ". Não se estranha, por isso, que "em mais de 10 anos só tive dois processos em que sobrou dinheiro depois de pagar aos credores".

As insolvências de particulares são também um retrato do País: "Uma miséria terrível. Chegam-me processos por dívidas de dois mil euros e não têm como resolvê-las. Há casos em que não conseguem pagar uma taxa moderadora do hospital - um absoluto limiar de sobrevivência."

 

ATÉ O AQUÁRIO

Depois de o caso passar pela juíza, o administrador recebe uma sentença a dizer que foi declarada a insolvência. Entra em funções no dia em que recebe a carta do tribunal. Aí começa a busca de bens: nas Finanças, Registo Automóvel, Registo Predial e Banco de Portugal. Comunica ainda com os bancos para dizer que foi declarada a insolvência e pedir informação sobre todas as aplicações e contas à ordem.

O mais comum, diz o administrador Raul Gonzalez, são os desempregados há muito tempo, as pessoas com ordenado mínimo e os créditos múltiplos ao consumo. "A reunião com o insolvente é sempre constrangedora. Muitos chegam aqui e começam a chorar. 'Pensava que era capaz de pagar...' Quando há família é complicado. A vida muda para estas pessoas."

São "apenas" coisas. Mas a vida também é feita de coisas. "Vamos entrar e ver os seus bens, senão teremos de recorrer à polícia." Foi com esta apresentação de um administrador judicial que V., administrativa agora desempregada, N., cozinheiro, e os dois filhos, de 14 e 7 anos, viram anos de trabalho esvair-se pela porta do T1, onde dormiam num sofá-cama da sala para os filhos poderem ter um quarto para eles. "Um dia batem-nos à porta e penhoram-nos tudo: a secretária dos trabalhos de casa, o micro-ondas, a máquina do café, a máquina de lavar roupa, o móvel da sala com a televisão - e até o aquário dos peixes. Só ficou a mesa das refeições e a cama dos miúdos."

As regras ditam que bens essenciais como o frigorífico, ou mesmo a televisão, não devem ser penhorados. Mas, como admitem os administradores, "alguns até o berço dos bebés levam".

O dia mais triste da vida desta família de Cascais foi o resultado de várias apostas erradas: duas empresas que não deram certo e os bens de família dados como garantia do empréstimo ao banco. Ficaram as dívidas. Ao banco e às Finanças. "Nada de dívidas aos empregados", orgulham-se.

Quando as há, os trabalhadores são dos primeiros a receber o resultado das vendas dos leilões de insolvência, um negócio que já ocupa quatro das cerca de 50 leiloeiras em atividade em Portugal.

 

COTÃO. QUEM DÁ MAIS?

O bulício à porta do Hotel Olisippo, em Lisboa, deixa adivinhar caça grossa. Ainda não são dez da manhã e as sirenes das duas motos da polícia já anunciam a chegada da carrinha de segurança. A porta é guardada por jovens polícias, armados com metralhadoras.

Antes de os sacos lacrados, cheios de ouro, passarem de mão em mão, forma-se um corredor com os funcionários da leiloeira e os ex-trabalhadores da ourivesaria falida. Há polícia ao fundo e ao cimo da escada, enquanto se carregam os 21 pacotes que guardam 700 mil euros em ouro e joias.

Na sala com vista para o Casino de Lisboa vão ficar dispostas as caixas envoltas em película, com um número de lote impresso. Anéis, pulseiras, canetas de prata e ouro, relógios - e até 3 caixas de medalhas, porta-chaves e botões de punho com símbolo do Sporting.

Embora não seja o lote mais valioso - o relógio de platina que se vendia na loja por 97 mil euros era a peça mais aguardada -, é o que causa maior burburinho. Vendido por 950 euros, quase o dobro do valor inicial de licitação, tem a reprovação dos benfiquistas presentes: "Quem é que quer aquilo?"

Mas essa, diz António Seabra, dono da Domus Legis, é a beleza dos leilões. "Há muito despique. Só no ano passado vendi mais imóveis do que nos últimos 3 anos."

Tal como António Seabra, também Carlos Gomes aprendeu com os leilões que "tudo se vende". Meteu-se no negócio depois de ver, por acaso, como se podia "vender 3 milhões em algumas horas". Era ainda estudante de Economia e "gostei daquilo".

Já fechou autoestradas para conseguir albergar mais de mil pessoas no leilão de uma construtora, que rendeu 5 milhões de euros. Mas também conseguiu vender "cotão". Cotão? "Sim, aquele desperdício de tecido das fábricas que andava pelo chão."

Nos leilões fazem-se compras "emocionais". Como a da Scooter que nem sequer andava, entrou por zero euros e saiu por 300. Não se explica, mas rende milhões. Em 2014, 90 milhões faturados só pela Leilosoc, já abaixo dos 150 milhões de 2012.

Em Lisboa, António Seabra passará toda a tarde a fazer soar o martelinho de madeira, que lhe ofereceram numa marisqueira, para fechar negócio com a centena de compradores que encheu a sala do hotel. Será também um martelinho de leilão a fechar a falência de Jonas, V., N. e os dois filhos. Não com máquinas de construção e joias, mas com as casas que já foram moradas de família. Eles choraram. Alguém vendeu os lenços.

Isabel Nery (artigo publicado na VISÃO 1151de 26 de março)

http://visao.sapo.pt/o-negocio-das-penhoras

 

 

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publicado às 16:09


A chatice dos factos

por beatriz j a, em 31.03.15

 

 

¿Está maquillando Portugal sus datos de desempleo?

 

... un estudio divulgado hoy por el Observatorio de Crisis y Alternativas de la Universidad de Coimbra revela que estos números oficiales pueden estar muy por debajo de los números reales. 

Según este estudio, la tasa real de desempleo en Portugal estaría en el 29%. Es decir, que en las estadísticas no entran todas las personas que en realidad no tienen empleo en Portugal. En el estudio, también se contabilizan los emigrantes que se han marcado del país precisamente porque no tienen aquí una forma de ganarse la vida. Estas personas, en caso de seguir en Portugal, estarían desempleados, por lo que también cuentan en estas estadísticas.

 

Además, el estudio también es muy crítico con "la creación de empleo registrada recientemente", según el gobierno conservador de Lisboa, liderado por el primer ministro socialdemócrata Pedro Passos Coelho. Desde el Observatorio entienden que esta recuperación del empleo se asienta en "bases frágiles". "El desempleo actual es un desempleo más desprotegido que antes de programa de ajuste", y el "empleo generado en Portugal se basa sobre todo en actividades precarias y becas mal remuneradas y sin perspectiva de continuidad y de verdadera reinserción en el mercado de trabajo".

 

Según los datos del Instituto Nacional de Estadística (INE), desde 2011, año en el que Portugal fue rescatado hasta el segundo semestre de 2013, se han destruido más de 460.000 puestos de trabajo y apenas se han recuperado cerca de 38 mil.

 

 

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publicado às 11:02


Bom dia com a lista de livros de Carl Sagan

por beatriz j a, em 31.03.15

 

 

 

... para ler extra-aulas, teria ele uns vinte anos - uns na íntegra, outros excertos. Esta lista, que integra obras de filosofia, literatura, religião, biografias, clássicos, medicina, cosmobiologia, psicologia, línguas, física e astronomia, claro, explica muito da pessoa que ele era e porque é que prefiro a série Cosmos dele àquela que agora anda a passar nas TVs: é que a dele é reflexiva, encara as descobertas e avanços científicos como uma viagem da mente humana e envolve-nos [cativa-nos] nessa viagem; enquanto esta nova do Neil deGrasse Tyson é mais sobre o funcionamento, a mecânica das coisas. 

 

 

(clicar na imagem para aumentar) 

via Open Culture

 

 

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publicado às 10:35


Às vezes lembro

por beatriz j a, em 30.03.15

 

 

 

Às vezes esqueço que também sei
escrever o cheiro da maresia
traduzir-me
na manhã fria
com as palavras do vento
enquanto as gaivotas gritam
no céu de pardo cinzento.

 

bja

 

 

 

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publicado às 23:08


O fiel amigo

por beatriz j a, em 30.03.15

 

 

 

 

 

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publicado às 20:42


Ida ao médico V

por beatriz j a, em 30.03.15

 

 

 

Pus-me aqui a pensar neste problema de não saber em quem votar nas próximas legislativas e imaginei um cenário metafórico onde os partidos políticos são médicos para ver se o quadro me inspirava alguma luz.

Então imaginei que estou doente, dói-me a perna, por exemplo, e vou ao médico. Vamos lá a ver como me tratavam e em quem posso ter confiança para me resolver o problema.

Se o médico fosse...o ex-BE

 

- B - Bom dia.

- ex-BE nº1 - Bom dia. Então diga lá o que tem?

- B - Bem, caí na rua e na altura não me doeu mas agora acho que tenho aqui qualquer coisa séria na perna.

- ex-BE nº1 - Ah, esta calçada lisboeta é muito bonita mas tem esses perigos.

- B - Por acaso não foi aqui que caí, foi em Setúbal.

- ex-BE nº1 - Setúbal? Como assim? Isso é o quê?

- B - Hã...? É uma cidade, aí a 40 km de Lisboa...

- ex-BE nº1 - Não estou a perceber o conceito...

- B - Qual conceito?

- ex-BE nº1 - Fora de Lisboa...

- B - O quê...??

- ex-BE nº1 - Um momento.

 

[foi à porta e chamou um colega. Aparecerem três. Olhem lá, está aqui uma senhora a dizer que caíu em Setúbal. Algum de vocês conhece Setúbal? 

- ex-BE nº2 - Epah... és parvo? Conhecer não conheço mas sei que aquilo é o far-west, anda tudo armado a assaltar bombas da gasolina - a mulher vem armada? 

- ex-BE nº1 - Sei lá!... ó ex-BE nº3, já ouviste falar disto que ele diz?

- ex-BE nº3 - De Setúbal não, mas sei que há uma margem sul só que ouvi dizer que era um deserto e não uma cobóiada. 

- ex-BE nº4 - Eu já ouvi falar do Porto. Porque é que não ligamos ao capitão Haddock? Ele se calhar tirava-nos deste embaraço.

- ex-BE nº2 - Cala-te, pá, és parvo. Claro que há terras a sul de Lisboa. O filho da minha empregada mora em Ourique e de cada vez que adoece tem que ir ao veterinário porque não têm lá médicos. Acabaram com os centros de saúde e com os médicos.]

 

- B - Não sei se percebem que estou a ouvir a conversa. E não, não venho armada...

-  ex-BE nº1 - Olhe, minha senhora, o caso é o seguinte: nós só temos medicina para os doentes de Lisboa e mesmo assim estamos em fase de orfandade... ninguém sabe já se devemos seguir a cartilha trotskista...

Mas, se tiver um problema de gays, transgénicos, barrigas de aluguer, eutanásia, mau olhado e amor livre... conte connosco, que somos especialistas; de resto, o melhor é ir tratar-se com alguém conheça os organismos alienígenas.

- B - Alienígenas?! 

- ex-BE nº2 - Cala-te, pá, és parvo. A mulher é uma eleitora!

- ex-BE nº1 - Uma eleitora? Ela não vota em Lisboa.

- B - Vou-me embora antes que enlouqueça e junte esse mal ao da perna. 

 

(estes estão riscados da lista)

 

 

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publicado às 20:19

 

 

Convite ao Ministro da Educação, a propósito do “Acordo Ortográfico” de 1990

 

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publicado às 18:18


"tell me if any get more than the lovers"

por beatriz j a, em 29.03.15

 

 

 

Cool Tombs

BY CARL SANDBURG

 

When Abraham Lincoln was shoveled into the tombs, he forgot the copperheads and the assassin ... in the dust, in the cool tombs.

And Ulysses Grant lost all thought of con men and Wall Street, cash and collateral turned ashes ... in the dust, in the cool tombs.

Pocahontas’ body, lovely as a poplar, sweet as a red haw in November or a pawpaw in May, did she wonder? does she remember? ... in the dust, in the cool tombs?

Take any streetful of people buying clothes and groceries, cheering a hero or throwing confetti and blowing tin horns ... tell me if the lovers are losers ... tell me if any get more than the lovers ... in the dust ... in the cool tombs.

 

 

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publicado às 23:23


dos filósofos

por beatriz j a, em 29.03.15

 

 

 

Meno: Parece-me que gosto do que dizes.
Sócrates: E eu, Meno, gosto do que digo. Algumas coisas disse em relação às quais não me sinto muito confiante. Mas que seremos melhores e mais corajosos e menos indefesos se pensarmos que devemos inquirir do que se formos auto-indulgentes e nos deixarmos levar pela noção de que não há conhecimento e que não vale a pena buscar saber o que não se sabe; _ esse é um assunto pelo qual estou disposto a lutar, com palavras e acções, com todas as minhas forças.


--de "Menon" por Platão 

 

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publicado às 22:05


Tropecei nisto

por beatriz j a, em 29.03.15

 

 

 

 

 

 

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publicado às 21:50


Onde algumas bandas foram buscar o nome

por beatriz j a, em 29.03.15

 

 

... e onde se prova que a maioria não tem imaginação nenhuma...

 

 

ABBA 

An acronym for the first names of the band members: Agnetha Faltskog, Bjorn Ulvaeus, Benny Anderson and Anni-Frid (Frida) Lyngstad. 

AC/DC - 
A band member saw AC/DC on a sewing machine. It stood for 'Alternating Current / Direct Current'. The band didn't realize it was also slang for bi-sexual, which caused a few misunderstandings in their early days. 

 

THE BEATLES

Original bassist Stuart Sutcliffe came up with the Beetles in 1960, which was a play on Buddy Holly's Crickets. John Lennon later altered the spelling to Beatals before meeting 19-year-old poet Royston Ellis who suggested B-E-A-T-L-E-S as a double play on both beat poetry and beat music. 

 

BEE GEES

Although the press often refers to them as the 'Brothers Gibb', the band said that they took their name from two friends that helped them out in their early days... Bill Goode and a disc jockey named Bill Gates. 

 

BOB DYLAN 
Robert Zimmerman was a big fan of poet Dylan Thomas. 

 

CLASH 

Taken from a newspaper headline describing 'A Clash With Police' 

 

COMMODORES 

In 1967, at Alabama's Tuskegee Institute, six students decided to merge two local bands, "the Mystics" and "the Jays". Legend has it, that one of the group members tossed a dictionary into the air, and when it landed, pointed to a random word on the page it opened to. The word was "Commodores". 

 

CRAZY HORSE 

Neil Young's long-time backup band took their name in homage to the Oglala Lakota Indian chief who fought to keep Europeans from settling in what would become the Western United States. 

CREEDANCE CLEARWATER REVIVAL
Originally called The Golliwogs, unconfirmed reports say the band took their new name from Norvel Creedence, a friend of band leader John Fogerty. John's favorite beer was called Clearwater, which, after it disappeared from the market for a time, was re-introduced by another brewery. The result: Creedence Clearwater Revival. 

 

DEEP PURPLE 

Guitarist Ritchie Blackmore's grandmother liked the Bing Crosby song "Deep Purple". 

 

DEPECHE MODE 

A Techno-Pop group from Basildon, Essex, England, they took their name from a French fashion magazine. 

 

DIE STRAITS

Their name describes the financial situation they were in when forming the band. 

 

DOORS 

The band took their name from the title of a book by Aldous Huxley, The Doors of Perception, which was in turn borrowed from a line in The Marriage of Heaven and Hell, a poem by the 18th century artist and poet William Blake: "If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is: infinite". 

 

THE EAGLES 

Their name was inspired by the Byrds, who were a big influence on the Eagles. They started out as the Teen Kings and later, the Emergencies. Don Henley recalled "we wanted something simple and we wanted something American and we wanted something that was easy to remember and something with a little spiritual value. (Eagles) sounded very American football teams and street gangs." 

 

ELTON JOHN 

Reginald Dwight took his stage name from two other British musicians, Elton Dean and Long John Baldry. 

 

(hoje fico pelo 'e')

 

 

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publicado às 21:04


Identidade, individualidade, escala....

por beatriz j a, em 29.03.15

 

 

 

trabalhos de Do Ho Suh.

 

 

 

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publicado às 20:40

 

 

 

Hannah Arendt: thinking versus evil por Jon Nixon

 

 Arendt e o valor das universidades como lugares de pensamento em conjunto.

 

Universidades são lugares onde as pessoas se encontram para pensar em conujunto. Hannah Arendt, apesar de ter passado por várias universidades, definia-se, não como uma académica, mas como uma pensadora. Uma das coisas em que pensou foi sobre o próprio pensamento, a sua natureza e objectivo, o seu significado ético e político, o seu potencial para o bem e para o mal, a sua fundação na comunidade da consciência humana.

 

Hannah Arendt, como se sabe, nasceu na Alemanha, foi aluna e amante de Heidegger (numa relação emocionalmente profunda de ambas as partes - ela com 18 anos, ele com 36 ), fugiu ao regime nazi e depois de uma breve prisão em França e de uma passagem por Praga e Lisboa, embarcou para os EUA onde viveu o resto da vida, primeiro como apátrida, depois com a cidadania americana. 

 

Arendt distingue o pensamento conduzido em isolamento (como Heidegger cada vez mais isolado na cabana e no silêncio da Floresta Negra, esse lugar hoje de peregrinação) e o pensamento que constitui o diálogo do pensamento com os outros. Porque o pensamento é, ao mesmo tempo, uma inflexão interior e exterior, está fundado na experiência comum e não é uma prerrogativa de uns poucos, mas uma faculdade de todos.

Pensar é o que nos liga a nós próprios e aos outros. Arendt desenvolveu uma suspeição desse pensar isolado como um labirinto mitológico onde não se entra sem ficar preso e desligado do resto do mundo -como a obra de Heidegger que ela compara a um labirinto de raposa para atrair incautos. É aliás por isso, por pensar Heidegger, ele próprio, encurralado no seu labirinto e alienado do mundo exterior que ela lhe perdoa o seu envolvimento nazi.

 

A ideia de 'pensamento' joga um enorme papel na análise do Totalitarismo, ou melhor, a ausência de pensamento. Um mundo esvaziado de pensamento, de vontade e de juízo seria um mundo habitado por autómatos, como Eichmann, desprovidos da liberdade da vontade e de qualquer capacidade de juízo independente.

O caso de  Eichmann levantou uma questão crucial para Arendt: "Pode a actividade do pensamento enquanto tal, o hábito de examinar o que acontece, independentemente dos resultados, pode esta actividade estar entre as condições que levam o ser humano a abster-se de acções más ou até, condicioná-lo contra elas?"

A questão surge, em grande parte, da sua experiência do totalitarismo nazi mas também da opressão do McCarthyismo nos anos 50, nos EUA e, de um modo geral, das linhas ideológicas presentes na Guerra Fria. Ela também via com apreensão o crescimento imparável do consumismo do Sonho Americano. Nem Hitler nem Estaline tinham esgotado, ao que parecia, todo o potencial do totalitarismo. Daí a urgência da questão.

 

Ora, uma vez que o pensamento obriga a que se páre e pense, pode condicionar-nos contra o mal.

Sem o pensamento em diálogo com os outros não pode haver juízo informado, nem possibilidade de acção moral ou de acção colectiva - o que há é ausência de preocupação pelo mundo [no care for the world]. A educação é, em seu entender, uma expressão dessa preocupação: "decidimos se amamos o mundo ao ponto de nos responsabilizarmos por ele".

 

A educação dá-nos um espaço protegido dentro do qual podemos pensar contra a opinião recebida: um espaço para questionar e desafiar, para imaginar um mundo de diferentes perspectivas, para reflectir sobre nós próprios na relação com os outros e, ao fazê-lo, compreender o que significa 'assumir responsabilidade'.

Hanna Arendt tinha observado, em primeira mão, como a opinião pode cristalizar-se em ideologia: a ideologia requer assentimento, funda-se em certezas e determina o nosso comportamento em horizontes de expectativas fixados; ora pensar, pelo contrário, requer dissidência, vive da incerteza e expande os horizontes reconhecendo a nossa actividade.

 

É tarefa da educação -e, portanto, da Universidade- assegurar que um tal espaço permaneça aberto e acessível. Mas, só pode fazê-lo se não [se]enclausurar [em]o espaço que disponibiliza. Há duas barreiras a esse propósito: a primeira é assumir que o resultado do pensamento pode ser pré-especificado. Contra isto devemos manter presente que o pensamento é discursivo, que pensar é uma actividade heurística e exploratória, imprevisível nos seus resultados, incerta e indeterminada. Sai fora do enquadramento de qualquer premissa pedagógica de objectivos, medidas, metas pré-assumidas.

A segunda barreira tem a ver com a categorização académica. Ela entende a importância das fronteiras metodológicas e disciplinares mas está ciente do modo como se podem transformar em barreiras de modo que insiste que se pense fora das tradicionais categorias académicas. Como ela própria diz nas suas aulas sobre a filosofia política de Kant: "O importante é pensar com uma mentalidade alargada - o que significa que treinamos a mente para ir visitar". 

 

A educação providencia um espaço intermédio entre o público e o privado, um espaço semi-público onde podemos testar as nossas opiniões, interpretações e juízos. Nos seus seminários -recorda Jerome Kohn- cada aluno era um 'cidadão', chamado a intervir e inserir-se nessa polis em miniatura e a tentar melhorá-la. Esta iniciação de inserção na polis faz-nos realizar o nosso potencial enquanto pessoas e cidadãos.

 

Arendt realça a necessidade de pedagogias que reconheçam a diferença e a diversidade, que desafiem e questionem, que estimulem e provoquem. Enquadramentos curriculares que possibilitem a mentalidade de 'visitação' e propósitos educacionais que se foquem no florescimento e desenvolvimento do potencial individual.

 

Acima de tudo Hanna Arendt lembra-nos que a educação é um bem público: quanto mais nele participarmos maior o seu potencial de retorno para o bem-estar da sociedade como um todo e para a vitalidade do seu corpo político. Contra aqueles que vêem a educação como uma mercadoria para ser comprada e vendida com vista ao lucro, Arendt insiste que ela está fundada na nossa capacidade partilhada de pensar e que pensar é pensar em conjunto.

 

Os problemas colectivos que agora enfrentamos são globais e requerem soluções globais, que por sua vez requerem a capacidade e a vontade de pensar através das nossas diferenças. Num mundo profundamente dividido, pensar em conjunto talvez seja o nosso recurso mais válido e a universidade [as escolas em geral, digo eu, embora a outro nível] talvez seja um dos poucos lugares dentro dos quais esse recurso do pensamento pode ainda encontrar um valor incondicional.

 

(traduzido e adpatado livremente por mim)

 

 

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publicado às 12:59


Sexo e mentiras... sem 'videotape'

por beatriz j a, em 29.03.15

 

 

Eu gostava de respeitar os representantes políticos do meu país...  MAS ESTÁ DIFÍCIL!!!!!!

Ministra manipulou dados sobre pedofilia

 

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publicado às 10:34

 

 

 

Para os professores de Português, novo programa vai potenciar chumbos

 

... o programa agora proposto "é absolutamente prescritivo, não deixando qualquer espaço de liberdade aos professores e chegando ao ponto de eliminar a maior parte das obras literárias, de indicar apenas textos e excertos de outros, e de apontar como obrigatórias metas muito específicas, que são claramente feitas para corresponderem à avaliação externa”.

Aponta, como “um exemplo muito claro disso, o objectivo obrigatório de que no fim do 2.º ano uma criança consiga ler um texto com articulação e entoação razoavelmente correctas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 90 palavras por minuto”.

 

Os alunos medidos enquanto correm as palavras, tratados como cavalos a correr à volta da pista, o professor de cronómetro na mão, não já um educador mas um treinador de animais passivos e receptivos ao tratamento industrial. A educação como coreografia exterior, acessória, mecânica...  não é o primeiro ministro que gaba nos portugueses a previsibilidade, a capacidade de serem usados e abusados e continuarem a votar nos mesmos representantes políticos... ora, como se formam essas bestas de carga? Na escola, pois está claro... de cronómetro na mão [e talvez chicote aos professores?]

 

 

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publicado às 10:25


Diurna

por beatriz j a, em 29.03.15

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 10:15

g.a


3-8-12


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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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